Nós temos a força



Mulher elástico, personagem de Os Incríveis, desenho animado



Meninas Superpoderosas

Já há algum tempo tenho percebido uma mudança no jeito de ser e de se estar das mulheres. Mais soltas, mais focadas, elas buscam (algumas, talvez sem perceber, muito naturalmente) um novo equilíbrio em suas vidas.

Nos anos 50 e 60 elas eram superdonas de casa. O exemplo de mulher ideal e de sucesso estava diretamente relacionado a essas conquistas. Servir ao marido, estar 100% presente na impecável socialmente, dentro de todas as regras vigentes, que não eram poucas. Muitas vezes abrindo mão de seus sonhos profissionais e pessoais. Logo em seguida, nos anos 70, queimaram o sutiã, tomaram pílula, saíram de casa, abriram mão do casamento, se divorciaram, se informaram, se prepararam para ser iguais aos homens, em todos os sentidos. No trabalho, na carreira, no sexo, nas escolhas. Pouco à pouco foram chegando, de mansinho e sem fazer muito barulho. Às vezes, quando necessário, gritando e mostrando os dentes, o que fizeram muito bem.

Chegaram a posto de comando que jamais se esperavam por elas, deram um susto nos homens mais reativos. Tornaram-se presidentes de empresas, de grandes companhias, líderes em cargos estratégicos e até mesmo como chefes de governo, a exemplo de Margaret Tatcher. Angela Merkel e a nossa presidenta Dilma.

E verdade é que exemplos não faltam para elucidar o papel da mulher na sociedade. Temos uma nova mulher no pedaço, na área, como se diz no vocabulário masculino. Um novo feminismo. Um neofeminismo, poder-se-ia dizer. Sinto e me vejo relacionando com tantas mulheres no meu dia a dia que elas mudaram de novo. E para melhor ainda. Querem um novo papel na sociedade, sem, é claro, abrir mão de todas as conquistas desses últimos 60 anos.

Querem ser mães, donas de casa, casar, cozinhar, cuidar dos filhos, muitas vezes sem ajuda de uma babá, namorar, ser amantes, e ainda exercer com plenitude suas carreiras e alcançar o tão desejado sucesso profissional. Pois é, pode parecer impossível, mas elas estão conseguindo. [...] Nasce uma mulher que reinventa mais uma vez, agora aparentemente a um equilíbrio de todas essas conquistas. Sem dúvida, o mundo está ficando melhor com esses movimentos e essas novas mulheres, meninas superpoderosas.

Texto de Paulo Borges, publicitário.

Invejem-nos.




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