Partilhando amor



por Amanda Carolina





Superar os limites pessoais e ajudar o próximo são o combustível que move a ONG recifense Grupo Partilhar

Criado no início de 2011, o grupo foi fundado por seis amigas que atuaram durante oito anos na Pastoral da Saúde. Para elas, vislumbrar a continuidade e maior qualidade dos atendimentos psicoterápicos foi a motivação para ir além. Formada em psicologia, a presidente da ONG, Clécia Marinho, diz que a base de tudo está na ciência. "Tudo chega através da psicologia, que é quando a gente escuta um problema e tenta ajudar".

O público do grupo é variado, vai de crianças a idosos, passando por jovens, moradores de rua mulheres com depressão e mães de filhos dependentes químicos. "Também estamos tentando formar um grupo para mães de crianças com microcefalia, tendo em vista o grande número de casos no Estado", explica Clécia. "Aparece gente de todo lugar para ser atendida, vem gente de Paulista, de Abreu e Lima, e podem vir de todo canto que nós atendemos", conta a presidente, citando municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR). A prioridade, contudo, é para pessoas com pouco poder aquisitivo.





O atendimento é feito por meio de profissionais da área de saúde (São 60 voluntários) em ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, atendimento clínico, auxílio com alimentos, resgate da cidadania das pessoas em situação de rua, difusão da cultura pernambucana e incentivo a leitura. Também há atividades de educação e formação profissional. "Isso para ajugar os jovens que têm uma defasagem muito grande com relação a instrução. Muitos idosos não tem contato nenhum com computadores e nós estamos ensinando informática", continua Clécia.




Atividades semanais:

  • Acompanhamento psicológico em grupo e individual
  • Acompanhamento fonoaudiológico
  • Massoterapia
  • Meditação / Yoga
  • Aulas de Português, Matemática e redação para jovens.
  • Aulas e produção de artesanato
  • Empréstimo de livros
  • Empréstimo de cadeiras de rodas e muletas.

Atividades mensais:


  • Entrega de cestas básicas na 1ª quarta-feira do mês
  • Acolhida a moradores de rua
  • Visitas domiciliares pela equipe de serviço social
  • Leitura itinerante

Ações pontuais:


  • Campanha de arrecadação de computadores e periféricos para montar sala de informática.
  • Campanha de doação de livros, alimentos, roupas e brinquedos para montar uma biblioteca no Sertão
  • Campanha de arrecadação de alimentos para composição de cestas básicas para as famílias mais carentes.

Há um ano, o grupo reforçou e ampliou o atendimento com uma nova sede, um imóvel alugado na Boa Vista, área central da cidade. "Pudemos organizar melhor o atendimento e receber mais pessoas, mas tudo o que temos na nova sede é doado". E é com doação que o aluguel é pago. No entanto, ultimamente o setor financeiro vem dando dor de cabeça para Clécia. "Quando chega dia 15 já começo o me preocupar, precisamos de doação mas elas estão ficando menores. Também vendemos artesanato nas feirinhas da cidades, mas o retorno não está dando conta, todo mundo está sem dinheiro", comenta.

Para quem tiver interesse em ajudar, Clécia enumera as necessidades: "Sempre estamos precisando de alimentos não perecíveis, porque entregamos cestas básicas para 20 famílias na primeira quarta-feira do mês. Também é possível doar dinheiro, a partir de R$ 20, que é destinado ao pagamento do aluguel. Materiais de corte e costura também são bem-vindos"

Depósito em conta no Banco do Brasil
Agência 1838-4, conta corrente: 43795-6
CNPJ: 17.320.824/0001-41

Doações mensais via cartão de crédito.
Questionada sobre alguma história que a marcou, Clécia diz não ter nenhuma em particular. "O que marca é olhar pra cada pessoa que a gente atende e ver que nós conseguimos fazer ela entender que ela é capaz, que ela consegue fazer a vida dela ficar melhor. É maravilhoso a gente olhar a cara feliz de alguém que aprendeu a ler ou de ver as meninas que têm depressão terem alta. Essas conquistas, ver a transformação é o que faz a gente continuar na luta. Por que não é fácil, matamos 10 leões todo dias, mas no final, eu lembro de cada sorriso, de cada história, porque todas são importantes".  



Ficar sempre jovem




Quer se sentir sempre jovem? Ignore o tempo!

Considere o relógio e o calendário como agendas de seus compromissos diários e periódicos; nunca como lixeiros dos momentos vividos...

Não leve a sério os aniversários e nem conte a idade como acréscimos de velhice. Não são eles que refletem o seu vigor biológico e nem a sua verdadeira idade.

Viva e se espelhe na juventude.



Sinta-se como um jovem e será um deles.

Perceba que tudo depende de como você mentaliza os acontecimentos e a sua situação perante a vida; enfim, como você se julga.

Dê relevância ao que a experiência lhe traz; as vantagens do aprendizado nos erros cometidos; ao milagre de estar vivo apesar das doenças, da violência e dos perigos do mundo.


Tudo é ganho para a vida, se apesar das perdas você se mantém vivo... 

Aprenda e adapte-se às transformações do seu corpo; aceite os limites do desgaste natural, mas também do acidental, porque certamente haverá ganhos para a sua essência, para o seu saber e para o que verdadeiramente importa: o legado da lição que se deixa para os que lhe sucederão.

Aceite a morte como uma necessidade; não como uma fatalidade.

Ser vivente nenhum merece a eternidade, mas a eterna juventude é possível!


(Colaboração de Ruy Patu Júnior, magistrado e escritor)


Bom início de semana



Meu pai, sua partida deixará um grande vazio







“Papai, se um dia, após essa vida, o grande criador do universo perguntar: Como era seu pai terreno? 

Eu responderei com muita emoção e alegria: - Depois do Senhor, meu Deus, só mesmo meu pai para ser um mestre, um amigo, um companheiro e um exemplo de dignidade e honestidade mais perfeito que uma filha pode ter aqui na terra.”

Obrigada, papai pelo amor que tanto nos dedicou!