Não existe nada mais antigo do que cowboy que dá cem tiros de uma vez


Existe uma saudade que dói e maltrata; outra que nos deixa feliz. Foi esta última que invadiu a autora deste blog quando assistiu um vídeo com a vinheta dos desenhos animados que marcaram a sua infância e foram produzidos pela empresa Hanna Barbera. Saudade que emociona!
O vídeo proporcionou uma viagem para essa fração de tempo que chamamos de infância e que determina para sempre o caráter, os valores morais, a personalidade, a conduta e a saúde emocional de uma criança. Os desenhos animados que passavam na televisão, em preto e branco, tinham uma linguagem tão inocente e pura quanto o seu público. Não havia planos secretos de destruição e armas potencialmente letais, nem tecnologia suficiente que possibilitassem uma batalha tão devastadora quanto é mostrada, por exemplo, no filme Transformers, de Michael Bay. Éramos inocentes, vivíamos a nossa própria idade cronológica e não tínhamos estímulos a um crescimento mental e emocional precoce.




 A dupla William Hanna e Joseph Barbera conseguiu encantar crianças e adolescentes por anos a fio. Eles colocaram sim, muita adrenalina nos seus desenhos animados e nos contorcíamos nas poltronas quando o gato Tom estava quase colocando as mãos, ou melhor, as patas no ratinho Jerry; quando o guarda Belo flagrava o urso Zé Colméia e o seu companheiro inseparável Catatau roubando a apetitosa cesta de picnic dos visitantes do Parque Jellystone ou quando Fred Flintstones saia, às escondidas de sua mulher Wilma, para jogar boliche com seu amigo quase irmão - Barney.  Mesmo a rivalidade entre o gato e rato, tão natural, não dava margens às cenas de violência. Num episódio em que Jerry, que fazia parte da cadeia alimentar de Tom, se fingiu de morto, foi uma emoção. Tom pegou o amigo nos braços, carinhosamente e chorando, tentou salvá-lo. Sim, eles eram amigos.
Aliás, o sentimento de amizade e companheirismo estava sempre presente nos desenhos.  Um gato, com um nome sugestivo de “manda-chuva” compartilhava suas peripécias com outros animais da mesma raça: batatinha, Espeto, Bacana, Xuxu e Gênio.
 

Ah! Os desenhos animados daquela época provocam medo também... Quando Scooby-doo e Salsicha encontravam um fantasma. Depois riamos, aliviados, quando eles descobriam  no  fim de cada episódio que tudo não passava de uma grande farsa. Era sim, uma aventura de amigos, como Josie e as gatinhas, desenho que sempre termina em show.
Algumas dessas histórias tornaram-se filmes e misturaram a animação com atores reais, a exemplo de Zé Colmeia – o filme, lançado em janeiro deste ano. Esse formato já vem invadindo as telas dos cinemas, de uns anos pra cá. Mas não fazem tanto sucesso como antes, porque os personagens podem ser resgatados e até maquilados para se tornarem mais atuais e atrativos para a criançada de hoje. No entanto, é improvável, para não dizer impossível que eles consigam resgatar o encanto, a magia, a inocência, o sentimento de pureza e ingenuidade que esses personagens despertavam em todos nós. Acreditem!



E, se os especialistas em infância estiverem certos que a efetivação do indivíduo se dá do zero aos seis anos de idade, muitos daqueles telespectadores de ontem, que dividem com autora deste blog a mesma saudade e hoje estão na condição de pais e mães irão lembrar, na sua relação com os filhos, dos cachorrinhos Bibo pai & Bobi filho. Com as frases inesquecíveis “Meu querido e velho pai” e “Bobi, meu querido filho” eles conseguiram transmitir que é necessário tratar os pequenos com carinho e muito amor; e aos filhos que, em qualquer situação, jamais percam  o respeito pelos pais.
Assistam o vídeo.




Um comentário:

  1. Tempo bom, até que vez ou outro me vejo assistindo a desenhos atuais e bem inteligentes, aprendo com os sobrinhos.

    Mas é claro que os Herculóides por exemplo fazem uma falta...ah faz !

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