Quem me chama de meu amor, nem sempre me ama, mas se defende







Detesto quem quer camuflar a falta de educação, paciência, tolerância, empatia e outros sentimentos que poderiam fazer amigáveis as relações humanas. Este comportamento nós encontramos, geralmente, em quem tem como função prestar serviços.


Então, eu conto o caso como o caso foi...

Tive uma professora na faculdade que dava aula no final do horário, já bem perto do horário de almoço. Como é de praxe, os professores dizem que podem ser questionados, mas quando o aluno levantava a mão para tirar uma dúvida (porque contestá-la jamais), ela parava e dizia:

- Meeeeeeeeuuuuu amoooooooooorrrrrrrrr

E desenrola a resposta, demonstrando aborrecimento.

Chegamos à conclusão, nós pobres mortais e alunos, que o “meu amor” era dito com impaciência e tinha o tom de humilhar. Quando alguém ouvia “meu amor”, era o mesmo que dizer “recolha-se à insignificância”.

Resultado: 

Os alunos perguntavam entre si: Hoje, nós temos aula de quem?

E alguém respondia: De Meeeeeeeeuuuuu amoooooooooorrrrrrrrr.

Semana passada, eu fui reclamar porque uma atendente mal humorada não me tratou adequadamente. Ela começou: - Meu amor...

Não pude conter-me e disse: Explique-se, mas não me chame de meu amor.


Porque amor mesmo não é um sentimento banalizado. 
Ele é envolvente, sentido, vivido e causa bem estar e alegria... 
Jamais incômodo.










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