Os quatro desejos


Ufa! Depois de alguns contratempos virtuais que, por três dias, retiraram o Tudo na nécessaire, da blogsfera, retomamos aos nossos posts tendo mais consciência, obviamente, de que ainda temos muito que aprender nesta selva que é a internet. Ficou a aprendizagem.  


Mas, vamos lá...

Para iniciarmos a semana, lembrei de um texto lido há bastante tempo onde afirmava que todos nós somos movidos por desejos e necessidades. Aqueles que são inerentes e, quando saciados, permitem a preservação do ser humano. Outros são criados por fatores externos e fazem parte do meio social que estamos inseridos.



O sociólogo norte-americano W.I. Thomas afirma que quatro são os desejos presentes em todos nós:

O primeiro é o desejo de vivenciar novas experiências para evitar a monotonia, a rotina. A vontade de renovar-se aparece proporcionalmente à idade, ou seja, a partir do momento que avançamos na cronologia pessoal, tentamos “rejuvenescer” no comportamento, que vai da forma de se vestir até a mudança de conceitos até então arraigados dentro de nós. Muitas vezes, essa mudança vem impulsionada pelas pessoas que nos cercam – amigos, filhos e companheiros de atividades. Como dizia o cantor e compositor Raul Seixas "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".





Perguntaram a um idoso com 75 anos de idade, mas com aparência de 60 e que se mostrava bem disposto e espirituoso, qual o segredo da jovialidade. Ele respondeu: 

  - Nunca me senti velho. O corpo não tem a mesma vitalidade. De vez em quando há alguns “grilos” de saúde, o que é perfeitamente natural devido a minha idade, porque o corpo é uma máquina que se desgasta. Paciência. Mas, o motor está ótimo, nos dois sentidos – bombardeia incansavelmente e de forma eficiente o sangue e se mantém permanentemente enamorado da vida. A cada dia é uma nova aventura e eu aproveito-a integralmente.





Envelhecer  faz parte do ciclo da vida, mas sentir-se velho, incapaz e sem desejos é uma opção, exceto quando não é imposta por condições precárias de saúde. Entretanto, do jovem ao idoso, todos têm problemas que variam de acordo com a capacidade que cada pessoa tem de resolvê-los. Mas, afora os problemas, inerentes à jornada evolutiva, a vida pode nos ofertar momentos ímpares de beleza e plenitude.





Outro desejo do ser humano é o de estar seguro tanto física quanto psicologicamente. Se temos o instinto de preservação, nos dias de hoje a nossa vigilância em relação à integridade física é redobrada, haja vista que a violência banalizou-se. Vidas são ceifadas por motivos cada vez mais futéis. Além disso, existe a violência psicológica, a verbal e moral que se alastra em todos os setores da vida humana. Mas, hoje o que vamos falar é da segurança moral e da paz que a fé nos oferece. Apesar de todas atribulações, acreditar em Deus, ter uma crença que existe uma força maior que rege o universo e que influencia nossas atitudes e destino nos confere paz, serenidade e energia para lutar contra tudo e todos, desde o sofrimento e amarguras até a desilusão. Crer em Deus ou numa energia cósmica quando tudo parece andar errado, já é o primeiro passo para vitória íntima e pessoal.





Quem não deseja afeição, carinho, simpatia e estima? Todos nós. Este é o terceiro desejo: o de sermos tolerados, compreendidos e amados. Entretanto, todos esses sentimentos são respostas ou feedback de nossos comportamentos. É a lei de causa e efeito. Se provocarmos e despertamos bons sentimentos, certamente iremos receber na mesma proporção. Talvez, não daquelas pessoas que gostaríamos, mas de outras que vem ao nosso encontro. Sim, porque na vida vamos conviver com a ingratidão, mas também com as recompensas e compensações. Poderemos integrar vários grupos sociais tais como familiares, profissionais, esportivos, religiosos e escolares, mas cada um de nós irá conquistar a afetividade de poucos pares. Isso porque iremos conviver e perpetuar o relacionamento fora destes grupos apenas com aqueles companheiros que encontramos afinidades espirituais. Devemos lembrar sempre que nossa ação causará uma reação.





 E o quarto desejo citado pelo psicólogo é o de aprovação pelo grupo que estamos inseridos e, consequentemente, a obtenção do respeito. Vejam os jovens que têm necessidade de serem aceitos pelo grupo, mesmo que para isso eles tenham de abrir mão de alguns comportamentos bem particulares. Alguns jovens que, por serem tímidos, ingressam no vício do álcool, por exemplo, como forma de encorajamento. Este desejo de aceitação se estende até o final de nossas vidas, já que o homem é um ser social e precisa ser aceito pelo grupo. Contudo o respeito, definido como a consideração, deferência e acatamento de um indíviduo é plantado através de sua postura ética e moral. Mas, você pode notar que  você recebe aquilo que dá.




Um bom início de semana para você. Um abraço fraterno.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita.