Ao acaso...






"O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraída"...



(Londres)



Há caminhos inevitáveis








Há caminhos inevitáveis. O envelhecimento do corpo físico é um deles.

Li a seguinte mensagem:

“[...] É sinal de envelhecimento quando não perguntamos mais “Como vai você?”, mas dizemos “Você está muito bem” – como se estivéssemos espantados.

Envelhecer é inevitável.

Infelizmente, a sociedade tem nos ensinado a temer o avançar dos anos, e a disfarçar essa realidade o quanto pudermos. 



[...] Paulo de Tarso se expressou: “Mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova dia a dia”.

Assim como existem sinais físicos revelando que estamos ficando mais velhos, existem sinais que demonstram que estamos ficando melhores.

Ao invés de nos tornamos mais encrenqueiros, intolerantes e sem amor, aquele que está amadurecendo cresce melhor ao perdoar, amar e cuidar.

Envelhecer é a continuação da jornada... O que significa dizer quer, como o passar do tempo, nosso coração e atitudes deveriam cada vez mais ressoar e refletir o caráter fascinante e modos agradáveis. [...]”

(Trecho extraído do livro Nosso andar diário, edição 2011)

Bom início de semana.


No meu caminho tinha um ponto



No meu caminho tinha um ponto
Tinha um ponto no meio do caminho
Tinha um ponto
No meio do caminho tinha um ponto.


Substituir a palavra “pedra” por ponto, no poema “Tinha uma pedra no meu caminho”, de Carlos Drummond de Andrade, deveria ser a frase dita por muitos estudantes e pesquisadores que tropeçam no ponto e caem de frente com a banca examinadora, quando vão apresentar seus trabalhos de conclusão de curso – o famoso TCC, ou monografias, dissertações e até mesmo as teses de doutorado. 

É ponto e mais uma meia dúzia de detalhes que retiram aqueles décimos que influenciam na nota final. Porque a dificuldade é quase a mesma para a maioria dos estudantes e pesquisadores: normatizar o trabalho de acordo com a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

E hoje vamos falar sobre a numeração progressiva de todos os trabalhos escritos. 

Todos? Isso mesmo, todos! 

Mas a regra é bem simples e você vai memorizar rapidinho, porque a Dona ABNT determina a punhos de ferro: 

Todos os trabalhos escritos, incluindo livros e artigos de periódicos devem obedecer à NBR 6024 - que ensina como numerar as partes de um trabalho, ordenando-o dentro de uma sequência lógica e hierárquica. 

Mas, se você for bom na língua portuguesa e deseja publicar um dicionário, esqueça essa norma, porque é a única exceção.

http://profkathiabazoni.blogspot.com.br/2013/02/algarismos-romanos-atividades.html


Você teve dificuldade de aprender algarismos romanos na escola? 

Então, alegre-se. Chegou a hora de esquecê-los para sempre, ao menos, no seu trabalho. Porque a Imperatriz ABNT ordena: 

Utilize algarismos arábicos, ou seja, 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9.


Agora, veja os exemplos e encontre os erros.









Conseguiu encontrar os erros? Não?  Então, vamos apontá-los.

Primeiro erro:  Não seja o centro das atenções.

Portanto, não centralize o título nas seções do trabalho.  

A NBR 14724 é taxativa: Títulos devem ser alinhados à esquerda da página ímpar, exceto na capa e folha de rosto.

Segundo erro: Você adora enfeitar?

Esqueça esse jeitinho, ao menos, no trabalho.  Porque a Dona ABNT é simples e não aceita sinais de pontuação, exceto para separar títulos e subtítulos, com os dois pontos. 

A NBR 6024 dita: O número da seção deve ser separado do título, apenas por um espaço.

E qual o tamanho desse espaço? Apenas o espaço relativo a um caractere.

Esqueça também (e para sempre) do sinal de pontuação logo após o título do trabalho.

O correto do exemplo citado é:



Lembre-se que você pode subdividir o trabalho em até 5 seções. 

Também mais do que esta quantidade, entregue um mapa da mina à banca examinadora. 

Anote o exemplo: 10.1.1.1.1

Não é fácil numerar o trabalho? Mais fácil ainda é saber que você não vai precisar numerar:


Errata
Agradecimentos
Lista de ilustrações
Lista de abreviaturas e siglas
Lista de símbolos
Resumos
Sumário
Referências
Glossário
Apêndice(s)
Anexo(s)
Índice(s)


Coitadinhos!

