Nossos denguinhos merecem bons nutrientes




Existem vários tipos de ração, no mercado, para os nossos fiéis companheiros e que variam de acordo com a faixa etária, sabor e nutrientes. Nos pet shops os vendedores tentam nos orientar, mas a dúvida: Qual a melhor ração para os nossos bichinhos?

O Tudo na nécessaire conversou mais uma vez com o veterinário Sandro Marcos Camelo e publica muitos esclarecimentos.

Tudo na nécessaire: Qual a orientação para escolhermos a ração?

Dr. Sandro Marcos: Em geral, as rações para gatos contêm maior quantidades de proteínas e gorduras e teores menores de fibras, pois felinos são animais estritamente carnívoros e tem menor capacidade de digerir outros tipos de alimentos. Em relação à ração para cães adultos, o limite de proteína bruta é de 16%, já para gatos é de 24%, um teor muito importante na escolha de ração. Na verdade, não existe uma ração boa que atenda da mesma forma todos os cães. Existem cães que podem adaptar-me melhor a um tipo de ração e não a outro, ainda que o segundo seja considerado melhor. 

Tudo na nécessaire: Poderia nos indicar um tipo de ração?

Dr. Sandro Marcos: A produção de ração é dividida segundo a qualidade da matéria-prima. Aquelas com melhor qualidade são as super premium, premium e standard. Lembre-se que seu animal de estimação é semelhante a um ser humano que precisa de orientação de um nutricionista. Seu animal poderá consultar um veterinário que irá indicar uma ração que atenda as suas necessidades nutricionais.

Tudo na nécessaire: Qual a diferença da ração de origem animal para a vegetal?

Dr. Sandro Marcos: Apesar de todas as rações terem sua base em origem vegetal porque o boi brasileiro se alimenta muito mais de capim, aquelas de origem animal tem esses nutrientes um pouco mais reduzidos. Ambas são boas, mas cada organismo responderá de forma diferente.


Tudo na nécessaire: Como a autora deste blog tem um poodle, quais os nutrientes necessários a esta raça?

Dr. Sandro Marcos: Os poodles e os yorkshire têm necessidades de vitaminas, antioxidantes e aminoácidos que favorecem a pelagem e previnem a catarata. São necessárias também substâncias como condroitina e glicosamina protegem as articulações. Mas, vou ampliar um pouco mais minhas respostas e dizer que o maltês precisa de rações com farinha de peru e sem milho porque reduzem a sensibilidade digestiva, além da biotina e o zinco que dão brilho ao pêlo. Os cockers devem se alimentar de extratos de vegetais, vitamina A e ácidos graxos que previnem problemas de pele e de visão, alem de reduzir o mau cheiro.

 Tudo na nécessaire: E os cães de porte maior, quais são as recomendações?

Dr. Sandro Marcos: Os pastores alemães devem se alimentar com rações que contenham protetores articulares contra displasia, além de aminoácidos para poder equilibrar o pH da pele e evitar alergias. Já para os rottweiller recomenda-se incluir uma ração que reduza a sensibilidade intestinal, muito comum nesta raça. O labrador deve comer ração com baixo teor energético para prevenir a obesidade. E para os pitbulls que precisam de muita energia, sua ração deverá ter um teor muito alto de proteína e L-carnitina para definir os músculos. Como vê, cada raça tem suas necessidades.

Tudo na nécessaire: E os cães considerados vira-latas?

Dr. Sandro Marcos: Boa pergunta. Essa “raça” é bem mais forte e adaptada a alimentação, graças a seleção natural. É preferível escolher a ração pelo porte do animal e sua preferência. Pode-se incluir na sua dieta carnes de ovelha, coelho, frango, legumes e verduras.

Tudo na nécessaire: Algumas rações são coloridas. Elas têm corantes e são boas para consumo?

Dr. Sandro Marcos: Sempre se desconfiam dos corantes. Como seria preparar aquele churrasco do fim de semana ou aquele frango sem uso do colorau? Poderia estar o melhor sabor possível, mas alguém sempre diria “a carne está muito feia, acho que nem vou experimentar”. O mesmo acontece com os animais.  Os aditivos alimentares são substâncias encontradas na ração com o propósito de manter, modificar o sabor e/ou melhorar a aparência. Os corantes tornam o alimento mais atrativo tanto para o animal quanto para o dono do animal, na hora de comprar a ração.

Tudo na nécessaire: Podemos misturar a ração com outros alimentos?

Dr. Sandro Marcos: A ração já é balanceada em nutrientes. É como algumas pessoas afirmarem “sempre dei todo o tipo de comida para os animais e eles sempre foram saudáveis”. De certa forma pode até ser verdade, mas uma alimentação pobre em nutrientes, como por exemplo, arroz com pele de galinha, pode acarretar raquitismo ou obesidade. A ração permite que o animal que antes tinha uma perspectiva de vida de 5 a 8 anos, tenha de 12 a 18 anos no caso dos cães e 25 anos para gatos.

Tudo na nécessaire: Quantas vezes devemos dar ração aos bichinhos?

Dr. Sandro Marcos: Os filhotes devem se alimentar de 2 a 3 vezes ao dia. Os animais adultos, o ideal é oferecer apenas duas vezes. Lembrando que até 10 meses de idade, a ração é apropriada para filhotes. Acima de 8 anos a ração é será específica para idosos.



   Outras Dicas

  • Quando mudar a ração, deve-se mudar gradativamente misturando de uma faixa etária para outra.
  • Mesmo animais de raças gigantes devem ser alimentados duas vezes ao dia, isso evita uma doença chamada torção gástrica, que leva o animal a morte em poucas horas.
  • O principal obstáculo para que o cão se acostume com a ração - exceto nos casos em que alguns raros cães são  alérgicos a algum ingrediente - é o proprietário, que sente culpa por obrigar o cão a comer ração.
  • E como os cães são mestres na arte do drama, enquanto ele perceber que se fizer escândalo ou greve de fome ao lado da mesa vai ganhar alguma coisa diferente não vai querer comer a ração mesmo. 
  • Nunca se viu um cão morrer de fome numa casa em que tenha comida! Portanto, o caso é criar o hábito.
  • Se ele sempre comeu comida caseira, o ideal é ir misturando ração e comida e aos poucos ir diminuindo a quantidade de comida e aumentando a ração. 
  • Fixar horários de alimentação também é essencial. Forneça a ração duas vezes ao dia - para cães adultos - e caso ele não coma, simplesmente tire o prato. Na próxima vez ele vai pensar melhor.
  • Evitar dar petiscos fora dos horários das refeições também é um bom começo.
  • Deve ser evitado oferecer restos de comida, massa, doces e tudo que não for prescrito pelo veterinário. Se o animal pedir comida ele deve ser repreendido ou retirado do local.

Tudo na nécessaire indica:
Dr. Sandro Marcos Camelo
Fone: (81)9717-5697

Um comentário:

  1. Mas que matéria adorável, minhamiga! Gostei =D
    A gente tem que cuidar bem dos nossos fofinhos. Essa entrevista foi muito boa e já tem muita coisa que sigo. Valeu!
    Bj e até o próx. comentário!
    Esmaltes, Make-Up & Cia.
    rockuroutfit.blogspot.com/

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