O Brasil de luto

Conviver com a notícia é você rir e chorar, on line, diante dos fatos.
A manhã desta quinta-feira, ensolarada em Recife, foi mais triste para todos que acompanharam, simultaneamente, o desenrolar da chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio de Janeiro.  Por alguma motivação pessoal, ainda desconhecida pela polícia, mas que tem ligação afetiva com a escola, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos,  causou uma tragédia coletiva, matando e ferindo vários estudantes.

Como pais, colocamo-nos na condição de parentes daquelas crianças, entre 12 e 14 anos, que acreditavam que seus filhos estavam em um dos lugares mais seguros: a Escola. Infelizmente, a realidade hoje é bem diferente. Há muito tempo que a escola não representa apenas um lugar de aprendizado, mas de ameaça para alunos, professores e funcionários, porque jovens e adultos estão cada vez mais agressivos, menos tolerantes com as diferenças e com mais acessos às armas e drogas. A falta de tolerância entre os grupos vão desde o que antes podia ser positivo, ou seja, ser calmo, estudioso e quieto, para algumas características físicas.
O bullying não está presente apenas nas escolas públicas, mas nas particulares e de classe média. Qualquer aluno que saia do padrão estabelecido por um determinado grupo ou individuo, pode ser alvo de violência e agressão. Esta agressão pode ser incentivada e alimentada por centenas de jogos de videogame e programas de computadores onde a habilidade de manusear e eliminar, em tempo recorde, maior quantidade de personagens determinados como inimigos, gera prêmio ou  progressão ao estágio mais avançado. Como se avançar, fosse exterminar.
Avançamos sim, como seres humanos, no jogo da vida, quando somos capazes de resolver nossos conflitos internos de forma pacificadora e isso exigirá que tenhamos conhecimentos dos nossos limites. Para isso, jovens e crianças precisam da ajuda diária e sistemática dos pais, do aconchego do lar, onde a educação verdadeiramente começa.  
A educação começa quando os pais coibem algumas atitudes aparentemente inocentes: quando a criança joga no chão violentamente um objeto porque está contrariada, quando pisoteia ou cai no chão por não ter o seu desejo realizado naquele momento. A educação continua quando os pais ensinam que babá ou empregada doméstica é uma pessoa igual a todos, pessoas mais velhas devem ser respeitadas e que a professora tem sim, autoridade sobre ela. São atitudes diárias e contínuas que precisarão da interferência e atuação efetiva de pais e educadores.

Pais e mães que trabalham fora do lar, podem sim, educar seus filhos porque ausência física, em algumas horas do dia, não deverá ser jamais sinônimo de omissão.

JRDS

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