Sós e inseguros



"Cantando no banheiro
Berrando no chuveiro
Deixo logo o meu corpo
Inteirinho ensaboado
(Ensaboado)
Benzinho eu fico ensopado
(Eu ensopado)..."

(Cantando no banheiro, de Eduardo Dusek)



Domingo, junho de 1996.

Após o almoço e uma semana depois de ter comemorado o primeiro aniversário de Amanda Carolina, minha filha caçula, fui ao banheiro tomar banho para, em seguida, ir visitar meu pai que estava hospitalizado. Entre estar rememorando as filmagens do aniversário, que tínhamos acabado de assistir, e os pensamentos de preocupação com meu pai, foi o tempo suficiente para me distrair e, em frações de segundos, escorregar e cair. Fraturei o braço, precisamente, o úmero - um dos maiores ossos do corpo humano. O osso partiu e ficou um centímetro de distância de uma extremidade para outra. Entre o dia do acidente até a volta das minhas atividades profissionais, foram quatro longos e doloridos meses, dentre os quais, dois numa cama hospitalar que tivemos de alugar. Amarguei a dor, sem que tivesse um analgésico eficiente que amenizasse, já que optei por não fazer cirurgia, aconselhada por um médico, de minha confiança, que garantiu que o osso “colaria”. E colou, graças a Deus.

Até então, não tinha medo de banheiro, tampouco sabia do perigo que ele representa se não estiver bem equipado com itens de segurança. Alguns são bem simples, mais essenciais e entre eles está um tapete antiderrapante. Meu banheiro não tinha tapete, no box, e escorreguei dentro dele. Uma queda ou acidente dentro do banheiro não depende, necessariamente, da idade e das condições físicas de uma pessoa, mas, na maioria das vezes, de um conjunto de detalhes que sabemos serem imprescindíveis, contudo, não providenciamos. Depois do longínquo dia de junho de 1996, equipei os banheiros, optando pela segurança.

O que deve ser feito:




1 Usar um tapete antiderrapante, de borracha, no box e/ou banheira. Outro, na sua saída.

2 Se houver idosos em casa, instalar barras de segurança nas laterais do box e perto da bacia sanitária.

3 Banheiro molhado, além de não ser higiênico coopera para que alguém escorregue. Evitar passar produtos de limpeza que deixam o piso escorregadio.

4 Preferir tomar banho com sandália de borracha, tipo havaiana.

5 Certificar, regularmente, se as tomadas não estão vazando corrente.

6 Não usar secador ou chapinha com o corpo molhado e descalça. É melhor usá-los fora do banheiro, num local que não seja considerado de alto risco para eletrocução.




7 Tem crianças em casa? Não deixá-las sozinhas, por muito tempo dentro do banheiro. Principalmente, houver medicamentos guardados no armário. O ideal é que tanto os produtos de higiene quanto os medicamentos estejam, verdadeiramente, fora do alcance das crianças.

8 Chuveiro elétrico deve ter aterramento de fio. Mas, regularmente, fazer uma revisão em suas instalações. Na minha opinião, o chuveiro elétrico é um mal necessário.

9 Importantíssimo: Não colocar fechaduras e trincos que são difíceis de abrir. O ideal é não trancar mesmo o banheiro e, sim, avisar que irá usá-lo. Quando eu levei a queda no banheiro, foi uma dificuldade enorme para que eu fosse socorrida. Inesquecível: Caída no chão e gritando, com a fratura quase exposta, e meu marido tentando arrombar a porta.

10 Não deixar que as crianças fiquem pulando no banheiro quando estão tomando banho. Ensinar, desde cedo, que elas podem escorregar. Pular, só no colchão dos pais.





































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