Cada um compõe a sua história










A morte do ex-governador de Pernambuco e candidato (PSB) à Presidência da República, Eduardo Campos, que comoveu os pernambucanos e todo o país, descortinou, sem pedir licença e mais uma vez, o véu que disfarça a fragilidade e a brevidade da vida. E o fato também sussurrou nos nossos ouvidos que nem sempre os nossos planos estão de acordo com os de Deus.

Todos nós sempre soubemos que a morte é o destino certo, mas vivemos como se não fossemos passageiros de um trem e obrigados a descer, um dia.

Se por um lado é bom que tenhamos a ideia de sermos eternos aqui na terra, porque isso nos motiva a projetarmos sonhos e desejos para daqui a pouco, por outro lado a morte e a dor nos leva a refletir sobre a importância das pessoas e coisas que estão ao nosso redor. E ponderar sobre a importância do valor que atribuímos ao pequeno, aos melindres, as vaidades, as ganâncias e toda sorte de comportamento que nos desviam do real valor da vida. São as tantas coisinhas miúdas que tomam dimensões maiores do que desejamos e depois nos levam ao arrependimento...

Diante da perda e da dor, muitas de nossas atitudes se tornam mesquinhas. Não é verdade? Então, que tal responder para nós mesmos:

- Como estamos nos sentindo diante da vida?
- Estamos trabalhando para realizar nossos objetivos?
- Estamos satisfeitos com o nosso comportamento ou há um abismo entre o que desejamos ser e o que realmente somos?
- Temos cultivado e valorizado os relacionamentos que protagonizamos ou desprezamos os afetos?

Se depois de responder a essas perguntas sentirmos um bem-estar invadir a nossa alma, estamos de parabéns. Caso contrário, nunca é tarde para recomeçarmos e escrevermos uma nova história.

“Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz”

(Tocando em frente, de Almir Sater)



Um início de semana de paz.







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.