Negócio fechado.







Ensinei aos meus filhos que qualquer acordo deveria ser selado, no final, com um aperto de mãos, tipo assim: negócio fechado e não podemos desfazer. E cumprir o acordado sempre garantiria, como garantiu, os próximos "negócios". Dentre eles estavam apenas ir ao cinema e comer Mc Lanche Feliz, no final de semana, se não resistissem aos pedidos de Maria (nossa secretaria) para tomarem banho quando eu estivesse trabalhando.  Outros acordos foram fechados, alguns nem sempre vantajosos pra mim, como o aumento de mesadas, compra de brinquedos, celulares e notebooks... Mas, ainda hoje mantemos esse hábito. Se alguma das partes não concordar, mesmo com a insistência da outra, as mãos são fechadas e não tem aperto.

Aprendi esse gesto de apertar as mãos com meu pai. Atitude também cultivada por meu marido que, até quando vai comprar um eletrodoméstico, no final aperta a mão do vendedor que, geralmente, fica surpreso com o gesto.

Na verdade, ao apertar a mão de outra pessoa estamos manifestando um ato de confiança que remonta à época das cavernas, quando o homem carregava com ele um pedaço de madeira para se defender do ataque dos animais. Era o instinto selvagem assegurando sua sobrevivência. Quando o homem não estava armado demonstrava que existia confiança no ambiente. De várias histórias já contadas, o certo é que o aperto de mão, surgiu para expressar confiança na outra parte.  Ou seja, significava dizer na época "Estou desarmado" e o outro corresponder com "Eu também", ambos não carregavam nenhum pedaço de madeira.

É importante lembrar que, ao apertar a mão de outra pessoa, não precisamos "quebrar" os seus dedos, tampouco pegá-los como se estivéssemos com nojo, exceto se eles estiverem sujos, óbvio. Porque estabelecer reciprocidade é tão importante quanto ser educado nos gestos.








Premiação internacional - o nosso "Oscar"



Gente, hoje estou abrindo espaço para divulgar uma notícia pra lá de boa – a premiação internacional do trabalho da equipe do Centro de Documentação da Rede Globo de Televisão (Cedoc).

Eita turminha competente! É bom fazer parte dessa história.

Eis a íntegra da notícia.


"GloboNews e Cedoc ganham prêmio inédito

O programa "Serra Pelada", do Arquivo N da GloboNews, foi o escolhido entre concorrentes de todo o mundo e levou o prêmio Archive Achievement 2014, da Federação Internacional de Arquivos de Televisão (FIAT) . Esta é a primeira vez que um programa brasileiro é indicado e vence a premiação, considerado o "Oscar" dos arquivos.

A Federação Internacional de Arquivos de Televisão, Fundada em 1977, com mais de 250 membros, promove, todos os anos, uma cooperação entre arquivos de televisão, multimídia e arquivos audiovisuais de bibliotecas de todo o mundo.

A editora chefe do programa, Luciana Savaget e a editora Renata Lage, junto com Rita Marques, gerente do Cedoc, e os pesquisadores Ana Tapajós e Diego Motta, foram até Amsterdã, na Holanda, para receber o prêmio e participar da celebração que ocorreu na sexta-feira, 24/10.




O programa 'Arquivo N' – Serra Pelada, que levou ouro na categoria "Melhor Uso de Arquivo" resgatou imagens e histórias dos homens que nos anos 1980 viveram a corrida do ouro no sudoeste do Pará. Exibido em maio de 2013, "Serra Pelada" contou a história do formigueiro humano que passou a trabalhar no garimpo em péssimas condições. Além disso, o programa contribuiu para que esse capítulo da história do país voltasse à memória dos brasileiros.

Em entrevista à intranet 'Conexão', a editora chefe do programa contou que o trabalho foi desenvolvido em conjunto com todos da equipe de cinco funcionários, e que os arquivos usados no programa eram verdadeiras raridades, materiais brutos que às vezes nem iriam ao ar. O trabalho foi desenvolvido a partir de diversas mídias: filme, DVD, uma polegada, fitas quadruplex, uma verdadeira "miscelânea" de materiais.

