Ele nos trata como filhos





Diz a escritora Adélia Prado, no seu poema “O Pai” e se referindo a Deus que “Mesmo depois de velha, me trata como filhinha. De tempestades, só mostra o começo e o fim.”

Nossa relação com Deus é pessoal e intransferível. A visão que temos do Criador ou não, depende de um conjunto de fatores emocionais e culturais. Mas, o certo é que, na hora do desespero e do aperto todos nós, dos agnósticos aos mais crédulos, nos apegamos a uma força maior e estranha que solucione os nossos problemas. Se não houver algo que os justifiquem ou expliquem, podemos seguir adiante. Conformamos-nos apenas com a solução, ou seja, com o começo e o fim. Dentro de um problema também voltamos para nossa essência natural, ao âmago, ao útero. E ficamos frágeis. Então, tem algum colo que nos abrigue?

Certa vez, uma amiga se referindo a uma determinada escola particular da minha cidade disse: “- Fico tranquila em deixar meus filhos aqui. Porque esta escola é um grande útero”. Ou seja, a escola abrigava as crianças, com tanto zelo que demonstrava ter o mesmo cuidado dos pais. No útero a criança está “protegida” e a proteção é o que desejamos no momento em que a vida, quando dá as suas curvas, parece girar em torno de nós e nos coloca na berlinda. E assim acontece com todos...

Então, se neste momento você está sentindo a necessidade de abrigo, considere: 








Desejo-lhe uma semana de paz e compreensão. E lembre-se que Deus nos trata como filhos amados.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.