Os vulcões inesquecíveis






Ao fundo, os Vulcões Osorno e Calbuco, Chile.


Era um final de manhã quando chegamos a Puerto Varas, cidadezinha localizada na Região dos Lagos, no Chile. O clima estava super agradável. Acho que no dia, girava em torno de uns 20 graus.

Fomos direto para o hotel, que nos encantou logo na entrada porque a decoração era rústica e, ao mesmo tempo, retrô.  Estávamos dando início a uma viagem cheia de descobertas...

E uma delas foi, ao abrirmos as cortinas do quarto, nos depararmos com a visão dos vulcões Osorno, adormecido desde 1850, e Calbuco, separado de nós apenas pelo Lago LLanquihue – o segundo maior do Chile. Lembro-me bem do que disse meu marido “Só tinha visto um vulcão nos livros de geografia”. Eu também!  Portanto, não era à toa que o hotel, construído em madeira, tinha o nome de BellaVista. Inesquecível também foi tomar café da manhã contemplando os vulcões nos dias que se seguiram.




O Vulcão Osorno, visão da janela do quarto.


No primeiro dia, deixamos as malas no hotel e fomos passear pela pequena Puerto Varas, lugar de ruas floridas, praças bem cuidadas, comércio acanhado e casas de madeira que pareciam de bonecas e saídas de um filme de faroeste.  Também um lugar de pessoas educadas e de motoristas que respeitam os pedestres. Depois de passear por Puerto Varas, fomos a Puerto Montt – cidade vizinha cerca de 20 quilômetros e com um comércio mais sólido, incluindo o artesanato local. Amei, lógico. De seu mirante, via-se muito bem o Vulcão Calbuco.




Puerto Varas, cidade das flores.





Continuamos a viagem por terra e pelas águas que dividem o Chile da Argentina. Paramos nas cachoeiras do Rio Petrohué, pernoitamos no aconchegante povoado de Peulla, embarcamos em Puerto Frias até chegarmos ao Parque Nacional Vicente Perez Rosales. Navegamos por lagos, alimentados pelas águas do degelo das geleiras, cravadas nas Cordilheiras dos Andes.



As águas das Cordilheiras dos Andes








E em todo o percurso, lá estavam os vulcões inativos Osorno e Calbuco. Em nenhum momento pensamos num perigo de uma possível erupção, mesmo quando caminhávamos entre as trilhas e nos deliciávamos com o grande espetáculo da natureza. 




E eis que na semana passada, o Calbuco dá sinal de vida assustando nossos vizinhos chilenos e espalhando suas cinzas na Argentina e até no sul do Brasil. A natureza é imprevisível e os homens ainda a desafiam...




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.