A iniciativa de inscrever o projeto foi da gerente do Cedoc, Rita Marques, que segundo Luciana Savaget, sempre falou da importância do prêmio. Neste ano, a decisão de inscrever "Serra Pelada" ocorreu pela força das imagens.

A vitória do programa se deu a partir de muito trabalho em equipe entre o Cedoc e GloboNews. Luciana Savaget, editora chefe, Renata Lage, produtora e editora, Vladimir Ribeiro e Bruno Torres, editores de imagem, Ana Tapajós e Diego Motta, pesquisadores, são os responsáveis pela premiação e pelo sucesso do programa. Desejamos parabéns a todos os envolvidos!”






Parabéns para todos. 


Reclamamos de quê?



É comum ouvirmos algumas pessoas se queixarem da vida, comparando-se a outras que parecem viver intensamente felizes. São pessoas que afirmam que não tiveram a mesma sorte ou oportunidades daquelas que tanto admiram ou invejam.

Contudo, essas pessoas esquecem que para toda opcional plantação haverá sempre a colheita obrigatória. E que toda a trajetória é composta de pequenos pedacinhos que são marcados de renúncias, choros, lágrimas, desânimos, crises e incompreensões. Mas, sobretudo, que as oportunidades são dadas a todos.

A diferença é que algumas pessoas aproveitam e outras não. Na verdade, umas enfrentam a estrada esburacada e incerta, outras param no início e enxergam milhões de defeitos para justificarem a sua inércia. Como diz o mestre espiritual Emmanuel, se algumas pessoas veem outras com sede e lhes oferecem água, outras ignoram e passam adiante. Aquela que parou e ajudou conquistará não apenas a amizade, mas a retribuição natural da vida.  Porque Deus ajudará sempre o homem através do próprio homem.

Então, o mundo sempre abrirá um leque de oportunidades que, numa primeira análise poderá se apresentar desigual, mas na verdade são caminhos que levarão aos mesmos resultados. Assim como a paz é um estado de espírito individual, trilhar as estradas cercadas de precipícios é uma opção daqueles que têm coragem e força para seguir em frente. A construção é diária, porém incerta. A única certeza que todos nós temos é que a construção exigirá sempre muito mais dedicação, honestidade consigo e com outros e uma exagerada perseverança e determinação. Este último é um requisito fundamental e mais importante do que as muitas paradas regulamentares que vamos encontrar pelo caminho para os possíveis descansos.

Como diz, o compositor Belchior “Era um cidadão comum como esses que se vê na rua...”

E complementa dizendo:

"Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)
Embarcava no metrô, o nosso metropolitano
Era um homem de bons modos:
“Com licença, foi engano”
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Quem tem no fim da tarde a sensação da missão cumprida."
(Pequeno perfil de um cidadão comum, de Belchior)

Portanto, antes de julgarmos que a vida de outra pessoa é fácil e melhor do que a nossa, enxergando apenas as conquistas, que tal procurarmos fazer a parte que nos compete na vida?

Certamente, depois de algum tempo, não teremos mais tempo de nos preocuparmos com a vida alheia, já que a nossa estará totalmente preenchida de conquistas, vitórias e triunfos.

Bom início de semana.



  



Meu mundo particular










Brian Roberto Benson, personagem do ator Lázaro Ramos na novela Geração Brasil, depois de provocar uma decepção amorosa na sua mulher Lara Avelar, interpretada por Elisa Pinheiro, sofre com a separação de um jeito inusitado. Ele assume a idade de um adolescente e protagoniza situações super engraçadas. Mas, o que nos chama a atenção é que mesmo ele como um guru, ou seja, mestre espiritual, entra no mundo que é só seu. Um mundo onde os seus ciclos de vida se revelam ora adolescente, ora adulto e guru.

