Natal com algodão







A culpa é dos comerciantes, da mídia.

Há poucos dias eu estava votando, ainda pensando no arrasta-pé do São João e com o gostinho de canjica e pamonha na boca. E agora já estou às voltas com os preparativos para a chegada de Papai Noel na minha casa.





Entro num supermercado e lá estão os ingredientes para ceia natalina, mais trufas, chocolates, panetones, aves e tudo mais, afora utensílios de mesa e os enfeites.

Mas, Natal pra mim é isso mesmo. É da cor vermelho e verde, com   brilhos  dourados, prateados e pisca-pisca - é claro.

Natal pra mim tem que ter algodão. Sabe como é? Neve.


Não importa se eu moro no Nordeste do Brasil, onde o frio máximo fica em torno de 24 graus. Nan nan não... Não abro mão do meu pinheirinho, com a neve caindo e Papai Noel chegando de trenó, descendo pela chaminé. Ótimo né?








Não importa que aqueles que se consideram intelectuais afirmem ser Papai Noel produto da Coca-cola, americanizado, vendido. Porque o bom mesmo seria que tudo que fosse veiculado durante o ano trouxesse uma mensagem de paz, sonhos e esperanças. Portanto, não estou nem aí para esses discursos....Quero mesmo é enfeitar minha mesa, meu ninho, da porta da sala à cozinha e banheiro. Tudo nas cores do bom velhinho.

E não abro mão do meu presépio. Esse é bem regional. Feito em barro pelas mãos dos artesãos caruaruenses (viva eles!).  E viva nós que teremos motivos para reunir a família e celebrar.  Celebrar a vida, as conquistas (todas elas), não lamentar as perdas, mas se encher de esperança e acreditar que no futuro tudo será melhor do que hoje. Façamos a nossa parte. Faça a sua.

Muito axé para você.

“O que faz a nobreza de uma coisa é sua eternidade”
                                                      (Leonardo da Vinci)

Bom início de semana. Muita paz.






Saintpaulia ionantha







Como minha mãe, eu também gosto de visitar sementeiras. Gosto de comprar terra, estrume, ver as novidades de vasos e comprar outras mudas de plantas. Desopila e muito...

Estava numa sementeira, em Gravatá, interior do Estado de Pernambuco e, quando saia, o jardineiro me presenteou com uma violeta. Agradeci, mas na hora, juro que pensei “Esta planta vai morrer logo”. Doideira minha, julguei errado porque ela resistiu por muito tempo. 

Eu trouxe a plantinha para casa e coloquei numa das janelas de minha cozinha e dei carinho. Mas, pequei em tantos cuidados e acabei aguando demais. No início ela resistiu bravamente, mas depois a raiz foi apodrecendo e ela morreu. Tadinha. Só depois disso, eu fui buscar informações sobre como cuidar de violetas e hoje compartilho as dicas. Resultado: terminei adquirindo outra muda.





1  A violeta africana ou sanintpaulia ionantha é originária da África.

2  As folhas crescem lentamente (já  tinha dado para perceber).

3 Ela deve receber luz indireta pela manhã ou final de tarde. Ideal para janelas. (Isso eu já tinha feito. Coloquei numa das janelas de minha cozinha, mesmo sem saber se era o lugar apropriado).

4 Não se deve molhar as folhinhas. A violeta gosta apenas de água na terra, ou seja, por debaixo das folhas. No inverno, devemos regá-la com menos água.

5   O solo apropriado é parte de terra, um pouco de areia e matéria orgânica.

Simples, não é? 






A todo mundo eu dou psiu









Sempre tive vontade de perguntar às formigas se quando elas se cumprimentam, mutuamente, exige um esforço maior do que carregar as folhinhas das árvores bem desproporcionais ao seu peso?

Certamente, elas iriam responder que cumprimentar seus pares faz parte do costume do formigueiro, porque representa um gesto de reconhecimento do outro, ou da outra, do membro daquela sociedade de várias patas.

E se elas retornassem a pergunta? Aí, meu amigo, eu ficaria no constrangimento. Por que como eu iria dizer que nós, seres humanos, detentores de inteligência e civilizados, muitas vezes ignoramos o vizinho do lado, o colega de trabalho ou algum conhecido?

Fiquei pensando como eu iria justificar que muitas pessoas sentindo-se superiores as outras, em relação ao status social, só conseguem cumprimentá-las quando precisam delas? As formiguinhas poderiam afirmar que, na sua sociedade, soldados e reis se cumprimentam e se reconhecem.

E eu ficando vermelha, de vergonha, as palavras morreriam em minha boca.

