O cinto laranja




Gosto de combinar. Sou dona combinadinha assumida. Entra moda e saí moda, continuo do mesmo jeito. Fazer o quê? É estilo. Esse é o meu.

Um dia cheguei ao trabalho com um cinto laranja, comprado há anos numa dessas Fenearte (Feira Nacional de Negócios e Artesanato).

Peças em couro se desgastam pouco, a pessoa enjoa e não se acaba...

Exageros à parte, eu usava o cinto combinando com vestido.  Como ele é grande, quem me vendeu disse que uma das formas de usá-lo era enrolar a parte que sobrava no próprio cinto.

Acredite. Eu usei por anos desta forma.

Até que nesse dia, uma companheira de trabalhou perguntou: Por que você não afasta um pouco mais a reata e coloca a parte que sobra do cinto?

Simples assim.

Eu não tinha parado para observar que a reata não estava presa ao cinto e podia se deslocar.

No meu MBA há alguns anos, um professor disse no primeiro dia de aula: 



Não é regra, evidentemente. Mas, está estatisticamente comprovado nas grandes empresas.

Na vida, é quase assim – cometemos excessos em todas as esferas, sobretudo, nas pessoais e afetivas, onde as emoções são difíceis de serem controladas ou equilibradas.

Então, a maioria de nós encontra soluções complicadas para situações simples. Complicamos quando deveríamos facilitar;

Alteramo-nos na fala e nos gestos quando poderíamos falar com equilíbrio;

Aumentamos os fatos quando o silêncio levaria a tranquilidade de todos;

Melindramo-nos e vitimamo-nos exageradamente quando o ideal seria desculpar;

Emolduramos os defeitos alheios quando sabemos que não há perfeição;

E lançamos nas pessoas as nossas expectativas pessoais.


Bom início de semana.




Um comentário:

  1. A verdade é esta, senão esta simples, é pq não está bem feito. Esta tb é a diferença entre a mentira e a verdade. já notou como a mentira é comprida, enquanto a verdade é curta e direta?
    Bjs
    gosto-disto

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