Fazer justiça


Temos sempre nas mãos a espada ou o martelo. A espada costuma ferir e o martelo, como representação da justiça, aponta para a sentença. É costume sentenciarmos os outros e, quando não expressamos em palavras, fazemos em pensamento. Quantas vezes erramos? Será que aprendemos com o erro ou continuamos julgando?

Encontrei a mensagem, que o Tudo na nécessaire publica, nos meus arquivos antigos. Geralmente, guardo as mensagens que considero como ensinamentos. Entretanto, recebo a maioria delas sem autoria. Se algum leitor identificar a autoria, escreva-me. Terei imenso prazer em citar o autor.

“Não faça julgamento precipitado....
Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco.Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho: - Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu: - Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho.
Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram: - Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.
E o velho disse: - Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta.
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar: - E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse: - Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein? Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho. E os que foram para a guerra, morreram.
Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas. Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha, outra se abre. Às vezes enxergamos apenas a desgraça e não vemos a benção que ela nos traz.”

Grande ensinamento! Um bom início de semana para todos nós.

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