De um saco vazio nada se pode tirar




Raphael Felipe e Amanda Carolina quando crianças e que fazem ainda hoje, adultos, a nossa maior alegria.


Na semana que antecede a comemoração do Dia das Crianças, a mensagem do educador Pedro de Camargo, que adotou o pseudônimo Vinícius, e falecido na década de 60, já chamava a atenção dos pais para o compromisso com a educação.

No livro O Mestre na Educação (Ed. FEB, sem data), Vinícius diz que os pais devem ter em mente duas verdades muito simples: De um saco vazio nada se pode tirar. De um terreno sem cultivo e abandonado, nenhum grão pode ser colhido.

Assim é a educação dos filhos.

Se os pais descuidarem da boa orientação e disciplina chegará, um dia, em que eles vão exigir dos filhos a obediência e respeito e não vão encontrar. Muitos pais passam por essa situação na adolescência dos filhos.  Se a autoridade deles não existiu desde a infância, não será nos momentos de rebeldia que ela aparecerá. Porque a autoridade se desenvolve, gradativamente, desde o nascimento da criança e deverá estar alicerçada no exemplo.

Afirma Vinícius ainda que, educar é salvar e libertar.  E nos conta:

“Diz que Licurgo, célebre orador ateniense, foi convidado certa ocasião para falar sobre educação. Aceitou o convite, com a condição de lhe concederem 3 meses de prazo. Terminado esse tempo, ele se apresentou perante numerosa e seleta plateia que estava ansiosa para ouvi-lo.

Licurgo apareceu levando dois cães e duas lebres. Soltou o primeiro cão e uma das lebres. A cena foi chocante e bárbara. O cão avança furioso sobre a lebre e a despedaça.  Em seguida, ele soltou o segundo cão e a outra lebre.  O cão começa a brincar com a lebre amistosamente. Ambos os animais correm de um lado para outro brincando.

Licurgo então, diz: Eis aí o que é a educação. O primeiro cão é da mesma raça e idade do segundo. Ambos foram tratados e alimentados de forma igual. A diferença é que um foi educado e o outro não.”

Todos os pais sabem que a criança, mesmo externando inocência, traz consigo muitos defeitos e vícios. Cabe a cada um deles trabalhar neste terreno para transformar esses sentimentos (que Vinícius chama de deselegância moral), em virtudes. Trabalho este que não se encerra nem quando os filhos se tornam adultos...

Bom início de semana.






Um comentário:

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