A lição da enxada








A vida do médium brasileiro Chico Xavier foi marcada de vários momentos que deixaram ensinamentos preciosos, para todos nós cristãos, independente de religião. Porque humildade, amor ao próximo, desprendimento e trabalho são exemplos para todos aqueles que desejam ser melhores como ser humano. Fazer o bem e servir, sem exigências, é uma atitude complexa e contrária ao individualismo tão presente nos dias de hoje. 

E como de costume, às segundas-feiras, o Tudo na nécessaire publica mensagens de reflexão. Esta faz parte do livro “Lindos casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama, edição de 1978, pela Lake. Boa meditação e início de semana.
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O médium bondoso, Chico Xavier era empregado há mais de vinte anos na Fazenda de Criação do Ministério da Agricultura, na cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais.

“Certa manhã caminhava para o trabalho, atravessando largo trecho de campo, rumo ao escritório, meditando sobre os trabalhos mediúnicos a que se confiava.

As exigências eram sempre muitas.
Como agir para equilibrar-se na tarefa?
Surgiam doentes, pedindo socorro...
Aflitos rogavam consolação...
Curiosos reclamavam esclarecimentos...
Ateus insistiam pela obtenção de fé...
Os problemas eram tantos!

Quando curvava a cabeça, desanimado, aparece-lhe Emmanuel e aponta-lhe um quadro a pequena distância.

Era um lavrador ativo, manejando uma enxada ao sol nascente.

- Reparou? – disse Emmanuel ao médium – guiada pelo cultivador, a enxada apenas procura servir.

Ela não pergunta se o terreno é seco ou pantanoso, se vai tocar o lodo ou ferir-se entre as pedras... Não indaga se vai cooperar em sementeira de flores, batatas, milho ou feijão... Obedece ao lavrador e ajuda sempre.



Logo após, fez uma pausa e considerou:

- Nós somos a enxada nas mãos de Jesus, o Divino Semeador. Aprendamos a servir sem indagar.

Chico, tocado pelo ensinamento, experimentou iluminada renovação interior e disse:

- É verdade! O desânimo é um veneno.

- Sim – concluiu o Emmanuel. A enxada, que foge à glória do trabalho, cai na tragédia da ferrugem. Essa é a Lei.

O benfeitor despediu-se e o médium abraçou o trabalho, naquele dia, de coração feliz e a alma nova.”

2 comentários:

  1. O que é o trabalho, se não arregaçar as mangas (usar o esforço, os BRAços), TRAtar e fazê-lo (LHO) não? Pena que nem sempre nos apercebemos disso. Mas se olharmos para cima, ELE, nos mostra, não é?
    Bjs, Sandra

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  2. Muito bom. Obrigada levo a lição e a imagem.

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