Qual a distância entre o sonho e a realidade?




Imagem: http://noticias.r7.com/verao2011/noticias/corredores-devem-se-prevenir-do-calor-no-verao-20110103.html




Qual a distância entre o sonho e a realidade? Às vezes bem pequena, mas outras são tão grandes que se torna quase impossível de realizá-lo. E neste último caso, há pessoas que passam a vida toda remando contra a maré e se recusando em aceitar não só um, mas diversos caminhos alternativos que a vida lhe proporciona. Elas, sequer olham para o lado...

Um exemplo disso está na falta de habilidade ou até mesmo de talento para um indivíduo se desenvolver em determinada profissão que, diga-se de passagem, é boa para parentes e amigos, mas jamais para a pessoa ou, quem sabe, para um filho. Pais médicos exigem que o filho tenha a mesma profissão que perpetue seu status e círculo social, mas o filho quer fazer educação física, por exemplo, música ou se dedicar a qualquer outra área. Qual o problema? O problema está, na verdade, na aceitação que cada um deve escolher o seu caminho. E a partir da aceitação, ganham todos: o profissional e seus futuros clientes que não vão se deparar com a falta de competência e, até certo ponto, com a mediocridade.  Ainda mais, quem passa a vida tentando ser o que não é, ou  não quer, e vivendo a vida alheia está caminhando a passos firmes para a frustração e o fracasso.

O melhor mesmo é cada pessoa escolhesse e procurasse seu caminho, seu destino. Um caminho que lhe proporcione satisfação, completude e felicidade. Livrar-se de qualquer situação que é possível para o outro, e não para si próprio, é uma atitude libertadora, sensata e a chave para descobrir todas as suas potencialidades. Esse é um dos conselhos de Jeanne Safer, psicanalista e escritora americana. Segundo ela, é preciso que todas as pessoas encarem a realidade, deixem as utopias e busquem a realização de sonhos exequíveis.

E um dos requisitos para iniciar essa mudança chama-se coragem, tanto para enfrentar novos desafios quanto para ouvir as críticas das outras pessoas que podem não aprovar a sua escolha, como por exemplo, o pai que exigiu do filho seguir determinada carreira. Como cada um tem seu talento e limitações, Safer afirma que uma regra de ouro é evitar comparações e fugir dos padrões de comportamento ditados pelos outros e que não atendem aos anseios pessoais.

A psicanalista ainda afirma: Aceitar os próprios desejos leva a satisfação pessoal, recupera a autoestima e inspira confiança nas outras pessoas. Mas, antes de dar o primeiro passo para autotransformação é preciso ter a certeza do que se quer, e como quer o futuro.

"Os dias talvez sejam iguais para um relógio, 
mas não para um homem."
Marcel Proust


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