Pendurando no pescoço



É vontade das mulheres a de pendurar os filhos no pescoço ou até mesmo a família toda e conduzi-los para os lugares que seus pés alcancem, como forma de estender o convívio familiar para muito além do aconchego do lar. E por isso não ser possível, os designers de jóias e bijuterias ficaram atentos a esse comportamento e a solução foi representá-los em forma de pingentes. Meninos, meninas, marido e até animais de estimação são talhados em peças prateadas ou douradas.






Logo vem a lembrança de uma joia delicada ou a bijuteria diferente e saudosista de um camafeu. Quem o tem como joia  não vende. E se tiver como bijuteria, sabe que ele acrescenta um toque clássico e de bom gosto ao visual. Sui generis!





Hoje, o camafeu é usado somente por mulheres, mas já houve um tempo em que ele adornou apenas os chapéus masculinos ou seus broches. Isso foi na Roma antiga, antes de Cristo, que tê-los era simbolo de prestígio e poder. O camafeu devia ser usado nas comemorações, em datas especiais porque tinham esculpidos em sua pedra a efígie do imperador.


Advinha quem quebrou essa tradição? Uma mulher corajosa (lógico!) e vaidosa que se encantou com o símbolo e não resistiu à vontade de esculpir a sua própria imagem em alto relevo. Essa diva foi a britânica Rainha Victória (1819-1901) que transformou o poder dos homens num pingente e broche, usando-os até o fim de sua vida. E o pingente, ela usou amarrado numa fita, conforme a foto.

Ah! Você há de concordar que é gostoso explorar o guarda-roupa masculino para uso próprio, vestindo aquele moleton do companheiro num dia de frio ou pegar emprestado aquela camiseta básica para se sentir folgadona, e olha que nem estamos falando aqui nas chaves do carro, do perfume...


Venerar a própria imagem e  perpetuar a sua origem é bem mais característico do comportamento masculino e não é sem sentido termos os júnior, filho e neto nos sobrenomes. O general Napoleão Bonaparte (1796-1821) não fugiu à regra. Segundo os historiadores, o francês conquistador de terras européias mandou esculpir a sua face em  vários camafeus com a finalidade de comemorar as vitórias, o domínio e o poder.


Cena do filme, a "Jovem Rainha Vitória", 2009. Ela usa o camafeu como broche.

E com o tempo os rostos humanos, no camafeu, deram lugar à figura mitológica da medusa, uma figura que tem a cabeça de uma mulher e os cabelos de serpente. Mais tarde, a serpente foi substituída pelos cachos de cabelos e suas madeixas, que hoje conhecemos.





Se durante o Império Romano, os camafeus eram talhados em pedra rudimentar, hoje eles podem ser encontrados em ônix - uma pedra considerada como amuleto da sorte. Eles também estão trabalhados no ouro, prata e brilhantes. Chique, não? Mas, podemos também adquiri-los nas réplicas e ainda como brincos, anéis e broches.






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