Dizer a verdade ou renovar as esperanças?








Até que ponto nós temos o direito de minguar ou mesmo retirar as esperanças e os sonhos de outra pessoa?

Certa vez, conversando com um médico, ele disse que cuidou de um paciente em fase terminal. Mas um dia, depois de um dos exames que constatou a gravidade do mal, ele notou que o paciente continuava animado e esperançoso.  Na consulta seguinte, este médico resolveu contar toda verdade ao paciente, e disse-lhe: - “Seus exames lhe dão uma perspectiva de uns três meses de vida.”

O que mudou na vida do paciente? -  Eu perguntei ao médico.

Ele respondeu: - O paciente conseguiu planejar a vida financeira da família após a sua morte.

Fiquei pensando se a atitude do médico fez, realmente, bem ao paciente. Será que não seria melhor que apenas a família soubesse da gravidade do caso?

É indiscutível que a medicina avança nos diagnósticos e prognóstico. Mas, muitos médicos parecem que ficam insensíveis sob o manto da racionalidade. Afinal, além de o paciente ter o direito de saber, como afirmam, são tantos os casos que devem fazer parte de sua rotina profissional que mais um, não faz tanta diferença. Mas, será que o paciente está preparado receber a notícia?

Se “De médico e louco todo mundo tem um pouco”,  com quase a mesma carga emocional, existem os “amigos” que se formaram em Medicina na escola da vida. Ou seja, com propriedade de conhecimento apenas porque sabem de alguém que já passou por situação semelhante, eles fazem certos comentários inoportunos para quem está passando por um tratamento médico ou por situações graves.

Não é surpresa encontrarmos a negatividade em forma de gente pelo caminho. Ela é cultivada por aquelas pessoas que subtraem nossos sonhos, matam nossos desejos, invadem nossa serenidade, bombardeiam nossos corações com dúvidas e, a título de sinceridade, maltratam-nos com palavras duras até levarmo-nos ao nervosismo e desequilíbrio.

Precisamos ter cuidado com esses “amigos verdadeiros” que nos cercam, e estabelecermos uma vigilância constante para também não sermos instrumentos do negativismo. Em determinadas situações, na difícil tarefa de querermos ajudar, podemos acabar ferindo ou prejudicando alguém.

A vida de todos nós pertence a Deus, e só ele cabe determinar o que a cada um de nós compete vivenciar ou experimentar. Nossas esperanças e os sonhos devem ser renovados todos os dias, assim como as árvores que se recompõem a cada estação do ano, preparando-se para darem frutos.

Bom início de semana.







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