É necessário ter paixão

 
Rapaz inquieto por conhecimento e com sede de informações. Brilho no olhar traduzindo paixão pela área que abraçou. Vontade de alçar vôos cada vez mais altos seja aqui ou alhures, no lugar onde se reconheça sua capacidade profissional e lhe dê chances de progredir. Esta é a sensação que temos quando conversamos com Victor Coimbra, 22 anos, mestrando na área de Biologia da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e amigo. Dedicado, quando estava terminando a graduação, Victor fez o teste seletivo para o mestrado e foi aprovado. Trabalhando numa pesquisa sobre fungos, que será alvo de sua dissertação, já pensa no doutorado.  

O caminho percorrido por Vitor deveria ser meta de todos os jovens de hoje. Porque graduarem-se mais do que uma opção, é obrigação. Pós-graduação é a descoberta de um mundo vasto de informações, pesquisas, conceitos e considerações que na graduação os ponteiros do relógio não permitem aprofundar, haja vista pensar ser necessário garantir o diploma, no menor espaço de tempo possível, como se ele garantisse a empregabilidade. Ledo engano!


Em abril do ano passado, a Revista Você S/A publicou uma reportagem com a opinião de presidentes e vice-presidentes de grandes empresas sobre o que eles consideram ser um profissional qualificado para o mercado de trabalho. As respostas apontaram: vontade de crescer, sede de aprendizado, ousadia, capacidade de construir novas parcerias e pensamento global. Ou seja, o diploma, simplesmente, não é o fator decisivo no recrutamento.

Para se ter uma ideia de como não é fácil, em 2010, a Google, empresa almejada pela maioria dos profissionais que se dedicam a tecnologia da informação, abriu 100 vagas para serem preenchidas com profissionais da América Latina, visando à ampliação de seu escritório no Brasil. Para cada vaga, a empresa ouviu 100 candidatos. Significa dizer que, no processo seletivo em questão, a Google avaliou 10.000 candidatos, passando esses por 8 entrevistadores, no mínimo, como determina a empresa, mas não é regra geral e pode ser estendido a 12 ou 18. Perguntado pela mesma Revista, edição de maio do mesmo ano, como era feita o recrutamento, o presidente da companhia – Alex Dias, respondeu: "nós queremos gente que queira intimamente mudar o mundo [...] Cobiçamos características como flexibilidade, resiliência, poder de persuasão e iniciativa. Não precisa dizer que fluência em inglês é obrigatória".

Então, de quem é a responsabilidade desta falta de qualificação? Do aluno que não se prepara suficientemente para garantir o seu futuro ou da universidade que, geralmente, não aproxima o conhecimento da realidade empresarial, tornando-se incubadora de grandes empreendimentos?

Sobre essa discurssão, o jornalista Gilberto Dimenstein, na sua coluna para Rádio CBN, ontem, citou o livro “A educação dos milionários”, de Michael Ellsberg, lançado recentemente. Nele, o autor fala sobre os dois anos de entrevistas que realizou com milionários de sucesso e que não concluiram os cursos. Eles foram usar sua criatividade, na garagem de casa, encontraram soluções para problemas relacionados à tecnologia da informação e obtiveram êxito. Como exemplos desses empreendedores estão os criadores da Microsoft, do Twitter, Facebook e a da Apple.

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Se já é difícil para quem escolhe a profissão por aptidão, não poderíamos deixar de pensar naqueles estudantes que optam por herdarem a profissão dos pais, sem nenhuma vocação e apenas por uma imposição familiar ou social. Esses têm maior probalidade de estarem traçando um caminho para mediocridade. Fazer escolhas, simplesmente, pelos títulos de nobreza, no mundo atual, poderá levá-los à corda bamba e à sombra. 

Portanto, como passamos a maior parte de nossa vida trabalhando, antes de se pensar em ingressar em qualquer carreira, é preciso pesar não apenas a quantidade de moedas que garantirá as contas pagas ao final do mês, porque essas virão, com certeza, talvez não tão proporcionais a nossa dedicação, já que é intrínseca do ser humano sua eterna insatisfação. Mas, mesmo para garanti-las é necessário ter paixão. Só ela lhe dará condições de você perseguir metas, abrir caminhos, se aperfeiçoar sempre, adquirir conhecimento e afirmar todos os dias, apesar da coleção de diplomas e certificados, que nada sabe e ainda tem muito que aprender, tornando-se empreendedor de si mesmo. Pensamos ser esse um dos caminhos para o sucesso.


Bom feriado para todos. Beijão.

2 comentários:

  1. Oi Jô, que surpresa maravilhosa! Pensar que em poucas, mas maravilhosas horas de conversa tenham sido passado uma impressão tão forte e transparante do meu lindinho. Só você mesma!!!
    Bjs, Sandra

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  2. Nossa, to sem palavras! Jô, mereço isso tudo não... sou apenas esforçado e sei o que quero da vida! É uma pena tantos jovens viverem como barcos à deriva, sem rumo, sem destino traçado! Muito obrigado pelas palavras!
    Ah, e amor faz toda a diferença!!!

    Beijo grande e abração pra Everaldo e pros meninos!

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