O meu Deus, teu Deus, nosso Deus






Este ano, meu marido e eu, entramos numa mesquita. Depois num templo budista. Eles faziam parte de um roteiro turístico da cidade de Foz do Iguaçu.

Na mesquita, as mulheres devem entrar de saia longa e cobrir a cabeça e braços. Como eu estava de macacão curto, aluguei uma saia na portaria, pelo valor de 2 reais. Já é de praxe esse serviço aos turistas, assim como é opcional entrar no templo. Vesti a saia e cobri a cabeça com um véu - cedido pelo templo. Entramos em silêncio, conversamos com um seguidor do Islamismo e saímos.






Infelizmente, alguns turistas deram risadas dentro do templo, fizeram brincadeiras e essa falta de respeito nos incomodou muito.

Em seguida, fomos a um templo budista. Não pudemos entrar. Ficamos pelos jardins, de uma beleza impecável. Tivemos algumas explicações sobre o significado das estátuas que ali estavam. Fotografamos.











Quando eu era adolescente, tinha amigos que faziam parte da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon). Quando tinha festa, eles me chamavam. Como elas aconteciam depois do culto, eu assistia sem constrangimento. Assim, assisti também vários batismos, sempre nos domingos pela manhã.

Certo dia, eu cheguei à casa da minha madrinha e ela estava de saída. Perguntei para onde ia. Ela respondeu: à igreja evangélica. Eu queria estar com ela e não tive dúvida: fui também e assisti ao culto. Pude, em outro momento, acompanhar a formação de um amigo para ser pastor e já fui a vários casamentos evangélicos.

Gosto de assistir missas aos domingos, na Igreja Matriz do Espinheiro, e ouvir os sermões contemporâneos do Frei Geraldo de Araújo. Amo ouvir alguns hinos. Emocionam!


 “Oh Pai Nosso tu que estás, 
com os que amam de verdade, 
e o reino que por ti se deu...” 

Dom Hélder Câmara e Monsenhor Isnaldo Fonseca, Arcebispo Emérito e Vigário Geral da Arquidiocese de Recife e Olinda, respectivamente à época, casaram-me.

Mas, desde criança é na religião espírita que encontro as respostas para os meus questionamentos sobre destino, justiça divina, conduta moral e paz.

Hoje, quando ouvi na GloboNews que o tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, eu fiquei pensando em quantas lágrimas já caíram, no país e no mundo, fruto da violência pela não aceitação e falta de respeito pela divindade do outro.

Com disse o filósofo Huberto Rohden:





O meu Deus é de amor e paz. E o seu? 


Uma semana de afetividade para você.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.