A máquina de café








Então eu conto o caso, como o caso foi...

Todos os dias, eu via uma cozinheira terceirizada fazer o café para todos, usando uma cafeteira industrial que permite o controle de temperatura até 120 graus. Ela usava a temperatura máxima o dia todo. Isso fazia com que o copo descartável deformasse, na maioria das vezes. Então, era preciso que tivéssemos o cuidado para não queimar as nossas mãos e também a língua.

Um dia, eu perguntei por que ela não diminuía a temperatura da máquina. E recebi como resposta: “O café não vai prestar”.

Calei.

Outro dia, fui à cozinha minúscula e ela estava fechada. Abri a porta, porque tenho a chave, e a cozinha toda estava tomada de fumaça. Avisei para cozinheira e recebi como resposta: “É assim mesmo”.

Pensei que qualquer alarme contra incêndio, se tivesse sido instalado, já teria dado o sinal de alerta. Quando participei da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) de uma das empresas em que trabalho, aprendi o quanto a imprudência provoca acidentes.

Mas, pensei o quanto a ignorância pode criar a falsa sensação que se tem razão. E quem acredita ter razão fica arrogante. A arrogância é fruto da vaidade.

Mas, se uns tem a preocupação com a segurança, outros fingem que não vê. Então, peço a Deus todos os dias que nunca deixe a indiferença habitar meu coração, que eu jamais perca a capacidade de me indignar, mas que eu sempre reaja a situações que me incomodam. Porque é neste comportamento que eu acredito.

“O que me preocupa não é o grito dos maus.
É o silêncio dos bons.”
Luther King

Um início de semana de paz.





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