X versus Y






“Nunca houve tanta oportunidade de estabelecermos novas relações e de aprofundarmos as que já temos. Multiplicaram-se os canais de comunicação, com celulares, aplicativos de troca de mensagens em tempo real, redes sociais, Skype, Face Time.

Nunca tivemos tanto acesso à informação – muito mais do que necessitamos ou conseguimos administrar, por sinal. Nunca viajamos tanto. Era de esperar que já estivéssemos mais sábios, mais receptivos, mais tolerantes, mais respeitosos com a diversidade do mundo e com as particularidades de cada pessoa com quem nos relacionamos. Era de esperar que pudéssemos, mais do que respeitar as diferenças, conviver com elas, incorporá-las, enxergar nelas uma fonte de riqueza social, cultural, intelectual.





No entanto, nunca foi tão difícil se relacionar. A falta de tempo que assola a todos contribui em grande parte, mas escolho chamar a atenção para a escalada da intolerância, e de um certo autoritarismo, que tem transformado o velho e bom ato de discordar em suicídio social. As conversas ficaram mais hostis quando não há convergência de opiniões. (grifo nosso)

Em consequência, ficamos mais resguardados, menos espontâneos. Perdemos a oportunidade de um bom embate de ideias. Mas, sobretudo, as relações definham com a superficialidade, a falta de acolhimento e de respeito. Estamos mais sozinhos.





[...]. A responsabilidade pelas relações é de todos, mas acredito que nós, mulheres, temos um talento especial para mudar o tom das conversas, em casa e em todos os ambientes que frequentamos. Acho que esse é um passo essencial para que tenhamos mais encontros do que desencontros e relações mais significativas com nossos amigos, colegas de trabalho, nossos filhos e nossos amores. Vamos?”


Texto de Paula Mageste
 Diretora de redação da revista Cláudia.
Publicado na edição de jun.2014



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