Alôoooooooooooooooooooooo


- Alô!
- Alô! Quem fala?
- É Kokpipcv...
**** **** ****
-Alô
- Alô! Alô! Alôooooooooooooooooooooooooooooooô !
Desligou.
Obviamente do outro lado da linha não existia um receptor ou quem sabe, a comunicação sofreu interferência de algum ruído, que todos nós sabemos fazer parte do processo. Aprendemos essa lição na escola: alguém se expressa através da fala, escrita ou gestos, o outro recebe a mensagem e sinaliza se houve a compreensão ou não do que se desejava transmitir.
Duvido que exista alguém, em plena consciência, que não goste de ser ouvido, compreendido ou não gosta de receber um feedback. (?)
Forno quebrado em um dos supermercados do Pão de Açúcar, Avenida Rosa e Silva, no Recife. Problema para quem comprava pão todos os dias lá, incluindo a autora deste blog. Depois de quase uma semana que a venda do pão estava fixado em horário definido porque vinha de outra filial, resolvi passar um email para o Serviço de Atendimento ao Consumidor,  o conhecido “fale conosco”, solicitando o seu conserto, já que estava causando-nos transtornos. Recebi imediatamente uma resposta automática afirmando ser minha mensagem importante. Dias depois, uma atendente, também por email, informou que a  mensagem tinha sido encaminhada à loja. Num terceiro email, recebi a informação que o problema estava sendo solucionado. Forno consertado, poucos dias depois, para a felicidade de todos. Quando já fazia uns quinze dias, que consumíamos o gostoso pãozinho francês, recebi o telefonema do gerente do supermercado para me esclarecer os reais motivos da paralisação do forno e pedir desculpas pelos transtornos. Surpresa de minha parte com a deferência, satisfação por estar sendo tão bem atendida. Exemplo a ser seguido.
Quiséramos todos nós que ao passar mensagens por emails ou celular, seja para uma pessoa do nosso círculo de amizade ou não, recebêssemos uma resposta e tivéssemos a certeza que a mensagem foi compreendida. Não estou me referindo aqui às correntes que enchem a nossa caixa de entrada, anunciando antecipadamente que ficaremos ricos em poucos dias; que uma grande surpresa irá acontecer em poucos minutos e que todos os seus problemas serão resolvidos, desde que você reserve alguns segundos para reenviá-las para cem amigos, incluindo aquele que lhe enviou, obviamente. Estou me referindo às mensagens que levam consigo notícias, informações, carinho, reflexão e gratidão. Se elas não merecem um retorno, talvez a pessoa que esteja remetendo (o emissor) não lhe seja indiferente.  Aliás,  a indiferença se não estiver alicerçada em algum sentimento antagônico ao respeito à pessoa, não é ideal pautar as nossas atitudes diárias porque ela fere, é um punhal.
Não é sempre que concordamos com o que estamos lendo, ouvindo ou recebendo. Mas, algumas palavras mágicas, que aprendemos ainda na infância, podem ser tão bem adaptadas e levadas para web: “recebido, obrigado”, “ok, obrigado”, “darei retorno em breve, obrigado”, “estou ocupado, mas entrarei em contato em breve” ou “valeu”, “tô ligado”, “blz”, “tô pensando” e por aí vai... Faz parte, no mínimo, da elegância no comportamento. Não é verdade?
Câmbio desligo!

Um comentário:

  1. Ah! Se todas as empresas fossem assim...principalmente as que oferecem serviço de Internet banga larga. Bom trabalho!

    ResponderExcluir

Obrigada pela visita.