Reclamamos de quê?



É comum ouvirmos algumas pessoas se queixarem da vida, comparando-se a outras que parecem viver intensamente felizes. São pessoas que afirmam que não tiveram a mesma sorte ou oportunidades daquelas que tanto admiram ou invejam.

Contudo, essas pessoas esquecem que para toda opcional plantação haverá sempre a colheita obrigatória. E que toda a trajetória é composta de pequenos pedacinhos que são marcados de renúncias, choros, lágrimas, desânimos, crises e incompreensões. Mas, sobretudo, que as oportunidades são dadas a todos.

A diferença é que algumas pessoas aproveitam e outras não. Na verdade, umas enfrentam a estrada esburacada e incerta, outras param no início e enxergam milhões de defeitos para justificarem a sua inércia. Como diz o mestre espiritual Emmanuel, se algumas pessoas veem outras com sede e lhes oferecem água, outras ignoram e passam adiante. Aquela que parou e ajudou conquistará não apenas a amizade, mas a retribuição natural da vida.  Porque Deus ajudará sempre o homem através do próprio homem.

Então, o mundo sempre abrirá um leque de oportunidades que, numa primeira análise poderá se apresentar desigual, mas na verdade são caminhos que levarão aos mesmos resultados. Assim como a paz é um estado de espírito individual, trilhar as estradas cercadas de precipícios é uma opção daqueles que têm coragem e força para seguir em frente. A construção é diária, porém incerta. A única certeza que todos nós temos é que a construção exigirá sempre muito mais dedicação, honestidade consigo e com outros e uma exagerada perseverança e determinação. Este último é um requisito fundamental e mais importante do que as muitas paradas regulamentares que vamos encontrar pelo caminho para os possíveis descansos.

Como diz, o compositor Belchior “Era um cidadão comum como esses que se vê na rua...”

E complementa dizendo:

"Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)
Embarcava no metrô, o nosso metropolitano
Era um homem de bons modos:
“Com licença, foi engano”
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Quem tem no fim da tarde a sensação da missão cumprida."
(Pequeno perfil de um cidadão comum, de Belchior)

Portanto, antes de julgarmos que a vida de outra pessoa é fácil e melhor do que a nossa, enxergando apenas as conquistas, que tal procurarmos fazer a parte que nos compete na vida?

Certamente, depois de algum tempo, não teremos mais tempo de nos preocuparmos com a vida alheia, já que a nossa estará totalmente preenchida de conquistas, vitórias e triunfos.

Bom início de semana.



  



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