Com a chegada da maturidade








“Nossa vida começa cheia de possibilidades. 

Nossas vidas podem ser moldadas para sermos o que preferimos: de bailarinos a astronautas ou treinadores de golfinhos.

Mas a maturidade vai estreitando nossas opções. Logo somos forçados a escolher faculdades e carreiras. Cada escolha conduz as nossas energias a caminhos específicos e fecha portas para vários outros.

Lá pelos 30 anos, a maioria de nós já definiu o rumo de nossas vidas. Temos nossa profissão, casamento, filhos, religião, etc. É aqui que o idealismo de infância confronta a especificidade da vida adulta, e as coisas podem se complicar... 

É fácil se apegar à ideia de casamento, filhos e religião quando seu parceiro (a), filhos ou comunidade são uma folha em branco na qual você pode projetar o que quiser. Mas quando você vê as peculiaridades de cada um, torna-se tentador jogar a toalha...

E quando a realidade desbanca o romantismo, você pode querer desistir – se divorciar, negligenciar filhos, parar de ir a sua igreja. Mas o ideal é encarar isso como um teste. As pessoas realmente maduras superam os idealismos de casamentos, famílias e igrejas perfeitas e amam aqueles que Deus colocou em suas vidas.

[...] 

Você pode amar a todos que estão ao seu redor porque eles não são perfeitos. Mas, Deus pede que os ame mesmo assim.”

(Extraído do livro Pão Diário, edição 2012)


México, de um povo guerreiro





Janeiro/2017


Avistei um banco no jardim, andei devagar e me sentei no canto. Do lado oposto ao meu, estava uma jovem teclando no seu celular. Ela sequer levantou a cabeça para ver quem estava dividindo o banco com ela.

Ficamos assim por quase uma hora: ela no mundo virtual, e eu no real observando as crianças de mãos dadas com seus pais, jovens com roupas que mais pareciam estar num show de rock, idosos e adultos descontraídos que iam e viam no Parque Chapultepec, no centro do México.


Parque Chapultepec - Visto do Museu de História Natural

Confesso que senti uma pontinha de inveja dos mexicanos. Não havia sinais de medo ou pânico por causa da violência, dos assaltos, das ameaças à mão armada. Há furtos sim, de objetos, em caso de descuido. E sabemos que existe o crime organizado, a violência associada ao narcotráfico. Mas, naquele dia havia certa normalidade que há muito tempo não vejo aqui na cidade de Recife, Pernambuco, Brasil.

Eu estava só, porque marido e filha tinham ido comprar os ingressos para assistirmos o Ballet Folklórico do México de Amalia Hernandez, que encerrava a temporada naquele mesmo dia, nos jardins do Museu Nacional de História, situado no outro extremo do Parque. O espetáculo terminou depois das 21 horas, atravessamos o Parque andando junto com outras pessoas, paramos numa panificadora do outro lado do Parque, comemos algumas guloseimas, pegamos um táxi e fomos para o nosso apartamento. Era um domingo e a cidade dormia sem ameaças de terremoto.


Dentro do Parque Chapultepec:










Quando chegamos ao México, dias antes, do aeroporto tomamos um táxi até o nosso apartamento. Fazia calor. Pedi ao motorista que ligasse o ar condicionado do carro. Ele respondeu que não tinha, porque ar condicionado era opcional e a maioria dos táxis andava de janelas abertas, com ventilação natural. Pasmem! Em todo percurso ninguém colocou em risco a nossa segurança num engarrafamento, nem nos semáforos.


México, janeiro 2017


A cidade do México tem um sistema de transporte precário, a desigualdade social é gritante, mas andamos a pé por ruas e praças, pegamos trem e ônibus. 

E aqui vai minha solidariedade ao povo mexicano pelas perdas de quase cem vidas até agora, causadas por um terremoto na última quinta-feira. Um povo educado, simples, de comida picante, que gosta de cor e tem nas veias o sangue de várias tribos indígenas é, sem sombra de dúvidas, guerreiro por natureza e logo vai se reconstruir.






Sol de Deus












Faça o suficiente





Uma pessoa lhe pede água de coco.  Você não tem na geladeira. Então, sai para comprar.

Mas, não encontra água de coco verde, mas de coco amarelo.

Você compra e ainda traz uma barra de chocolate.

Quando você vai entregar a água de coco para quem pediu, e ainda o chocolate, ela simplesmente diz: 

- Eu só queria água de coco verde, não gosto de coco amarelo. E não precisava trazer chocolate.




Moral da história:


Você pode até pensar em fazer mais, muito mais...

Mas, se não fizer o suficiente, ou seja, apenas o que lhe pede, nunca vai agradar.