Sorria, você está sendo filmado, seguido e analisado.




Não é muito agradável entrarmos numa loja e sermos acompanhados o tempo todo por um vendedor que, de tão colado conosco, qualquer movimento que façamos poderá atingi-lo. Nem sempre ele está apenas para vender, mas para vigiar as mercadorias, já que não existe mais um padrão de comportamento ou vestimentas que determine se uma pessoa é ou não ladra (e nem estamos falando dos colarinhos brancos).

Já nos supermercados e muitas lojas de departamentos é bem diferente. Temos uma liberdade de ir e vir sem sermos incomodados, porque o circuito interno de câmeras se encarrega dessa tarefa. O que poucos sabem, todavia, é que alguns desses estabelecimentos estão adequando suas câmeras a programas que permitem avaliar o gosto da clientela. Saber quantos clientes percorre determinadas seções, definem os produtos que poderão ser oferecidos e até mesmo se há necessidade de vendedores. 

 “Alguns resultados são surpreendentes. Fabricantes de produtos alimentícios costumam pagar para que os supermercados coloquem seus produtos no fim do corredor”, divulgou o jornalista Paulo Eduardo Nogueira, na Época Negócios, edição de fevereiro deste ano. Entretanto, uma empresa Americana, a RetailNext, analisou que as pessoas se interessam mais pelo que está no centro delas.

E se você pensa que a espionagem acabou, está enganado. Uma empresa britânica, a Path Intelligence, colocou equipamentos para captar os sinais dos celulares e monitorar os caminhos percorridos pelos clientes no shopping center. Essa iniciativa já rastreou um milhão de consumidores por dia. Esta parece ser uma prática bastante abusiva, você não acha? Mas, alguns shoppings avisam que se os clientes não quiserem ser monitorados, desliguem os seus celulares. Não é nada agradável, mas ainda bem melhor do que “uma múmia paralítica” atrás de nós.



Um comentário:

  1. Resumindo: se vc pensa que tem privacidade, está redondamente enganado. rsrsrs

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