Ofereça vida

Amanda, significa digna de ser amada. Nome meigo, suave, tão amoroso quanto a pessoa que o recebeu - minha filha. Minha Amanda tem 16 anos, estuda e pratica esporte. Cresce acompanhando as atividades de sua faixa etária. 

Mas, existem outras Amandas, tão amadas quanto a minha e com a mesma idade, que tiveram que parar suas atividades, por hora, para lutar pelo bem mais precioso - a vida. Uma dessas Amandas, a qual preservarei o seu sobrenome e chamarei de Amanda Guerreira, há meses esperava um doador de medula óssea, que chegou através do sangue de um cordão umbilical, no momento agendado lá em cima por Deus. E, desde o dia 21 deste mês, a Guerreira, junto com a torcida de um batalhão de amigos, combate e expulsa aquelas células que não lhe servirão, para dar lugar a outras sadias e que lhe deixarão curada.

 
Igual a Amanda Guerreira, existem 36 mil brasileiros na fila de espera de um doador de órgão ou tecidos, segundo o Ministério da Saúde. Só em Pernambuco, atualmente, são 3.327 pessoas entre crianças, jovens e adultos que fazem parte da estatística, de acordo com os dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Saúde do Estado, momento em que se lança a Campanha Nacional de Doação de Órgãos.  Existem, dentre esses pernambucanos, quase 2 mil que aguardam por rins, córneas, fígado e coração.  E apesar do Brasil ocupar a terceira posição, entre os demais países, no ranking de transplante de órgãos, ainda existe muito caminho a percorrer, não apenas na conscientização da população sobre a necessidade de doar, como também em relação à capacitação das pessoas envolvidas nesse processo, que se inicia em um dos momentos mais dolorosos para os familiares.  

Acompanho pelos noticiários que não são todos os hospitais estão preparados para o procedimento. Por experiência própria há um ano, quando uma pessoa de minha família partiu, em nenhum momento me lembrei de uma possível doação. Por que não houve a abordagem aos familiares? Certamente, eu teria autorizado.  

Se existe uma certeza, que todos nós temos na vida, é aquela que um dia partiremos deste plano material para outro que, segundo a crença de cada um poderá ser o céu ou outras esferas espirituais, já que ninguém faz planos de ir para o inferno ou até mesmo o purgatório. A mesma certeza, também, é a que o maior patrimônio material que temos, é o nosso corpo, mas ele irá se decompor e servir alimento para alguns vermes.  Então, por que não entregar todos os órgãos que podem ser reaproveitados para outrem?

Um dos empecilhos, segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco, é a resistência dos familiares que contabilizam 27% de transplantes que poderiam ser realizados e não são.

Doar órgãos das pessoas, que nos são caras e que acabaram de partir, é um ato de eternizá-las. Entretanto, existem as doações em vida. Entre elas está a de medula óssea. Para se tornar um doador, basta que você se dirija a um banco de sangue, onde será coletada uma amostra que verificará se você tem características genéticas com o receptor. Esses dados farão parte de um cadastro nacional e a cada novo paciente que surge com a necessidade de transplante, os dados entre o doador e receptor serão confrontados. Em caso de compatibilidade, o doador cederá 15% de sua medula, sendo esta reconstituída pelo próprio organismo.

Abrace e divulgue esta ideia. Seja um doador. Você estará oferecendo uma oportunidade para pessoas como Amanda Guerreira e Leozinho (Leonardo, também com sobrenome preservado aqui) possam concretizar seus projetos de vida. 

Tudo na nécessaire – Serviços


Central de Transplantes em Pernambuco

Fone: 0800.281.2185



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