Resolvendo o calor




Este leque foi presente de uma amiga.



Ano passado. 

Final de mês. Calor insuportável.

Estávamos na fila enorme do supermercado, que todos nós sabemos não ser um programão. O ar condicionado não dava conta da demanda de clientes. Tirei meu leque da bolsa e comecei a me abanar. Que alívio! Pensei na estranheza para algumas pessoas que ficaram olhando.

Qual o problema de usar leque em pleno século 21? Nenhum. E há muitos anos carrego um deles dentro da bolsa. Recife é uma cidade em que a média anual de temperatura gira em torno de 25ºC, quase não tem inverno, é um verão eterno, com muito sol para realçar as belíssimas praias de mar azul. E haja protetor solar!

Inventado, provavelmente, pelos chineses (o que não causa estranheza), o leque surgiu a partir da ventarola, que todos nós conhecemos como um abano onde o papel é preso por uma haste que serve para segurá-lo. Daí, fico imaginando se não foi uma chinesa que, com a bolsa cheia de bugigangas como todas as mulheres, pensou na forma mais prática de carregar a ventarola e criou o leque. Porque ele surgiu da necessidade de fechar a ventarola e, por isso, é formado por várias varetas cobertas de papel ou tecido, unidas nas pontas de tal forma que pode ser aberto ou fechado a qualquer momento.



Leque comprado em Bruges, na Bélgica.
A renda é uma das característica do artesanato local.



O leque chegou ao mundo ocidental no período das Descobertas e sua propagação na Europa, diverge entre os séculos 8 ao 16.  Mas, o que os historiadores afirmam é ter sido o leque verdadeiros objetos de arte, porque muitas vezes foram trabalhados em pergaminho, ouro, prata, marfim, tartaruga e madeira.

Hoje, encontramos leques como souvenirs em vários lugares. E se na bolsa de uma mulher tem de tudo, como acreditam muitos homens, o leque é um dos acessórios imprescindíveis e pode lhe tirar de um sufoco. Fica a dica.







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