O jardineiro que não cultivava




                                                                                                           Foto: arquivo pessoal



O jardineiro de uma das empresas em que eu trabalho, rega as plantas pequenas de maneira tão peculiar que a água que jorra da mangueira consegue espalhar toda a terra que está ao redor, fazendo um buraco em torno da planta. Esse gesto faz com que eu, geralmente, faça a aguação.

Uma de minhas plantinhas, cultivadas em vasos, já antiguinha, estava com poucas folhas e terra sem vida. Chamei o jardineiro e expliquei que a plantinha poderia morrer e pedi que ele trocasse a terra e colocasse adubo. Risonho, ele levou a plantinha.

Minutos depois, ele trouxe o vaso renovado. Tinha outra muda bem bonita da mesma espécie. Ele havia jogado a outra no lixo. Quando eu disse que eu queria a mesma, ele ficou sem entender o por quê.

Cultivar exige paciência e aceitação.

É assim que se jogam fora relacionamentos afetivos, entre eles a amizade. Ao menor aborrecimento e contrariedade, descarta-se o outro e cria-se indiferenças e inimizades.

“O ser humano busca o perfeito e o belo. Mas, o que é belo?”– questionava Prof. Perrut, quando eu ainda circulava pela Universidade.   O perfeito não existe, mas ele faz parte de um ideal.

Bom início de semana.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.