Construindo boas relações



Todos conhecem Maria.
Quando ela chega em algum lugar é sempre uma festa. Tranquilidade não lhe falta, alegria também não. Maria conversa com todos e está sempre cercada de amigos ou colegas. Se ela participasse de alguma eleição ou escolha, certamente seria uma forte concorrente. Para Maria não existe tempo ruim, aliás pode até existe, mas ela não deixa transparecer. Maria é popular, aceita, acessível.
Tenho certeza que no seu círculo de amizade você conhece uma Maria desde os tempos de colégio? Pode um ser José. E qual o segredo desse poder pessoal?
Segundo Deborah Epelman, psicóloga especializada em neurolinguística e coordenadora da Programação de Autoconhecimento e Comunicação de São Paulo, esta habilidade depende da nossa capacidade de interagir com as pessoas, seja em casa ou no mundo. Entretanto, Epelman ressalta que para uma pessoa se dar bem com os outros, primeiro tem que lidar positivamente consigo mesma. Esta é a certeza que só podemos dar o que temos. Trabalhando nossos desejos, necessidades, forças e fraquezas iremos entender o outro, compreender o contexto, a ética e estabelecer relações felizes e duradouras.
Os especialistas em comportamentos listam algumas dicas que podem nos ajudar a melhorar os relacionamentos:


Saber ouvir
Você está super atarefado e alguém lhe procura para contar um problema. Entre o que você tem a fazer e escutar um colega ou amigo, qual o caminho a seguir? É parar o que está fazendo, tentar desligar-se de si e escutar o outro com interesse, focando nos seus olhos. Segundo Fátima Motta, socióloga e professora: "Ao ouvir com real atenção o que os outros falam, sentem ou querem, desenvolvemos a capacidade de nos relacionarmos de forma verdadeira...”.

 Acertar o tom do discurso
Conversar de acordo com seu interlocutor, ajustando sua fala à idade, condição social, sexo e tipo de relacionamento. Por exemplo, algumas brincadeiras ficam restritas as pessoas mais íntimas ou que você tenha certa liberdade.


Criar empatia
Colocar-se no lugar do outro. Entender o sofrimento, a ansiedade e aflição de outra pessoa requer uma boa dose de sensibilidade. Entretanto, compartilhar da alegria e sucesso, é uma tarefa mais difícil para alguns. Acreditem! Existe uma frase, do escritor Oscar Wilde, que representa bem esse sentimento “Qualquer um pode solidarizar-se com o sofrimento de um amigo; solidarizar-se com o êxito já requer natureza mais nobre”. 



Acionar a sensibilidade
O que é importante para o outro? Se você quer que as pessoas sejam sensíveis aos seus problemas, sua atitude deverá ser recíproca. Isso equivale a entender os defeitos e qualidades do seu interlocutor.


Recolher-se para equilibrar-se
Sabe aqueles dias que você está com tensão pré-menstrual – TPM, desentendeu-se em casa ou simplesmente acordou irritada, angustiada ou preocupada? Recolha-se, não fisicamente, mas mentalmente. Provavelmente, você não vai conseguir dosar ou filtrar seu problema e poderá descarregar a culpa em outra pessoa. Segundo os especialistas, é preciso equilibrar as emoções para não ferir.

Ser coerente
Suas atitudes devem ter coerência com suas crenças e valores, no campo pessoal ou profissional. Seu discurso deve estar associado ao comportamento. Obviamente, deve existir a flexibilidade. Mas, o importante é não perder o foco em quem você é e no que acredita. “Pessoas coerentes conquistam credibilidade”, segundo Rogério Martins, psicólogo e especializado em motivação pessoal, de São Paulo.

Envolver-se com causas
Envolver-se com um problema de uma pessoa, de sua cidade, de seu país ou até mesmo do planeta. Engajar-se em algo macro e nobre.


Manter o brilho no olho
Motivar-se para amar a vida e a si mesmo, manter uma postura positiva perante os desafios é uma forma de inspirar-se para o dia a dia, o que traz magnetismo. Quem é motivado tem brilho no olhar que fascina, atrai e contagia quem está por perto.


Consulta:
BONUMA, Tatiana. Carisma total. Cláudia, São Paulo, a. 51, n.2, fev.2012.

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