Garimpando o tempo que passou




Telefone retrô, década 70, de braquelite.


Unir o moderno ao antigo é uma tendência que a maioria das pessoas segue na decoração. Às vezes essas antiguidades se resumem a uma peça. Noutras começamos a garimpar objetos e móveis que nos levem de volta a um tempo de infância, à casa de nossos avós, à memória de nossos antepassados. É um telefone, uma moldura, um utensílio de cozinha e até mesmo peças grandes como aparadores, mesas e cadeiras antigas que podem deixar o ambiente mais aconchegante. Depois que você começa a garimpar esses tesouros em antiquários fica difícil parar. Estou me referindo às feiras de antiguidades que, geralmente, tem em várias cidades e a cada nova edição expõe objetos irresistíveis e suas curiosidades. Se você admira algumas peças e compra, não se tornando, necessariamente, colecionadora, compartilho algumas dicas que li dos antiquários para não comprarmos gato por lebre.

Prato decorativo, da Faiança inglesa Wood & Sons.


Uma delas é andar pelas feiras logo cedo e ver os objetos com calma. É preciso tempo livre para pechinchar, porque alguns comerciantes tentam majorar os preços, e outros tentarão lhe enganar, infelizmente, com falsas informações sobre a peça. Quanto mais antigo o objeto, mais caro fica, obviamente. E aquele muito barato pode ser falsificação. Portanto, fique de olho e desconfie. Mesmo assim, segundo os especialistas, como as réplicas são muito parecidas com o original, o que vai conferir crédito é a índole do comerciante, se ele já está no ramo há bastante tempo e é respeitado no mercado.



Garimpando o tempo que passou na Feira de San Telmo. A feira acontece todos os domingos, das 10 às 17h. Para quem gosta de antiguidades e de mergulhar na história, é um programa imperdível em Buenos Aires. Reserve um tempinho só para este passeio.




Desconfie também de peças muito perfeitas. Devido ao uso elas, certamente, terão as marcas do tempo. Algumas ainda têm o selo original, veja se encontra. No caso de móveis, a maioria passa por uma reforma como, por exemplo, as cadeiras. Lembre-se que a descaracterização de uma peça leva seu preço cair.  É bom pesquisar antes de comprar.

Se você gostou demais de um móvel, outro exemplo, a dica é barganhar o preço para poder restaurá-lo depois. A recomendação é, se o foco for apenas decorar e não colecionar, o melhor é comprar uma réplica em bom estado de conservação do que investir alto num objeto que não permitirá o seu uso adequado.


Uma máquina registradora antiga para contabilizar os bons momentos, porque os ruins a gente deve esquecer.
Comprei esse objeto retrô, lixei e passei uma tarde pintando o 7, usando a técnica de découpage.

Pratos, xícaras, bibelôs (adoro!) devem ter o nome ou marca do fabricante registrado nas costas ou no fundo da peça. Se tiverem bordas em ouro e já gastas, sem dúvida, são antigos mesmo. No entanto, os antiquários afirmam que a marca pode ser uma falsificação e só os especialistas/colecionadores conseguem distinguir.

São tantos os cuidados que devemos ter ao adquirir uma peça antiga que, se não somos colecionadores, a possibilidade de sermos enganados é bem grande, sobretudo, se estivermos como turistas. Contudo, o bom é não adquirir peças rachadas ou trincadas porque não valem à pena. E se você estiver à procura de algum objeto para recordar um tempo bom, pesquise o estilo dessa época, antes de sair de casa. Boa sorte!






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.