Recentemente, passeando pelo shopping da cidade de Caruaru, distante aproximadamente 120 quilômetros de Recife, entrei no elevador e fiquei observando as pessoas falarem entre si, enquanto estávamos no vai e vem dos andares. Tudo isso antecedido pelos cumprimentos, ao adentrarem. Eram comentários factuais de pessoas que, provavelmente, nunca tinham se encontrado. Quando descemos, falei para o meu marido: "Fazia tempo que eu não via as pessoas se cumprimentarem no elevador". E ele completou: "As pessoas não se cumprimentam mais, e ainda agem pior com o porteiro, ascensorista, garçom, manobrista, recepcionista,  vendedor,  caixa de supermercado,  embalador,  flanelinha e tantas outras pessoas que fazem de sua profissão um serviço. “Tem pena d’eu sabiá, diz por favor, sabiá” (Luiz Gonzaga).

Aliás, precisamos fazer uma diferença entre oferecer um serviço e ser subserviente. Diz Antônio Houaiss (1915-1999) que serviço "é dar de si algo em forma de trabalho", mas subserviente é aquele "que consente em servir a outro de forma humilhante". Infelizmente, mesmo que muitas pessoas não deem esse consentimento, outras tantas se comportam como recebessem, porque elas simplesmente humilham, rebaixam ou menosprezam.

Aprendi, quando criança com meus pais: Ao passar por alguém fale "Bom dia" "Boa tarde ou Boa Noite". Esses ensinamentos foram acrescidos de "Leve o visitante até a porta", diga "Obrigado(a)". Não dê ordens, mesmo que possa fazê-lo, mas coloque na frente "Por favor" ou "Por gentileza". Cresci e transmiti os ensinamentos para meus filhos. Aliás, nós - meu marido e eu. Ele também teve a mesma educação.

“A todo mundo eu dou psiu
(psiu, psiu, psiu)...”
(Sabiá, de Luiz Gonzaga)

Só não pergunto por meu bem, (porque sei onde ele está)
(psiu, psiu, psiu).

Ainda me surpreendo ao cumprimentar algumas pessoas, incluindo alguns dos meus pares, em sentir que elas também não estão preparadas para receber uma saudação. Algumas se viram, ignoram ou, simplesmente, não percebem. Passam. Em algumas pessoas há pressa, mas em outras... é porque não estão precisando do outro, por hora.

“Imagine não existir posses
Eu me pergunto se você consegue
[...]
Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo”
                                               (Imagine, John Lennon)

Penso, e posso está enganada, que as pessoas que baixam a cabeça para não cumprimentarem outro, sem considerar sua atitude como  ofensa, devem está observando o próprio umbigo e acreditando - sabe lá Deus, que tudo gira em torno dele.

Mas penso, concomitantemente, que todo umbigo um dia se encherá de terra e nele passará, inexoravelmente, um caminho de vermes. “É aquela que fere, que virá mais tranquila” (Zé Ramalho). Nisso todos irão se igualar - todas as raças, credos e classes sociais, independente da idade.


Bom início de semana. 



Torta de arroz cremosa





Delícia!  Delícia! Delícia!






Reunião familiar e minha irmã Sineide levou uma torta feita com sobras de arroz. Todos repetiram. Fotografada por mim, não poderia deixar de compartilhar a receita super fácil. Só um detalhe que eu modificaria: colocaria a metade da massa na forma, o recheio e depois a outra metade.






Ingredientes:

2 xícaras (chá) de arroz cozido
2 xícaras (chá) de leite
½ xícara de óleo
4 ovos
50 gramas de queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de fermento em pó
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
Sal a gosto

Recheio:

2 peitos de frango cozido a gosto.
1 lata de milho verde
1 copinho de azeitonas verdes
1 lata de ervilha
4 colheres (sopa) de molho de tomate
Azeite de oliva a gosto

1 copo de requeijão






Mãos na massa:

Primeiro desfie o frango cozido. Acrescente o milho, azeitonas, ervilhas, molho de tomate e tempere com azeite de oliva. Reserve.

Coloque no liquidificador todos os ingredientes da massa, exceto a farinha de trigo. Despeje essa mistura numa vasilha e acrescente a farinha de trigo, mexendo com auxílio de uma colher de pau ou fouet.






Unte uma forma de aro removível com margarina e farinha de trigo. Despeje a massa toda. Em seguida, coloque o frango desfiado e por cima, espalhe o requeijão.  Salpique com orégano, se gostar.

Leve ao forno por 35 a 50 minutos. E bom apetite!