Será um casamento real?



Fico me questionando o que faz mais de dois bilhões de pessoas pararem sua rotina para assistir, ontem e em pleno século XXI, um casamento real. Sem dúvida, um espetáculo suntuoso, de grandes proporções econômicas e que agrada aos olhos. Mas, nos dias em que os jovens ditam novas formas de comportamento, quebram tradições e protocolos, alguns tentam andar na faixa contrária de seus pais, onde os prazeres estão acima de qualquer outro compromisso, fazer o mundo ficar ansioso na espera de um beijo entre os noivos não deixa de ter uma pincelada de hipocrisia. Ou será que todos nós, alimentamos, de forma inconsciente, o desejo de um dia viver um conto de fadas, digno das histórias dos irmãos Grimm?


Viver num reino encantado onde tudo seja eterno, desde as pessoas que amamos até os objetos do castelo. Onde o mal seja sempre derrotado pela atuação inocente do bem e “viver felizes para sempre” seja o caminho determinante para a vida de todos. Nesse reino, cheio de encantos e magias, todas as relações conjugais serão sempre pautadas na compreensão, no diálogo, companheirismo, respeito, parceria, tolerância, amor e paixão.


Mas, a própria cerimônia também mostrou que a vida não é um conto de fadas, que existem opostos e que o coração pode escolher caminhos que a razão não aprova. Lá estava Camilla Parker, ao lado do Príncipe Charles, assistindo ao casamento do filho mais velho de sua rival, a Princesa Diana, morta em agosto de 1997, num acidente de carro. Diana, na época de seu divórcio, em 1996, acusou Camilla de ser o pivô de sua separação com o Príncipe Charles. Em 2005, Charles, sob as bênçãos da também Igreja Anglicana, oficializou a sua união com Camilla.


São as reviravoltas que a vida pode dar e que não desejamos que entrem no reino dos jovens William e Kate Middleton.

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