O lugar de Dala



Passamos o final de semana sem Dala, como é carinhosamente chamada Dalila, a nossa poodle. Viajamos e não levamos Dalila para preservá-la do frio que, porventura, poderíamos sentir.  Mas, a danada fez falta. Sentimos falta de guiá-la porque já não enxerga mais, de colocar sua comida, de seus passeios matinais, seu denguinho e até de dar os proibidos biscoitos de maisena e bolo, que o seu veterinário tanto condena. Não é, Sandro?




Na verdade, sentimos falta de toda uma rotina imposta pelo nosso bichinho de estimação. Pode!? Pode sim. Fui às pesquisas e constatei o quanto essas companhias fazem bem à saúde.  Segundo um estudo, realizado pelas Universidades de Buffalo e da Califórnia, ambos nos Estados Unidos, chegou a conclusão que algumas tarefas estressantes, que podem causar hipertensão, são aliviadas com a proximidade de um animal. Os psicólogos levaram em consideração os corretores estressados e hipertensos da bolsa de valores. Aqueles que tinham um cachorro ou gato registraram a pressão arterial mais baixa do que os voluntários que não possuíam animais. Mas, o estudo também sugeriu que essa reação poderia ser obtida se fosse dedicado afeto a uma planta ou até mesmo  a um bichinho de pelúcia. Ou seja, precisamos trocar carinhos. 


Não é a toa que as crianças, representadas pelos personagens dos gibis, também sentem a mesma necessidade: Mônica tem sansão; Cebolinha, o seu floquinho; Magali - o gatinho mingau; Cascão,  tem um bichinho tão sujo quanto ele - o chovinista; Chico Bento conta com a companhia de sua galinha Giselda e até o ratinho Mickey não se separa do seu pluto. Isso mesmo, até o ratinho precisa trocar carinho.




E a verdade é que os animais estão sendo utilizados, há muito tempo, para complementar terapias de algumas doenças como a depressão, porque eles incentivam o relaxamento, o prazer e até o entusiasmo. Nos Estados Unidos, no México, Israel, Rússia, Japão e China é comum se utilizarem de golfinhos para desenvolver comportamentos em crianças autistas.



Uma questão é incontestável. Cada vez mais pessoas driblam a solidão  através dos bichinhos. São eles que não fazem cobranças, não guardam rancor, retribuem nosso mau humor com afeto e não aborrecem. Dizem até que o compositor Mozart, se inspirou no canto de um melro, seu pássaro de estimação, para compor suas melodias. A colunista Danuza Leão, falando de seu gato disse "Desde o dia em que um gatinho entrou na minha vida, só tive felicidades. Uma amiga me explicou que a escolha de meu futuro companheiro deveria ser determinada não pela aparência física, mas pela compatibilidade; afinal, estamos falando de um parceiro afetuoso com quem se pretende partilhar o resto da vida. Haroldo é tigrado, não faz parte de nenhuma raça nobre, e nós nos adoramos. Fui aprendendo a entender esse amor desmesurado. Nós todos precisamos de carinho, não só receber como dar."

Da simplicidade e do afeto na convivência com um bichinho, toda a família teve saudade de Dala.


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