A necessidade do autoperdão






Em relação ao passado nada podemos mudar, a não ser a forma de nos relacionarmos com o que passou.

Se quisermos, podemos organizar a nossa vida mental para nos desligar das más recordações que nos aprisionam em culpas e remorsos.

Perdão é a atitude libertadora que nos trará de volta ao presente, rompendo como todas as amarras relativas ao que aconteceu em nossas vidas.

Perdoar significa realizar um trabalho de consciência acerca das más escolhas, das atitudes impensadas e dos descuidos que nos levaram a comportamentos lesivos.

Sem aceitar refletir com coragem sobre o que aconteceu, admitindo nossa parcela de invigilância, ilusão e interesse nas ocorrências desagradáveis que se foram, torna-se mais oneroso avançar e desligar-se dos cadeados das lembranças perturbadoras e aflitivas.

E, para aceitar essa reflexão, o primeiro passo será parar de responsabilizar nossos ofensores pelo que nos fizeram, incluindo entre os ofensores, também, a nós mesmos.

O segundo passo será iniciar um autoexame sincero por meio da seguinte indagação: o que a minha mágoa quer me ensinar sobre mim?

O terceiro passo será observar que, com o tempo, a dor da mágoa vai desaparecendo, todavia, as imagens mentais do passado subsistirão como avisos ainda necessários dos cuidados que devemos ter para com as lições aprendidas por meio do autoperdão.

Perdoando-nos sentiremos a luz de Deus em nosso interior, aliviando nossas dores e convidando-nos a recomeçar com alegria e coragem uma nova vida.
Ermance Dufaux

Bom início de semana para você. Paz no coração.

 


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