A difícil tarefa de escolher

 
Sabe quando você vê aquele pôr-do-sol inesquecível e corre para fotografá-lo e descobre que as pilhas de sua máquina estão descarregadas? Ou quer fazer aquela ligação urgente e na metade de sua fala o celular descarrega? Você corre para postar suas mensagens ou ler os emails e descobre que sua internet deu bronca? Foi isso que aconteceu comigo: a internet me deixou na mão na semana passada. Correr de provedor para outro já vi não ser a solução porque conversando com pessoas, com provedores diferentes do meu, a queixa é a mesma: temos deficiência de bons serviços nessa área.  Probleminhas resolvidos, vamos a mensagem para abrir a semana do Tudo na nécessaire

Escolher, decidir, arbitrar é sempre difícil e às vezes quase impossível. Mas, a vida é feita de escolhas e o jornalista Pedro Bial retrata tão bem nesse texto.


 



“A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: 'Nós somos a soma das nossas decisões'. Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.

 

Compartilho do ceticismo de Allen: A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que ao fazer uma opção, estamos descartando outra. E de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar 'minha vida'.

Não é tarefa fácil.

No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com arquitetura.


 No amor, a mesma coisa: Namora-se um, outro e mais outro num excitante vaivém de romances. Até  chegar a um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam ou casar e, através do casamento fundar uma microempresa,com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.



As duas opções têm seus prós e contras: Viver sem laços e viver com laços...
Escolha: Beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas. Mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada seis meses. Ser casados de segunda à sexta-feira e solteiros nos finais de semana. Ter  filhos quando se está bem disposto e não tê-los quando se está cansado.
 
Por isso é tão importante o autoconhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas. Elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho. Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar  e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.


 


A estrada é longa e o tempo é curto.. Não deixe de fazer nada que queira. Mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembre-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.

É preciso muita coragem para enfrentar seus inimigos. Mas é preciso ainda mais coragem para enfrentar seus amigos. Às vezes, é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção em todas as direções ao longo do caminho. A pressa cega os olhos. E deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso redor.
Às vezes, o que precisamos está tão próximo... Passamos, olhamos, mas não enxergamos. Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração.

O primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer de que querer fazer é poder fazer. Basta acreditar!”

Bom início de semana para todos.



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