Para que mesmo?






 
Ontem, no Dia do Professor, lembrei de um dos professores mais temido e, portanto, inesquecível, o de Matemática. Vi cada um deles desfilando na minha tela mental e dizendo, em tom ameaçador, que a medida do quadrado da hipotenusa é igual a soma das medidas dos quadrados dos catetos; que a reta perpendicular a um lado do triângulo, traçada pelo seu ponto médio, é chamada de mediatriz; mas se uma reta dividir o ângulo em duas partes congluentes é uma bissetriz. Alguém se lembra? Euclides, Pitágoras, Tales. Você já ouviu falar nesses caras?

Ham! O que? Quando? Onde? Como?

Fala sério! Certamente você lembra sim, desses matemáticos que viveram antes de Cristo, mas que deixaram teoremas para fazerem de nós, pobres mortais, passar dias, noites e horas debruçados sobre livros e cadernos tentando resolver dez, vinte, trinta, cem questões, sem deixar escapar alguma, para que aquele professor chato e autoritário não nos pegasse numas dessas curvas planas ou espaciais.

Se você não é da área de Exatas, deve está pensando que saber a raiz quadrada de um número inteiro teve tanta importância quanto saber a árvore genealógica da Rainha Elizabeth II.

- Prova de matemática na próxima semana, diz o professor que mais parece um ditador, e  você começa a suar. Pânico! Pavor! O que você sentia ou ainda sente?




Na verdade, todo o receio dessa disciplina, faz parte de uma lacuna no processo de ensino-aprendizagem, acredita-se que anteriormente, onde os professores repetiam fórmulas e os alunos eram obrigados a decorá-las, segundo o professor Everaldo Soares, especialista na disciplina e em Docência do Ensino Superior. Como decorar é bem diferente de aprender, com o tempo as fórmulas e teoremas foram ficando esquecidos  por aqueles que os tinham na ponta da língua. Contextualizar o conhecimento e associá-lo à experiência do aluno fora da sala de aula é um dos desafios do professor, explica Soares. Mas, é necessário que esse processo comece desde a alfabetização e conte com a ajuda dos pais, destaca. Por exemplo, as primeiras noções de geometria começam numa partida de futebol, na hora do recreio, onde o campo tem o formato de figuras geométricas que podem ser exploradas pelo docente em sala de aula, na construção de significados.

O professor Everaldo Soares tambem enfatiza a interdependência das disciplinas de matemática e português.  “Se o aluno tem deficiência em ler e interpretar um texto, terá dificuldades na compreensão dos enunciados”, conclui. Na verdade, o ensino da matemática é um trabalho em conjunto e defendido pelos educadores contemporâneos que pretendem não ter que explicar novamente vários conceitos, mas avançar na reconstrução de novos conteúdos e desafios.

São esses desafios que têm promovido, anualmente, os campeonatos nacionais, internacionais e as olimpíadas de matemática. Nessas competições, são selecionados  os melhores alunos da disciplina, para incentivá-los a manter um raciocínio lógico e dedutivo, condição que os levarão ao mercado de trabalho para ocupar postos nas áreas de tecnologia, engenharia, astronomia, computação e pesquisas, hoje uma lacuna no país.




2 comentários:

  1. Conceitos muito bem colocados pelo Profº Everaldo. Parabéns Professor pelo seu dia.
    A propósito, quem assistiu o De frente com Gabi, domingo passado, no SBT, teve a oportunidade de vislumbrar um rapaz de 17 anos, o Ivan, um estudante secundarista que está se especilizando em Olimpíadas de Conhecimento (matemática, biologia, astronomia, linguística, etc). Foi lindo! Bjs, Sandra

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  2. Ainda tenho muitas fórmulas na ponta da língua, mas nunca soube pra que servia. kkkkkk

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