Encontro com as flores






Elas estão nas prateleiras dos supermercados, nas varandas dos edifícios, nos escritórios, nas ruas, praças e avenidas. Decoram e dão vida ao ambiente. Estamos falando das plantas. Segundo a empresária Janete Souza, do Encontro das Flores, em Gravatá, “As plantas são como seres humanos, elas não precisam apenas de água, mas de alimento – o adubo, cuidado e carinho.”

Elas também dão lucro. Há quase dez anos Janete divide com sua família a administração de duas grandes sementeiras. Natural de Campina Grande, Paraíba, mudou-se para Gravatá em busca de melhores condições de vida. Vendeu móveis rústicos até o dia em que descobriu que comercializar pingos-de-ouros, palmeiras, samambaias e iquisórias poderia ser um bom negócio. E não parou mais. “Antes eu não sabia o nome das plantas, nem como cuidar para poder informar ao cliente” afirma Janete que, auxiliada pelo jardineiro Fabinho, importa atualmente plantas dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Paraná, além de recebê-las de pequenos cultivadores dos arredores de Gravatá.

Seus clientes são, na maioria, pessoas que vivem em grandes centros urbanos, como Recife. Mas, o Encanto das Flores também ornamenta praças das cidades vizinhas.

Janete e Fabinho deram boas dicas, ao Tudo na nécessaire, sobre como cultivar algumas plantinhas mais comuns.

Samambaias: Elas gostam de sombra, luz indireta – ou seja, não haver incidência direta dos raios solares, e pouco vento. Podem ser cultivadas nas varandas de apartamentos, mas devem ser regadas três vezes por semana e serem adubadas uma vez a cada mês. É aconselhável vaporizar as folhas, afinal uns pinguinhos de água refrescam.  As samambaias duram em média dois anos e meio. Nesse tempo, elas devem ser podadas e divididas em outros vasos. Como é uma planta que atrai muito lagartas, é sempre bom estar observando as suas folhas.
Palmeiras: Elas gostam de muito espaço e jarros grandes. Podem ser cultivadas também fora dos vasos, mas não devem ser regadas com muita água para não encharcar a raiz. São plantas que devem levar pouco sol, mas podem ser cultivadas também dentro de casa em lugares arejados. Duram quase cinco anos. Mas, como toda a planta, devem ser podadas, regularmente, e adubadas. São bastante decorativas e ficam lindas em cantos de varandas ou hall.
Roseiras: Elas enfeitam os nossos jardins com seu perfume e a beleza de suas rosas. Nomeiam pessoas e falam de romantismo, bem sabia o compositor Cartola “Queixo-me às rosas, mas que bobagem, as rosas não falam. Simplesmente, as rosas exalam um perfume que roubam de ti, ai...” As roseiras gostam de solo fértil, pouco sol e devem ser regadas todos os dias, sem encharcá-la. Os seus galhos devem ser podados apenas duas vezes por ano. Mas, quando uma rosa murcha, o talo deve ser cortado em seguida. O fertilizante indicado é farinha de ossos e torta de mamona, nomes estranhos porque são orgânicos.
Azaléias: Lindas e com flores delicadas, podem durar apenas um ano. As azaléias gostam de sombra e luz indireta. Ao regá-las todos os dias, com pouca água, não devemos molhar as flores porque assim elas caem rápido. Com esses cuidados, as azaléias podem ser cultivadas no jardim ou dentro de casa.

E Janete que administra ainda, junto com o marido, o restaurante Rainha da Pamonha. Ela não poderia ter inspiração melhor para colocar o nome nas sementeiras e pousada: “Encontro das Flores”. Já pensou se, todos os dias, encontrássemos flores no nosso caminho?

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Tudo na nécessaire indica:

Encontro das Flores (Sementeira e Pousada)
Rainha da Pamonha
BR-232 – Km 72 – Próximo ao posto da
Polícia Rodoviária Federal
Gravatá – PE


Um comentário:

  1. muito boa a materia
    sobre o encontro das flores
    nós que somos funcionarios agradecemos desde ja.
    Edson Barbosa

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Obrigada pela visita.