Vamos a Morretes














Feche os olhos e imagine um cenário da mata atlântica, com várias montanhas, rios, cachoeiras e melodia natural de pássaros e outros animais. Tudo isso envolvido num clima friozinho e com um pouco de nevoeiro. Imaginou? Pois bem, ele existe e faz parte do entorno da ferrovia que leva o turista de Curitiba às cidades de Morretes e Antonina, no litoral do Paraná. Pense num passeio arretado de bom! Segundo minha filha, é um passeio zen. Portanto, esqueça mesmo o tempo porque, além do cenário paradisíaco, o trem não vai ultrapassar seus 40 quilômetros, quando não para (literalmente).




Uma das dicas deste passeio é comprar a passagem ainda na sua cidade. Inclua também o translado rodoviário para não ter que se preocupar com a volta, porque é feita pela Estrada da Graciosa que, realmente, é graciosa. Nela o viajante se depara com mais de 300 (trezentas) curvas estreitas e bem próximas umas das outras. Por isso, outra dica é se concentrar em alguma atividade dentro do ônibus para evitar tontura.







De posse da passagem, embarque na Estação Ferroviária de Curitiba, no bairro de Rebouças. A estação é a única no Brasil que possui três modalidades para se chegar: ônibus, trem e helicóptero. Se você não se incluir na última opção, aproveite para conhecer a Estação, a maquete da ferrovia e as lojinhas de artesanato.





O passeio dura, em média 3 (três) horas. Os guias são alegres e espirituosos. O trem oferece duas classes: turística (valor menor) e executiva. Na classe executiva o guia é bilíngue, as poltronas são acolchoadas e mais espaçosas do que nos aviões, além das janelas serem maiores do que outros vagões. Todos eles têm serviço de bordo com água, refrigerante e café. Mas, na classe executiva tem cerveja, para quem não dispensa um gole (não é nosso caso). O lanchinho distribuído vem com torradas, queijo polenguinho, cookies, barrinha de cereal light e bolachinhas. Todos os vagões dispõem de banheiro e há um bom cuidado com a higienização durante todo o percurso.


Fotos, fotos, fotos...




E se chega a Morretes, cuja palavra é derivada de morros. Em Morretes, o turista pode degustar do barreado, comida típica local. O barreado consiste no cozimento, numa panela de barro, de carne desfiada e bem temperada. Delícia! O segredo da comida está na hora de se servir. Mas, o garçom faz antes a demonstração. Primeiro, coloca-se no prato 3 (três) colheres (sopa) de farinha de mandioca bem fininha e depois a carne barreada. Mexe-se até formar uma papa bem consistente, daquelas que se virar o prato, ela não cai. Arrisque-se! A carne barreada fica bem gostosa com bananas cortadas em rodelas ou até amassadas. Um bom restaurante para se comer o barreado é o Olimpo, maior da cidade, e bom de serviço.









Passear por Morretes é ver casarões antigos que contam a história da cidade. As lojas de souvenirs são muitas, mas o artesanato local, praticamente, não existe. Lá se encontram redes, artigos em palhas, couro e cerâmica, bem típicos do Nordeste (bom!). De origem local são os doces, super variados, como de leite, goiaba, banana, gengibre e outros sabores. Os chips fazem a festa, com seus sabores exóticos como macaxeira (aipim) e banana. Delícia!



  


Depois, acompanhado de um guia de turismo, visite Antonina, cidade irmã e distante apenas 14 (quatorze) quilômetros de Morretes. O nome da cidade é uma homenagem ao Antônio, filho de D. Pedro com a Princesa Carlota Joaquina, e que morreu aos seis anos. A cidade é portuária, mas bem pacata. A baía é um espetáculo da natureza, cercada por bares, restaurantes, lojas e um minúsculo mercado público.






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