Paraty



Hoje, sexta-feira, não vou postar uma receitinha, como geralmente faço. Vou falar de uma cidade deliciosa, tão deliciosa quanto às guloseimas que seus habitantes expõem em quase toda esquina. Estou falando de Paraty, uma cidade no Estado do Rio de Janeiro, distante apenas 250 km da capital, e tão encantadora que, não foi à toa que o navegador brasileiro e solitário Amyr Klink não só escolheu para morar, como também transformou em seu porto seguro. É dela que saiu uma de suas expedições mais famosas - a da Antártida, a bordo do veleiro com nome homônimo ao da cidade e que deu também título ao seu livro – Paratii entre dois pólos (escrito com dois ii mesmo), lido e relido por meu marido.




Paraty encanta os turistas logo na entrada. E como as demais cidades litorâneas famosas como Porto de Galinhas, em Pernambuco, e a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, ela tem turistas indo e vindo todo o tempo, pelas suas ruas, com trajes de banho e roupas bem leves típicas de um eterno verão, ao mesmo tempo bem contrária à cidade de onde tinhamos saído – Belo Horizonte. Mas, Paraty com seus casarios que marcam uma época do Brasil colonial e o calçamento lembrando às cidades mineiras como Ouro Preto, São João Del Rei e Tiradentes, tornam as cidades quase irmãs.




Raphael Felipe e Amanda Carolina

Chegamos a Paraty em janeiro de 2004, final de tarde e de carro. Imediatamente encontramos um excelente hotel - aliás, é o que não falta na cidade para poder abrigar tantos visitantes. Estávamos com os nossos filhos, na época ainda crianças e numa grande alegria de fim de férias, mas nada cansados - fato que nos fez sair, logo após o jantar, para passear pelas ruas da cidade. Gente, Paraty não dorme. A cidade ferve e vibra em cada esquina. 




É também em cada esquina que você encontra os vendedores de doces, bolos, tortas e pudins. Uma perdição kkk, impossível de resistir! Provar essas delícias é uma opção, mas conseguir sair da frente de uma mesa onde elas são expostas torna-se, para nós mulheres, uma obrigação. E acho que por ser hoje sexta-feira,  prenúncio do fim de semana, que tive tanta saudade dessas comidinhas e de respirar um pouco de nossa história.





Mas, Paraty também é uma cidade de aventuras. E no dia seguinte, fizemos um passeio de escuna, atracando nas praias desertas. Nossos filhos amaram, principalmente, porque a certa altura da viagem, a escuna parou e eles puderam mergulhar, como golfinhos, nas águas límpidas do mar sendo monitorado, obviamente, por mergulhadores e pescadores nativos.  Se você soubesse a profundidade, talvez pensasse em ser loucura deixá-los mergulhar. Mas, na época, eles também já nadavam bem. 

Encontrei lá, numa sorveteria, Reynaldo Gianecchini. Aproveitei, lógico e tietei também.

Lembrar de Paraty é reviver bons momentos que desejo compartilhar com você, leitor. Bom final de semana. Beijos no coração.


Um comentário:

  1. Fiquei com vontade de viajar pra lá. É a terra de Nanda Costa.
    Bom fim de semana!

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Obrigada pela visita.