Frágil ? Eu ?


Mesmo sendo associado aos sete pecados capitais, passíveis de condenação eterna, defendo que toda a mulher que se preze deve ser, essencialmente, vaidosa. Exageros à parte, ela deve cuidar da saúde corporal, mas também de sua aparência e higiene pessoal. Desleixo, definitivamente, não conjuga com mulher, nem quando está a sós.




Toda mulher deveria estar sempre depilada, cheirosa, com unhas bem cuidadas (mesmo aquelas que não pintam), cabelos tratados e alimentar, diariamente, sua auto-estima. E não  esquecer de uma boa lingerie. Mesmo que não freqüente academias e clínicas de estética, a mulher não deveria negligenciar de ter um corpo que se sinta bem, mesmo porque o ideal de medidas está mais restrito às passarelas e capas de revistas (quando não ao photoshop) do que para a maioria de todas nós, mortais. Mas, procurar o  ideal é dever de todas nós, nem que para isso tenhamos que nos digladiar com a balança a vida toda, para não perder as curvas.



Mulher precisa de pódio.
Colocar-se em primeiro plano e manter-se VIVA.




Homem não pare. Portanto, só estica a barriga por um prazer que, se não for pela bebida é por comilança. Homem não incha o corpo todo mês por retenção de líquidos, não tem menstruação, tampouco a famigerada TPM e cólicas que podem levá-lo do céu ao inferno em menos de 24 horas. Homem, biologicamente e culturalmente, não absorve várias atividades ao mesmo tempo, desde a Idade da Pedra: cuidar da caça, da cria, da caverna, quer dizer da casa, da empregada, do cachorro, do gato e ... dele. Exigindo-se em tudo isso, uma perfeição digna dos deuses.





 Só mulher é capaz de ser total, sem deixar ser MULHER.
 “MaraviROSAsamente” mulher.



Mulher deve procurar seu estilo e investir nele, sem piedade. E... mudar sempre.

Subir no salto, colocar uma bolsa, abastecer sua nécessaire, engatar o batom, empinar o nariz e ir à luta. Ser mais ela, sempre. Afinal, “tadinhos” deles! O que seria do sexo frágil se nós não existíssemos?






“Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais

Pelas ruas onde andas
Onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros
Esperando tua voz

Teus desejos, uma ordem
Nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza
Dentro do teu coração

Tan, tan, tan, batem na porta
Não precisa ver quem é
Pra sentir a impaciência
Do teu pulso de mulher

Um olhar me atira à cama
Um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo
Porque sei que és minha
Dona!!!

Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais

Não há pedra em teu caminho
Não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
Que te impeçam de voar

Entre a cobra e o passarinho
Entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho
Nos carregam pela mão

É a moça da Cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição

O poder que nos levanta
A força, que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz
Dona! Dona!
Dona! Dona! Dona!”

(Composição Sá e Guarabyra, música de Roupa Nova)





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