Chocolate a dois







Não precisa de muitos barangandãs. Nem tampouco um clima propício, como o frio, para se tomar um chocolate quente num fim de tarde. 


Se alguém pensa que chocolate quente só casa bem com o inverno, está enganado. Aliás, ultimamente, inverno é o que não temos em Recife,  muito menos friozinho de 22 graus. Apesar de algumas cidades do interior de Pernambuco, registrar essa temperatura, principalmente, à noite. É o caso de Gravatá, Caruaru, Garanhuns e Triunfo, no Sertão.

Usei:

4 colheres (sopa) de leite em pó





4 colheres (sopa) de cacau em pó




2 colheres (chá) de canela





Para 2 xícaras, adicionei 400 ml de água quente.




5 colheres (sopa) de creme de leite (Opa! haja gordura)




Ficou ótimo.



Tenha convicção






Trecho do livro "Seja o ator principal de sua vida", de Arnaud Riou, Editora Paulus.



Não importam as nossas crenças. O importante é que elas tragam serenidade para enfrentarmos os problemas diários e continuarmos seguindo em frente.

Bom início de semana. 



Muito prazer, ...





Existem vexames sociais. Um deles é esquecer o nome das pessoas. Agora, pense numa festa. Após as formalidades dos cumprimentos, quem consegue gravar todos os nomes? Confesso, de joelhos, que eu não consigo. É horrível e constrangedor. E quando trocamos a identidade das pessoas? Putz!

Recordo-me de uma senhora do grupo religioso que eu fazia parte. Ela era muita parecida com a cantora argentina Mercedes Sosa (1935-2009) que, na época, ainda estava viva. Mas, essa senhora não esperava que um dia eu fosse chamá-la, em público, de Mercedes e todos ficassem procurando de quem se tratava.

Sabem aqueles lapsos de memória? Pois é, foi um deles. Lamentavelmente! Porque ela jamais iria cantar pra mim com aquele vozeirão... 

Por que não lembramos o nome das pessoas em algumas ocasiões? 

Fui atrás da resposta...

Segundo o guru Lair Ribeiro, conhecido por seus livros de autoajuda, o fato acontece porque não conseguimos escutar o nome, com clareza, das pessoas que somos apresentados. Estaríamos mais preocupados com as formalidades do que com os próximos encontros com a mesma pessoa.

Lair conta a seguinte história: Franklin Roosevelt, presidente dos Estados Unidos (1933-1945), quando recebeu, certa vez, quinze embaixadores para um café da manhã, disse ao seu assistente:


- Hoje, eu vou provar que quando alguém é apresentado ao outro, um não escuta o que o outro está falando. 

E começou dizendo: 

- Matei minha sogra hoje pela manhã. Matei minha sogra hoje pela manhã. Matei minha sogra hoje pela manhã. Matei minha sogra hoje pela manhã, e foi repetindo isso a cada um dos quinze embaixadores. Apenas um embaixador estranhou e perguntou: 

- O que o senhor está dizendo, presidente? 

Agora, substitua a frase de Franklin Roosevelt:

- Tem um pedaço de alimento nos seus dentes. Tem um pedaço de alimento nos seus dentes. Tem um pedaço de alimento nos seus dentes. 

E você, sem entender, continua sorrindo... kkkkk.

Para se afastar desse vexame, preste atenção as três dicas:
  
1 Faça um esforço enorme e escute o nome da pessoa que você é apresentado. Mesmo que o barulho do ambiente seja ensurdecedor. 
- Que! Não ouvi. Angústia? Ah, Augusta. Muito prazer... 

2 Repita, mentalmente, o nome da pessoa por três ou mais vezes. E durante a conversa, fale o seu nome. Nada mais agradável para uma pessoa ser tratada pelo nome, porque soa como uma melodia.

- A festa está super agradável, não é Rosnilosvaldo?
- Concordo com você, Rosnilosvaldo. 
- Vou pegar uma bebida, Rosnilosvaldo.

3 Se o nome da pessoa for difícil de memorizar, faça imediatamente uma associação com um nome semelhante. Isso irá facilitar a memorização. Tipo assim, Prazer em conhecê-lo Termistócles.

E agora pense em Termostato + Aristóteles, ou terminal com Sofócles...   

E boa sorte na próxima empreitada.



O homem humilde




Era uma vez dois homens, bons e honestos, que viviam no conforto e na tranquilidade de suas terras, vastas e produtivas.

Eis que, num dia daqueles que nada daria certo para eles, uma turba de invasores toma as suas terras, deixando-os desamparados e entregues à própria sorte.

O primeiro homem, racional e orgulhoso, levou o caso à Justiça e, depois de uma intensa e dispendiosa demanda, conseguiu recuperar todo o seu patrimônio dilapidado. Mas nunca mais conseguiu ser o mesmo, amargurado com os homens e com a demora da Justiça.

O seu ódio contra os invasores só aumentou, apesar dos responsáveis terem sido banidos da sociedade onde viviam. Nunca conseguiu entender porque, sendo bom e honesto, fora vítima desse mal. Culpava a sua má sorte e achava-se castigado e abandonado por Deus.

O segundo homem, sábio e humilde, compreendeu a situação em que passava, percebeu, do fundo do seu coração, que todo mal tinha uma razão de existir e que era chegada a hora deixar tudo que conquistara para trás e recomeçar a sua vida. E, contra a vontade de seus amigos e familiares, renunciou a tudo que tinha por direito e foi para a cidade a procura do seu novo destino.

Na cidade, anos depois, tornou-se um reconhecido comerciante, que costumava comprar tudo que era produzido pelos agricultores, inclusive, no anonimato, daqueles que haviam invadido as suas terras, a ponto de oferecer-lhes crédito antecipado e garantir custeio e mais produção.

Dessa cooperação, juntos, prosperaram...

E os seus amigos e familiares não conseguiam entender como, depois de tamanha perda e ofensa, alguém conseguia se reerguer, sem que guardasse qualquer mágoa ou rancor dos seus antigos algozes, a ponto de ajudá-los e, juntos, prosperarem.


É que a razão não consegue compreender que, no âmago do amor, há uma inteligência sublime e universal, que faz o homem humilde renunciar, perdoar e ainda ter motivação e força para se soerguer e ajudar os seus piores inimigos.

(Texto de Ruy Trezena Patú Júnior, magistrado e escritor)

Bom início de semana.