Ameaça imaginária






Na primavera do ano passado, a janela de um dos cômodos da nossa casa foi atacada diversas vezes por um cardeal. O pássaro empoleirava-se no peitoril da janela, sacudia suas penas, gorjeava alto e voava em direção ao vidro.

Fiz uma pesquisa e descobri que os cardeais são territorialistas. Enquanto constroem o ninho, expulsam outros cardeais que disputam o mesmo espaço. Este pássaro, aparentemente, viu o seu reflexo em nossa janela e achou que era outro cardeal. A ameaça não era real; era apenas uma ilusão.

No Antigo Testamento, vemos uma situação na qual Jacó imaginou uma ameaça que na verdade era imaginária. Anos antes, Jacó roubara a benção que seu pai daria ao seu irmão Esaú. Agora, após muitos anos de separação, os irmãos se encontravam novamente. Em seguida, quando Jacó viu Esaú se aproximando com 400 homens, ele entrou em pânico. Entretanto, o que Jacó achou que era uma tropa de ataque, na verdade era um comitê de recepção. “Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (Gênesis, 33:4).

(Extraído do livro “Nosso andar diário: um devocional para cada dia do ano”, 2010).

Às vezes, nos relacionamentos interpessoais interpretamos algumas situações de maneira incorreta, julgando muitas atitudes apenas pela aparência. É necessário sempre buscar o discernimento para conhecer as verdadeiras ameaças daquelas que são imaginárias. Geralmente, projetamos nos outros nossos medos e angústias. Precisamos trabalhar as nossas expectativas porque só assim poderemos compreender o próximo. 

Para você, um excelente início de semana. Paz no coração e que possa refletir em todas as atitudes.




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