Tapioca rendada












Bato palmas para quem sabe fazer tapioca. Uma comida aparentemente simples de fazer, mas não é. Por experiência própria, sei que ela exige uma técnica e manuseio adequado da goma. Nas duas tentativas que já fiz, nenhuma considerei boa.

Porque fazer tapioca é uma arte. Caso contrário, teremos dentro da assadeira uma goma encorpada, as bordas não ficarão arredondas, a espessura da tapioca ficará grossa e o recheio cairá pelas bordas, ou seja, tudo isso afetará no sabor final.

Por isso, hoje a receita é de Floripes Chedid que, como eu, aaaadooora tapioca.

Anote o passo a passo.

Primeiro, peneira-se a goma da tapioca. Reserva.

Depois se rala o queijo coalho. Existem vários tipos de queijo coalho e alguns são conhecidos por não derreter quando são levados ao fogo.  É esse mesmo que você vai usar.









Mistura-se o queijo ralado com a goma peneirada. Não precisa colocar sal porque o queijo já vem salgado.







Agora, mãos à obra. E o segredo é esquentar a assadeira antes de colocar a goma, usando sempre fogo baixo. Porque quando o fogo fica alto, a tendência é a massa ficar ressecada, dura, ou seja, no popular “borrachuda”.

Coloque a goma da tapioca para preencher a assadeira. Rapidamente, ela vai “ligar”. Em seguida, e com uma colher de pau, vire a goma até assar por igual. A tapioca está pronta. 

Outro segredinho é limpar a assadeira com papel toalha para fazer a próxima tapioca. Isso fará com que os pedacinhos queimados ou mesmo que ficaram da tapioca anterior não grudem na seguinte.













O recheio fica por sua conta. Escolha um ou vários recheios de sua preferência. Tanto a tapioca pode ser comida aberta quanto fechada.












Tente colocar recheios como doces ou até mesmo frutas como banana, abacaxi ou coco. A tapioca também pode ser recheada com ovo frito, carne, presunto etc. Use a criatividade. 

E se você tiver alguma receita que deseja compartilhar, envie-nos: joseane@tudonanecessaire.com






Cara de palhaço, pinta de palhaço




Algumas mentiras que ouvimos, nós temos que fingir que acreditamos para poder viver em paz com as pessoas que encontramos pelo caminho e que nos cercam.

Porque há mentiras que são tão inofensivas para quem ouve, mas tão bombásticas para quem diz. E quem diz nem percebe que uma mentira vai formando sua teia até envolver, por completo, o mentiroso.  Então, quem mente muito começa a acreditar na própria mentira e termina se contradizendo. É nesta hora, que vale fazer uma cara de paisagem, pensar que poderia até ser verdade e, assim, evitar o riso.

Você conhece alguém que mente muito? Não se desespere. Neutralize-se. Finja acreditar, exceto se a mentira for prejudicar você ou alguém que conheça. Caso contrário, esqueça a falsa verdade da pessoa. E depois dê muitas  risadas.

Porque, por poucos minutos, você poderá até parecer ter “cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço“ (Miltinho). Mas, não será. Isso é o mais importante: Não roube sua paz de espírito por causa de pessoas que não merecem.

Então pense:

“Ninguém pode lhe roubar a paz.
Nenhuma força exterior é capaz suficiente para entrar em você e de lá arrancar a paz que você guardou.
Sua paz, porém, é muito sensível aos seus pensamentos.
Os do amor, a elevam. Os do mal, a destroem. É você, portanto, que a eleva ou rebaixa sua paz, tornando-a clara ou escura.
Não trate a sua paz com indiferença.
Você depende da paz tanto quanto ela de você.”

(Lourival Lopes)


Bom início de semana.





Eu posso e devo fazer a minha parte





Vestido criado com sacos plásticos. Exposto no Museu da Biosfera,
em Montreal - Canadá


Antes éramos bombardeados com informações que prenunciavam o que poderia acontecer se não cuidássemos bem do nosso planeta: problemas na camada de Ozônio, aquecimento global, extinção de alguns mamíferos e por aí vai.

Agora já é fato: estações climáticas alteradas, secas atingindo regiões antes chuvosas, catástrofes naturais, vulcões adormecidos entrando em erupção, enchentes devastadoras, escassez de água e racionamento de energia, tromba d'água que mais parecia um tufão em Recife...

Às vezes até parece que o mundo está de cabeça para baixo ou, para quem acredita (que não é o meu caso), que estamos nos fins dos tempos...

Um pouco assustados, é bem verdade, assistimos a natureza responder à nossa falta de compromisso com o meio ambiente por anos a fio. Foram os pequenos gestos que deixamos de fazer que impactaram nessa realidade. Mas, ainda podemos tomar atitudes simples que devem começar dentro de nossa casa, como: o destino consciente do nosso lixo, a economia da água, gás e eletricidade, o tratamento dos esgotos, a preservação das árvores e o consumo de mercadorias produzidas através de matérias-primas renováveis.

Se antes a nossa preocupação era: “Qual o mundo que vamos deixar para os nossos netos?” Hoje devemos responder “Como queremos viver daqui a cinco anos?”.




Representação do quanto descartamos por ano de material eletrônico e plástico.
Exposto no Museu da Biosfera, em Montreal - Canadá.


Fazia tempo em que observava quanto de plástico jogo na lixeira quando estou na cozinha, ou digamos assim, em casa. Na maior parte das vezes são embalagens. Sempre tive dó de jogar embalagens no lixo, porque algumas são tão bonitas e criativas. No edifício onde moro apenas há uma preocupação expressa no descarte do óleo de cozinha para reciclagem, então resolvi fazer um pouco mais na minha casa: comprei uma lixeira específica e todo plástico descartado a cada 10 dias, é fechado e depositado na estação de reciclagem do supermercado Pão de Açúcar, do meu bairro.

















Estação de reciclagem do supermercado Pão de Açúcar



Sei que sozinha não vou salvar o planeta, mas quero contribuir com minha parte. É um trabalho de formiguinha. Você também pode fazer o mesmo ou escolher algo que, pela logística de sua casa, permita ajudar o nosso planeta.


Afinal, será que ainda vamos continuar sendo reféns de nós mesmos?





Superar é humano




“É Preciso Superar!

Na natureza, todo ser vivo é um guerreiro e, enquanto luta, um sobrevivente...

Depois de forte chuva, muito aguaceiro, formigas de asas voam ao relento a procura de um lugar fresco e úmido para escavar e procriar...

Milhares se afogam nas águas ainda retidas da chuva; outras tantas caem em solo duro, impenetrável e, em vão, lutam até a exaustão...

Poucas sobrevivem, mas lutam até o fim, seguindo o seu instinto...

Os homens podem lutar pela sobrevivência, como as formigas, mas podem ir mais além e fazer o seu próprio destino...

Nenhuma outra espécie na Terra tem essa faculdade e essa oportunidade.

Lutar, sobreviver ou sucumbir é animal; superar, humano.”

(Ruy Patu Júnior)

Bom início de semana.