Lisboa, esse encanto...







Faz tempo que eu queria falar sobre o clima urbano de Lisboa. Porque penso ser quase impossível um brasileiro voltar de lá, sem ter se rendido aos encantos da cidade e dos portugueses.

Lisboa é uma mistura da tradição e modernidade.

As ruas são limpíssimas, como muitas cidades europeias. Os pedestres são respeitados. E esse respeito está cravado tanto nas ruas de pedras, onde os desníveis naturais são sinalizados, quanto a sua travessia.





Não há mau cheiro nas ruas. A coleta seletiva do lixo é realizada por caminhões distintos movidos a gás natural. Há o caminho específico para o lixo orgânico. Mas, o importante é que a população coopera.

Em Lisboa, não vi engarrafamento. O transporte público, controlado de forma eletrônica, funciona bem e fica dividido entre os ônibus a diesel – tão nosso conhecido, metrô, auto-car (ônibus movidos a gás natural) e os charmosos e encantadores bondinhos elétricos. Todos bem limpos, assim como seus pontos.




Dentro do bondinho



Com um vasto acervo e produção de azulejos, talvez não precisasse dizer que, em Lisboa, as estações de metrô oferecem verdadeiros espetáculos aos nossos olhos com suas paredes decoradas. Ainda assim, digo sobre o transporte público de lá: como funciona bem. 

Estacionar um carro se torna barato, cerca de 1 euro. E para que possamos morrer de inveja, os passageiros idosos são respeitados, assim como os deficientes físicos.




Lisboa

O lisbonense é um capítulo à parte. Se os europeus têm a fama de serem frios, para melhor dizer, emocionalmente controlados, em contrapartida, eles são educadíssimos, gentis e estão sempre prontos para nos ajudar. Então, dão informações corretas desde os transeuntes, aos vendedores e guardas municipais. 

E por falar em guardas municipais, vivenciamos a experiência de voltar a pé, repito a pé, de um jantar e por volta da zero hora, sem sermos assaltados. Andamos cerca de uns dois quilômetros. Um sonho e uma realidade bem contrária a sua vizinha – Paris.


Voltando para casa, com segurança, depois do jantar ouvindo fado.



Cantores de fado. |Uma noite agradabilíssima.

Nossa experiência em Lisboa foi ótima, pela segunda vez. Obviamente, haverá quem aponte alguns defeitos e até não goste dos portugueses. Minha visão é de turista, apesar dos muitos dias que passei por lá desta vez. Os portugueses que tive contato foram super atenciosos.






Museu do azulejo / Lisboa


Oceanário de Lisboa. Imperdível

Amanda Carolina no Oceanário de Lisboa


E uma dica para aproveitar melhor a cidade é fazer um roteiro antecipado e não perder a oportunidade de visitar os castelos, as praias, as igrejas, os palácios e monumentos que tornam a cidade um dos principais destinos dos brasileiros.








Adotar para amar






A avó falando para a neta adotiva, recentemente:

- Se um dia você encontrar sua mãe biológica, perdoe.

- Vó, eu não tenho o que perdoar. Eu iria agradecer porque ela me

entregou para uma família tão amorosa ❤



(Minha sobrinha é mesmo linda).


Bom início de semana.


Ausência e atrevimento






Cresci ouvindo minha mãe citar o provérbio popular: “Toda ausência é atrevida”. E atrevimento está alicerçado na falta de respeito e na covardia.

Só pude entender melhor o provérbio quando fiquei adulta e encontrei no caminho pessoas que, na minha opinião, tiveram descompostura.

Este ano, um amigo nos perguntou se íamos deixar nossa filha brincar carnaval, enquanto nos retirávamos do cenário urbano para descansar, e respondemos que sim. O Estado de Pernambuco tem um dos maiores carnavais do Brasil, recebe muitos turistas e ela participa de um maracatu que sai quase todos os dias em Olinda. Não estamos arrependidos de ter consentido.

Porque deixá-la participar está assentado na confiança construída e no respeito mútuo. Acreditamos que, pais responsáveis tentam criar os filhos para que eles possam ter uma postura ética e moral, principalmente, quando estão ausentes.


Infelizmente, não é isso que encontramos sempre nas pessoas que cruzam nosso caminho. Existem aquelas que se aproveitam da ausência de outra e, covardemente, atacam com uma fera espreitando sua presa. São pessoas perigosas e delas todos nós queremos distância. Afinal, como repete sempre minha mãe: 

         O mal por si só se destrói.


Pintaram a parede do corredor !








Pintaram e mudaram a cor da parede do corredor de acesso aos banheiros, na empresa em que eu trabalho. Eu só percebi, dias depois, porque a parede estava sem acabamento e a cor anterior ainda aparecia um pouquinho.

Neste dia em que eu percebi, um colega ia passando e comentei:

- Estão mudando a cor e só agora percebi.

Ele respondeu: - Foi mesmo! Eu também estou percebendo agora.
Rimos.

Um dia, um estagiário observando que eu estava teclando muito rápido, perguntou quais as teclas de atalho que eu costumava usar. Imediatamente, eu tive dificuldades em responder porque eu já fazia tudo tão automático por anos que não prestava mais atenção.

Pensando bem, existem tantas coisas na vida que todos nós já não prestamos mais atenção, porque estamos rotineiramente acostumados a fazer, sentir, ouvir, falar, ver e conviver que quando elas mudam, demoramos a perceber porque já não fazem mais diferença. Nesse aspecto, se enquadram os relacionamentos afetivos, entre eles as amizades.

De tanto compartilharmos com a pessoa nossos sentimentos e nos sentimos a vontade, aí num dia qualquer, entre milhares tantos outros, dizemos aquilo que estávamos acostumados a dizer; fazemos aquela brincadeira que estávamos acostumados a sorrir; emitimos aquela opinião verdadeira que acreditamos ter sempre o direito a dizer; e para a nossa surpresa, ferimos, magoamos ou até mesmo transgredimos as barreiras emocionais invisíveis do outro.

Mas, a surpresa acontece porque deixamos de prestar atenção e perceber que, inexoravelmente, tudo muda. E a pessoa que depositávamos amizade e carinho, mudou. Como diz tão bem o cantor Lulu Santos,


“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

[...]



Bom início de semana.