2017







Ouvi duas senhoras conversando numa padaria.

Uma dizia que, frequentemente, caminhava do bairro da Mangabeira para o Morro da Conceição, ambos em Recife, porém distantes. O motivo era assistir à missa dominical na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade.

E no dia 08 de dezembro, quando se homenageia a Santa, ela tinha encontrado na festa religiosa a comitiva do governo do Estado de Pernambuco. Com o governador e o prefeito do Recife, estava Renata Campos – esposa do ex-governador Eduardo Campos.

A outra senhora perguntou: - Quem?
A devota disse: - Renata Campos, mulher de Eduardo Campos.
A outra: Eduardo Campos?
- Sim, Eduardo... O governador que morreu, falou a devota.
A outra senhora ficou calada como se não soubesse de quem se falava.

Pensei na morte do ex-governador Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral para presidente do Brasil - um dia depois de ter dado a entrevista ao Jornal Nacional e afirmado “Não vamos desistir do Brasil”. Sua morte, por acidente de avião no dia 13 de agosto de 2014, repercutiu no Brasil e no mundo. Seu velório e enterro foram transmitidos ao vivo pela Rede Globo, por mais de 10 horas ininterruptas.

Não sendo partidária, mas onde estava aquela senhora que não sabia quem tinha sido Eduardo Campos?

“[...] Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê? [...]
(Titãs)

É sobre esse manto que o país vive. Esse manto da ignorância do eleitor provoca a falta de moralidade, a canalhice, o desemprego, a falência do ensino, a morte da saúde pública, a falácia da reforma previdenciária e da PEC 55.

Então, que em 2017 sejamos todos nós brasileiros mais ativos na vida política e pública do país. Vamos cobrar aos governantes nossos direitos: melhores condições de vida, saúde, educação, segurança e lazer. Não vamos desistir do Brasil.







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