Perdão!


Qual o caminho do perdão? 

Penso que ainda não sabemos. Uns dizem que perdoar é dar ao outro a chance de ser feliz novamente, ou si dar essa chance. Outros dizem que perdoar é esquecer. Mas, não sei se você concorda comigo, é muito difícil esquecermos as mágoas e ressentimentos. Com o tempo, a dor pode até diminuir, mas as lembranças ficarão marcadas na memória. Por isso, talvez, o caminho para o perdão seja a compreensão. Compreender que todos erram e que nós  erramos, que o erro faz parte da vida e, às vezes, acontece por desconhecimento, ignorância, falta de oportunidades, sendo ocasional e não intencional. Como ainda não encontramos o caminho para esse sentimento tão difícil, ler e reler textos, certamente, nos ajudará bastante nesse processo..

Recebi a mensagem abaixo da amiga Euliene e com ela abrimos a semana do Tudo na nécessaire. Boa leitura.




"Precisamos parecer um pouco com os outros para compreendê-los, mas precisamos ser um pouco diferentes para amá-los.
O perdão é uma ferramenta indispensável para nossa libertação.
Se me perguntarem qual o sentimento mais libertador, eu direi, sem pensar muito, que é o ato de perdoar. 
O perdão, através do verdadeiro acolhimento e da real compreensão da situação que nos magoou, consegue nos encaminhar para a alforria de qualquer dor, cisão, e nos abre o caminho para a verdadeira inteireza.
Quando me refiro ao ato de perdoar, não é sobre o perdão eclesiástico, por medo de arder no fogo do inferno. Muito menos referente à submissão de outrem à nossa própria altivez, nos delegando algum poder ou superioridade, como se tivéssemos o poder divino de decisão. Não estou falando também de empurrar emoções para debaixo do tapete,  motivado(a) pela ilusão de que sentimentos reprimidos não representam ameaças.
Não.

Falo sobre a compreensão genuína das nossas mágoas, ressentimentos, medos e melindres, para que possamos acolhê-los, compreendê-los e perdoar a nós mesmos e aos outros.

Viver, conviver, compartilhar significa ganhos e perdas nas relações. 
As pessoas são diferentes, têm suas dificuldades, suas inseguranças, suas carências, e quando isso é colocado em xeque ou em confronto com o outro, o cálice transborda. Na maioria das vezes sobram ressentimentos, amarguras e uma terrível sensação de decepção e desamparo. 
Quem nunca se sentiu assim? 
Pois é, mas a vida continua e precisamos estar inteiros e disponíveis para sermos quem em verdade somos. Não podemos carregar uma bagagem pesada  e estarmos, ao mesmo tempo, livres e íntegros.

Quando um copo está cheio, uma gota o faz transbordar. As pessoas são humanas, como nós; erram, acertam; não se pode esquecer que ninguém é igual sempre. O que eu fui ontem, certamente não é mais o que sou hoje. 




Os sentimentos mudam, os valores também. Ficarmos atrelados ao passado, seja nosso ou do outro, é estúpido, improdutivo e, o pior, involutivo.
Ser tomado pela fúria e por mágoas demanda muita adrenalina, desgaste físico, emocional, mental e energético. Perdemos muito, em todos os sentidos, com essas  emoções. Precisamos exonerar pensamentos obsessivos que insistem em nos perseguir  e se instalar em nosso emocional.
Se estivermos lotados de raiva, rancor e anseios de retaliação, contaminamos nosso ambiente, as pessoas, nossos projetos, nossos desejos, e perdemos essa energia fecunda que nos faz prósperos, bem-sucedidos, amados, criativos, generosos e consequentemente inteiros e mais felizes.
Uma certa vez um velho índio disse: dentro de mim, existem dois cachorros: um deles é cruel e perverso, o outro, generoso e magnânimo.   Os dois estão sempre brigando!  Quando perguntaram qual dos dois cães ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: Aquele que eu alimento!”

 





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