Natal com algodão







A culpa é dos comerciantes, da mídia.

Há poucos dias eu estava votando, ainda pensando no arrasta-pé do São João e com o gostinho de canjica e pamonha na boca. E agora já estou às voltas com os preparativos para a chegada de Papai Noel na minha casa.





Entro num supermercado e lá estão os ingredientes para ceia natalina, mais trufas, chocolates, panetones, aves e tudo mais, afora utensílios de mesa e os enfeites.

Mas, Natal pra mim é isso mesmo. É da cor vermelho e verde, com   brilhos  dourados, prateados e pisca-pisca - é claro.

Natal pra mim tem que ter algodão. Sabe como é? Neve.


Não importa se eu moro no Nordeste do Brasil, onde o frio máximo fica em torno de 24 graus. Nan nan não... Não abro mão do meu pinheirinho, com a neve caindo e Papai Noel chegando de trenó, descendo pela chaminé. Ótimo né?








Não importa que aqueles que se consideram intelectuais afirmem ser Papai Noel produto da Coca-cola, americanizado, vendido. Porque o bom mesmo seria que tudo que fosse veiculado durante o ano trouxesse uma mensagem de paz, sonhos e esperanças. Portanto, não estou nem aí para esses discursos....Quero mesmo é enfeitar minha mesa, meu ninho, da porta da sala à cozinha e banheiro. Tudo nas cores do bom velhinho.

E não abro mão do meu presépio. Esse é bem regional. Feito em barro pelas mãos dos artesãos caruaruenses (viva eles!).  E viva nós que teremos motivos para reunir a família e celebrar.  Celebrar a vida, as conquistas (todas elas), não lamentar as perdas, mas se encher de esperança e acreditar que no futuro tudo será melhor do que hoje. Façamos a nossa parte. Faça a sua.

Muito axé para você.

“O que faz a nobreza de uma coisa é sua eternidade”
                                                      (Leonardo da Vinci)

Bom início de semana. Muita paz.






Um comentário:

Obrigada pela visita.