As pessoas que realmente nos amam não nos abandonam




Eu tenho desses momentos de voltar ao útero familiar de proteção, à essência, e de ficar enclausurada dentro da minha casa - cheia de referências da minha terra, do meu povo e das viagens que já fiz...

Desta vez, a parada regulamentar foi para cuidar da saúde e se restringiu, fisicamente, em transitar entre a cama e a poltrona do papai, exercer o total poder sobre o controle remoto da TV da sala e assistir a alguns filmes que tive preguiça de ver, associada à minha falta de tempo, quando ocuparam as telas do cinema.

Conversei com meus amigos e amigas que me visitaram sem me preocupar com os ponteiros do relógio e, dessa vez, controlei minha ansiedade para não responder as mensagens que tratavam de tarefas profissionais. Convalesci!

Não terei saudades, evidentemente, das dores, curativos, medicamentos regulados por horários, tampouco da dependência de terceiros para realizar alguns movimentos, mesmo que os terceiros tenham sido marido, filhos, familiares e auxiliar.




Mas, terei imensamente saudades das visitas da minha mãe que, prestes a completar 87 anos de idade, almoçou em dias alternados comigo e passava a tarde sentada na cadeira ao meu lado só para que eu não me sentisse sozinha, enquanto todos da casa estavam na labuta diária. “A pessoa acostumada ao trabalho, sente falta da rotina”, disse. Verdade! Mais verdade ainda é saber que não existe amor maior do que de mãe.

O corpo sentiu. Mas, a mente reagiu a tantos cuidados e dedicação dos familiares e verdadeiros amigos.

E a cada parada regulamentar, eu me conscientizo que a vida na terra é mesmo um sopro do tempo, e que as pessoas que realmente nos amam não nos abandonam jamais. Pelo contrário, elas arregimentam outras tantas para que juntas possam nos auxiliar. É assim com o mundo visível e invisível.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.