Dala, a guerreira



Peluda, Dalila não gostava de ir para a tosa regular. E quando ia a cada dois meses, ficava o dia todo down


Difícil é a despedida de quem amamos. E a saudade dói.

E nosso poodle, carinhosamente, chamada de Dala - abreviação de Dalila, fez a nossa alegria por 16 anos. Viveu muito para sua raça. Mas, segundo Sandro Camelo, seu veterinário e meu afilhado, Dalila se mantinha viva devido ao nosso imenso carinho. 

Um carinho que fazia Dala tomar café da manhã, diariamente, assim que acordávamos. E melão era sua fruta preferida. Bastava começar a manuseá-lo que Dala se animava toda. Um olfato perfeito. E quando eu resolvia comer meus biscoitinhos, lá estava Dala para ser minha cúmplice na escapulida da dieta. Isso mesmo. Dala não podia comer de tudo, porque era alérgica.

E de tanto carinho correspondido com sua alegria, ela foi passando de animal de estimação para um membro da família. E soube nos conquistar.

Dalila chegou para nossa casa nos primeiros dias de vida, porque como fruto de uma cria indesejada, a proprietária dos pais dela queria “dá um fim” rápido para os filhotes. Então, minha mãe ficou com Dalila e nos presenteou.  Nos primeiros dias, Dalila se alimentou por mamadeira (chuquinha). Mas, era à noite que ela sentia falta da mãe e chorava muito. Dormia numa caixinha e bem enroladinha nos paninhos que colocávamos. E de tão pequena, acordava na mesma posição que tínhamos colocado.


Com Amanda Carolina. Dala foi um brinquedo muito amado.

Dala brincando com Raphael Felipe, Praia de Serrambi.

    
Dala participando da Festa da Chupeta, de Amanda Carolina.


E Dala logo se tornou um brinquedo vivo para os meus filhos. O que fez com que comemorássemos vários dos seus aniversários, reunindo também as crianças da vizinhança nos dias 07 de setembro.  Sem falar de suas peraltices, marcadas por seu companheirismo, por ser o poodle uma das raças mais inteligentes.

As crianças cresceram, Dala envelheceu e perdeu a visão (uma das características do poodle). Mas, ela buscava os nossos cheiros e identificava cada um de nós. Tinha também uma audição aguçada. Sempre que possível, viajava conosco. Tinha sua mala, toalha, secador, manta, travesseiro, material de higiene e lugar no carro. Como alérgica, tinha a ração e cama com enchimentos apropriados. Quando levávamos à praia, ela corria e pulava ao mesmo tempo na areia, como se fosse um bodinho. Linda!

Para quem nunca teve um animal de estimação, será quase impossível compreender tanto carinho e atenção que dedicamos a Dala.

E Dala sofreu as consequências da velhice. Adoeceu. Passou por várias cirurgias e estava com perspectivas de outras. Mas, sempre muito esperta, guerreava para vencer. E era assim quando recebia Sandro, nas suas visitas, para tratá-la. Sempre reagia com suas “brabezas”.

Mas, no último domingo (02), Deus assessorado por São Francisco de Assis (protetor dos animais), decidiu que Dala não deveria sofrer mais e a fez partir. E como filhos rebeldes que somos, todos nós lutamos até o fim para deixá-la ainda entre nós. Sandro, meu afilhado, fez todo o possível, mas o coraçãozinho de Dala parou. E como disse minha mãe "Não podemos ser tão egoístas, porque Dala já estava sofrendo muito."

Ficam as lembranças dos muitos momentos, alguns deles congelados nessas fotos. Aliás, fotos não faltam, porque o book de Dala é bem desproporcional ao nosso. Digamos, são 3 fotos de Dala para 1 nossa. Tudo foi registrado. 





Dala, nos raros momentos com laço.

Ela costumava arrancar todos.




Dormia quase o dia todo na caminha dela, quando
estávamos em casa. 


Porque quando saíamos, Dala ia para todos os quartos. 



Muito fofa. Ela só colocava a coleira para o seu passeio diário que levava, em média, uns 40 minutos. Dala não fazia suas necessidades em casa.






                           
                             Em clima de Natal, no ano passado.




Pedindo carinho sempre que algum de nós passávamos por ela.











Sandro, com ajuda de Maria José, fazendo o tratamento de tártaro. Neste dia, Dala tomou anestesia geral e “lutou” para não dormir. Foi muito engraçado. 





Dormindo, ainda anestesiada.




Dala tentando se levantar depois da anestesia, caiu dormindo.









2 comentários:

  1. Oh Joseane, sei exatamente o teor desse sentimento em suas vidas. Vive isso com minha cachorrinha Bianca e no momento estou vivendo um amor sem noção por cachorros, principalmente os de rua, mas nunca amarei um cãozinho como ela. Deus te console!

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