Fiquei pensando se todos nós não temos o nosso mundo particular. Maravilhoso. Quem sabe, preenchido por super heróis, lembranças, sonhos, músicas, risos, cheiros e ... silêncio.

Um silêncio que leva à tranquilidade, à calmaria e ao encontro do eu com vários outros eu[s] bem recheado de nós. Um encontro agradabilíssimo para formarmos um mundo gostoso.

E como se dá esse encontro com o nosso mundo particular?

Perguntamos ao público feminino, que a cada dia está com múltiplas tarefas: 

Onde fica a magia desse encontro?


“Tive paralisia facial e evitava as pessoas porque um lado da minha face não respondia aos estímulos. A comida caia pelo canto da boca e fiquei dependente. Foi nessa época que encontrei o meu mundo particular (e só meu) andando de bicicleta pela Praia de Boa Viagem, com um fone de ouvido escutando as minhas músicas preferidas. Hoje, faço isso sempre no verão e três vezes por semana. Também aprendi a contemplar. E posso passar um bom tempo na varanda de casa olhando a paisagem. Às vezes até tomo um vinho quando estou contemplativa. Já estou recuperada, mas não deixo mais de viver com capricho, ou melhor, fazendo os meus caprichos.”
                                              (C.S. – não quis dizer a idade / estudante)


“Meu mundo particular tem paz. Isso acontece quando fico sozinha e o marido sai para trabalhar. Aí escuto minhas músicas e canto.”
                                               (Meiri Albuquerque – 33 anos/ secretária)



“Encontro-me na leitura, no crochê e na fotografia. Adoro viajar, principalmente, agora que estou aposentada. Fotografo tudo, principalmente as paisagens.”
                                    (Angela Raposo – 57 anos / fotografa e blogueira)



“Meu mundo particular tem muita gente – é a família. Mas, gosto de ler revistas, assistir TV, conversar e namorar muito.”
                                                (Luciene Oliveira – 43 anos / tapioqueira)



“Trabalho muito. O marido já está aposentado e fica em casa enquanto vou trabalhar. Quando chego, ele entende que preciso passar um tempão calada. Aproveito e assisto às novelas antigas que deixo gravando pelo canal fechado de TV. Tira o estresse.”
                                                (Kátia Jatobá – 49 anos / Engenheira civil)


http://marcionilo12.blogspot.com.br/2011/05/desenhos-do-transito.html


“Sou católica. Quando estou comigo mesma, em silêncio, costumo orar. Também sou saudosista e sempre vêm à tona as boas lembranças. Fico rememorando o passado bom, só meu.”
                                                       (Fátima Galindo – 55 anos / bancária)



“Passo a semana fazendo dieta. Quando chega o final de semana, eu tiro um dia para comer o que gosto sem disciplina. Sou formiga, adoro doces. E como nesse dia para compensar tudo. Também gosto quando estou praticando exercícios físicos porque causa um bem estar muito grande. Esse é o meu mundo particular.”
                                                  (Carolina Apolinário – 27 anos / radialista)



“Fico a maior parte do tempo em casa, sozinha. No meu mundo há músicas alegres e tristes, mas sempre MPB.”
                                                     (Luciana Oliveira – 23 anos / estudante)


“Como não tenho filhos e nem responsabilidade casa e tudo mais que isso implica, encontro-me comigo mesma andando de patins pelo bairro do Recife e alguns parques da cidade, como a Jaqueira e isso me faz sentir livre. Também viajando.”
                                                      (Camila Jatobá – 22 anos / estudante)



“Acho que sou a pessoa mais estranha dos dias de hoje. Não tenho facebook, uso pouco o email e internet. Quando estou só, leio. Aliás, gosto de ficar só. Leio um ou dois livros por mês. E esse é o meu momento.”
                                          (Simone Duque – 53 anos / funcionária pública)