As fases do amor



Qual a fase do amor em que você está?

Não fique surpreso com a pergunta, porque segundo o livro “Os seis arquétipos do amor, usando os símbolos do tarô e dos contos de fada nos relacionamentos amorosos”, escrito pelo terapeuta americano Allan G.Hunter, todos nós costumamos seguir modelos de comportamento determinados pelas transformações que passamos ao longo da vida. Assim como uma criança, o amor pode passar por várias fases de desenvolvimento emocional ou não, mas cada um delas se somará ao nosso crescimento individual.

Allan Hunter indica seis estágios ou arquétipos para este sentimento que invade a alma e contraria à razão:

Estágio inocente. É o estágio da total confiança, do acreditar no outro e na solidez do relacionamento. Não há espaço para dúvidas e incertezas. Esse momento pode ser considerado um paraíso entre os casais e se assemelha ao nascimento de uma criança, quando ela ainda está mamando, sentindo-se protegida e segura. Este pode ser o comportamento apenas de um(a) parceiro(a), nem sempre dos dois. Isso o levará mais facilmente ao perdão, a compreensão e a renúncia daquele que está nesta fase inocente. No entanto, como o mundo não oferece à criança proteção absoluta, a maioria das pessoas passa pouco tempo nesta fase e começa a enfrentar os desafios.




Estágio órfão. Representa a fase da descoberta. Neste patamar se descobre que as pessoas não podem corresponder, totalmente, aos nossos desejos e anseios. Começa-se a sensação de incompreensão, irritação e divergências. Surgem os desapontamentos. Assim como uma criança que procura proteção e segurança, o amor mesmo sabendo-se imperfeito, busca à segurança. Mas, a partir daí passa à procura das compensações externas ou de alguém que possa ser o parceiro ideal, sem saber que o ideal não existe. Mas, se a pessoa for equilibrada emocionalmente, poderá preencher-se com ações altruístas, amizades e atividades que lhe completem. Este comportamento será característico do amadurecimento, onde as cobranças darão espaço ao outro de ser.




Estágio peregrino. Identifica as pessoas que prefere sair da zona de conforto e irem em busca de responder aos seus anseios, segundo Hunter. Como uma criança que cresceu e quer responder aos seus questionamentos, este momento pode acontecer não apenas com um(a) parceiro(a), mas com o casal. É o período de turbulências, onde um(a) parceiro(a) poderá deixar o relacionamento e ir à procura daquele(a) que lhe remeta à fase do órfão, do ninho acolhedor, mas não ideal. Neste estágio, um(a) parceiro(a) pode acreditar que não foi feito um para o outro. Contudo, há casais que mesmo passando por este ciclo, resolvem ficar juntos porque peregrinar também leva à incerteza. Então, juntos eles buscam uma motivação intrínseca e trabalham para que o amor cresça, ultrapassando as barreiras.

Estágio guerreiro-amante. De acordo com Hunter, é uma fase onde não há espaço para concessões do externo, comparando-se ao adulto que luta por seus objetivos. Casais que passaram pelas fases anteriores e continuam juntos, ficam imbuídos de coragem e resolução para lutarem pelo relacionamento que lhe serve de esteio. Mas, é necessário que haja equilíbrio e os parceiros estejam envolvidos no mesmo propósito. Esses casais que estão dentro deste arquétipo tendem a ter relações duradouras porque se comprometem com o parceiro(a), mas antes fazem os ajustes, resolvem os mal-entendidos, mas ficam dependentes um do outro, fechando seu mundo conjugal.




Estágio monarca. É a extensão da fase do guerreiro-amante. Pode-se considerar como o adulto amadurecido. Em relação ao casal, haverá o equilíbrio entre o rei e rainha e eles se voltarão ao coletivo, à sociedade, ao bem-comum. O amor ultrapassa os limites do casal, da família e dos filhos. Haverá a compreensão que sempre existirão as diferenças e conflitos que devem ser resolvidos. Conclui Hunter, que o amor fica em harmonia com interna com o indivíduo e ele com o mundo. Esse sentimento leva o casal a mostrar o que tem de melhor como indivíduos e cidadãos, estabelecendo uma relação íntima e respeitosa entre si.

Estágio mago. Um estágio de reconhecimento da pessoa como um ser universal e quase todos os seus atos viram amor, sem esperar gratidão ou recompensa. A pessoa se volta à primeira fase do ciclo do amor, ao arquétipo do “inocente”, onde há confiança em Deus e, portanto a sensação de proteção. Os casais que passaram pelas fases anteriores e permanecem juntos, conquistaram a sabedoria, estão equilibrados porque entenderam que é preciso amar uma pessoa em sua essência. É uma fase libertadora. Há, portanto, harmonia no relacionamento e os parceiros estarão interessados no bem comum. 

Então, pensou em sua fase? É bom ler o livro. 
Um início de semana de paz.









2 comentários:

Obrigada pela visita.