O bom professor conhece as falhas do aluno








Há um mês e meio, eu estava atravessando a rua e ouvi alguém chamar meu nome. Era um estudante de pós-graduação que eu conhecia e que tinha acabado de receber o resultado da avaliação de sua monografia. Ele me disse:

- Por favor, olha. E entregou sua monografia pra mim.
- Pediram-me para refazer, complementou aborrecido.

Parada na rua, eu abri a monografia e li o recado, escrito em letras imensas, dizendo que o aluno deveria refazer para que ela (a professora) pudesse avaliar.

Eu balancei a cabeça de forma afirmativa, concordando com o que estava escrito e o aluno pediu que eu verbalizasse. Um pouco constrangida por ter que verbalizar, eu folheei novamente e perguntei:

- Foi você mesmo quem fez?
- Por quê? – disse o aluno meio perturbado.

- Você cometeu vários erros grosseiros de normatização. Mas, o que chama muito mais atenção é a sua conclusão. Nem uma dissertação de mestrado, tem uma conclusão com tantas páginas. Ela mostra que quem fez não tinha conhecimento do assunto e não teve um encadeamento lógico de ideias. Então, para ser franca mesmo, a professora foi muito compreensiva em deixar você refazer.

O aluno agradeceu e foi embora. E eu segui o meu caminho...

Então, nesta época de final de ano, quando muitos alunos estão entregando os trabalhos de conclusão de curso ou disciplina, e também respondendo aos leitores que enviam dúvidas sobre normatização, é sempre oportuno lembrar que o bom professor é aquele que acompanhou o processo de aprendizagem dos alunos.

Portanto, ele está apto para avaliar e não precisará de muito esforço, porque apenas folheando o trabalho, saberá se foi o aluno quem fez ou não, e se o aluno está citando livros e artigos que sequer consultou.


Fiquem atentos!


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