Negócio fechado.







Ensinei aos meus filhos que qualquer acordo deveria ser selado, no final, com um aperto de mãos, tipo assim: negócio fechado e não podemos desfazer. E cumprir o acordado sempre garantiria, como garantiu, os próximos "negócios". Dentre eles estavam apenas ir ao cinema e comer Mc Lanche Feliz, no final de semana, se não resistissem aos pedidos de Maria (nossa secretaria) para tomarem banho quando eu estivesse trabalhando.  Outros acordos foram fechados, alguns nem sempre vantajosos pra mim, como o aumento de mesadas, compra de brinquedos, celulares e notebooks... Mas, ainda hoje mantemos esse hábito. Se alguma das partes não concordar, mesmo com a insistência da outra, as mãos são fechadas e não tem aperto.

Aprendi esse gesto de apertar as mãos com meu pai. Atitude também cultivada por meu marido que, até quando vai comprar um eletrodoméstico, no final aperta a mão do vendedor que, geralmente, fica surpreso com o gesto.

Na verdade, ao apertar a mão de outra pessoa estamos manifestando um ato de confiança que remonta à época das cavernas, quando o homem carregava com ele um pedaço de madeira para se defender do ataque dos animais. Era o instinto selvagem assegurando sua sobrevivência. Quando o homem não estava armado demonstrava que existia confiança no ambiente. De várias histórias já contadas, o certo é que o aperto de mão, surgiu para expressar confiança na outra parte.  Ou seja, significava dizer na época "Estou desarmado" e o outro corresponder com "Eu também", ambos não carregavam nenhum pedaço de madeira.

É importante lembrar que, ao apertar a mão de outra pessoa, não precisamos "quebrar" os seus dedos, tampouco pegá-los como se estivéssemos com nojo, exceto se eles estiverem sujos, óbvio. Porque estabelecer reciprocidade é tão importante quanto ser educado nos gestos.








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