Reconheci e fui tocado pela gratidão




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Recentemente, li na revista Filosofia, julho 2012, uma crônica do Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), onde ele citou a experiência de um amigo seu que estava em Zurique:

“Hoje aconteceu algo interessante comigo: vinha arrastando a mala, indo pegar o trem. Não vi a latinha em que uma mendiga recolhia moedas, e minha mala passou sobre a sua fonte de grana. Quando vi, fiquei horrorizado com meu involuntário gesto.

Voltei e pedi desculpas olhando no olho dela. Rapaz, você precisava ver a gratidão estampada nos dela, ao me ver pedindo desculpas – em vez de xingá-la, por atrapalhar a circulação do passeio... Foi tanta gratidão nos olhos dela que me senti ainda mais tocado, enfiei a mão no bolso e dei para ela todas as moedas que eu tinha. Seus olhos marejaram de lágrimas e eu saí feliz como uma criança comigo mesmo.”

O filósofo contemporâneo, então, conclui: Na verdade, o que o ser humano deseja é ser reconhecido pelo outro, ser considerado como pessoa, ser percebido e olhado nos olhos e ser tratado com igualdade. 

Há pessoas que sentem certa dificuldade em reconhecer isso e apenas prejudicam ainda mais as relações humanas. Mas, os pais querem que seu esforço em educar seja reconhecido pelos filhos; os filhos reclamam reconhecimento dos seus gestos que podem nem sempre condizer com o pensamento dos pais; os amigos exigem o reconhecimento com forma de gratidão; o funcionário espera o reconhecimento do seu trabalho e dedicação; e os líderes aguardam o reconhecimento de suas diretrizes. No final, a cada de um de nós compete reconhecer o outro, sendo-lhe grato. E a gratidão é uma das virtudes que pode e deve ser cultivada em todos os estágios da vida. 


Uma ótima semana para você.





Um comentário:

  1. Boa dica. Vou treinar para fazer isso. Agradecido pela lembrança.
    Joaquim S.

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Obrigada pela visita.