Acho que sou uma menina






Por mim, hoje, seria feriado nacional.

Não é todo dia que completamos meio século de vida. Aliás, nunca pensei no assunto. E há muito que comemorar.

E comemoração é o que não falta, porque aqueles que me conhecem sabem o quanto eu gosto de me encher de mimos, começando quase um mês antes. Presenteio-me muito.

“Quem sabe eu ainda sou uma garotinha,
Esperando o ônibus da escola sozinha...”
(Cássia Eller, maladragem)




Mas hoje, depois do café da manhã na cama levado pelos filhos, comecei o dia agradecendo a Deus pela vida, aos meus pais por terem me dado o exemplo e a educação que valorizam à ética, honestidade, trabalho, responsabilidade e respeito às pessoas, aos meus filhos por enfeitarem e darem muito mais sentido a minha vida, ao maridão pela cumplicidade e companheirismo nos momentos bons e nos difíceis, aos amigos por compartilharem, torcerem e se alegrarem com minhas conquistas.

Sempre pensei como estaria com 30 anos, 40, mas não imaginei com 50. Não foi porque acreditei que não chegaria neles, mas os coloquei muito distante... e eles chegaram.

Chegaram com maturidade emocional. Mas, não seria diferente porque sempre fui muito determinada e responsável. Quando se é adolescente, criamos um estereótipo para cada idade. Mas, quando atingimos, não somos tão diferentes do que éramos, apesar de estarmos em constante mutação (“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”- Raul Seixas).

E por isso não posso deixar de fazer, mentalmente, uma retrospectiva e, graças a Deus, afirmar que tudo na minha vida aconteceu no momento certo, mesmo quando me senti contrariada nos meus propósitos.


“Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Não tomo meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar.”
(Cássia Eller, Malandragem)

Hoje também, eu entendo que o caminho da aprendizagem é longo, cheio de curvas e tropeços, mas onde não devemos avistar o horizonte e parar no tempo. Mas, sim mudarmos a direção do entendimento dos fatos e das pessoas. Porque “bobeira é não viver a realidade, e eu tenho uma tarde inteira” (Cássia Eller, Malandragem).

























Tenho a sensação que ainda há muito chão pela frente, se Deus quiser. Então, vamo que vamo... porque "Hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir, não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir". (Lulu Santos, Tempos Modernos). 

E assim começam mais...




Um comentário:

  1. É isso ai! "Viver é não ter a vergonha de ser um eterno aprendiz..." Parabéns!

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