Já que Madrasta ABNT não deixa numerar essas seções, chegou a hora de você matar a vontade e centralizá-las. Isso mesmo! E não tenha medo de errar porque a Dona ABNT só permite para essas partes do trabalho. 

Porque a folha de aprovação, dedicatória e epígrafes, você já não iria numerar mesmo, não é verdade? Nelas, a numeração fica proibida, tá?

Agora vou contar um segredinho de arrepiar:

Dona ABNT não perdoa preguiça ou falta de tempo. Ui!

Portanto, ela não esqueceu de dizer, na NBR 6024: você precisará escrever, escrever, escrever... em todas as seções (todas, tá ligado?) textos abaixo dos títulos, nem que sejam dois parágrafos.

Então memorize um exemplo:

1 BREVE HISTÓRICO

Texto, texto, texto, texto para encher linguiça

1.1 Situação social


Texto, texto, texto, texto para encher linguiça


Boa sorte!




Você também poderá consultar:







O pai de Brennand


crédito da imagem



Francisco Brennand, artista plástico pernambucano, disse numa entrevista ao jornalista Gerson Camarotti, também pernambucano, que quando ele levou ao pai a ideia de restaurar a antiga fábrica de cerâmica da família,que estava desativada para transformá-la num atelier, o pai respondeu:

- Só não mando você começar agora porque já é noite. Comece amanhã.

Ele beijou seu pai na testa e agradeceu.

Com uma produção artística que prevalece erotismo, Brennand contou a Gerson que, durante anos apenas o pai lhe visitou e mais ninguém.

Pensei então, o visionário foi, sem dúvida, o pai. 

Hoje, Brennand é um dos artistas mais renomados das artes plásticas, com reconhecimento internacional.

Assim como Brennand, precisamos nos cercar de pessoas incentivadoras, empreendedoras e que tenham os pés no futuro, sem deixarem de ser responsáveis e de correrem riscos calculados. E nos afastarmos daquelas que são negativas, ultrapassadas, inseguras e medrosas.

"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!"
(Música: Mais uma vez, de Renato Russo/Legião Urbana)

Um ótimo início de semana. De paz...





Lombo e picanha suína ao molho de maracujá








Vamos fazer uma comidinha descomplicada...

Lombo e picanha suína ao molho de maracujá.

Delícia. A marca usada foi Sadia (não é comercial).




Espremi um limão por cima das carnes.

Temperei com alho granulado, salsa e cebola desidratada.

Inclui alecrim.





Depois, retirei o sumo de dois maracujás e reguei as carnes.












Intercalei as camadas com muita cebola.






Reguei com azeite de oliva. 




Levei ao forno.


Forrei a travessa com folhas de alface, acrescentei azeitonas verdes e arrumei as carnes. Ficaram ótimas.







O cinto laranja




Gosto de combinar. Sou dona combinadinha assumida. Entra moda e saí moda, continuo do mesmo jeito. Fazer o quê? É estilo. Esse é o meu.

Um dia cheguei ao trabalho com um cinto laranja, comprado há anos numa dessas Fenearte (Feira Nacional de Negócios e Artesanato).

Peças em couro se desgastam pouco, a pessoa enjoa e não se acaba...

Exageros à parte, eu usava o cinto combinando com vestido.  Como ele é grande, quem me vendeu disse que uma das formas de usá-lo era enrolar a parte que sobrava no próprio cinto.

Acredite. Eu usei por anos desta forma.

Até que nesse dia, uma companheira de trabalhou perguntou: Por que você não afasta um pouco mais a reata e coloca a parte que sobra do cinto?

Simples assim.

Eu não tinha parado para observar que a reata não estava presa ao cinto e podia se deslocar.

No meu MBA há alguns anos, um professor disse no primeiro dia de aula: 



Não é regra, evidentemente. Mas, está estatisticamente comprovado nas grandes empresas.

Na vida, é quase assim – cometemos excessos em todas as esferas, sobretudo, nas pessoais e afetivas, onde as emoções são difíceis de serem controladas ou equilibradas.

Então, a maioria de nós encontra soluções complicadas para situações simples. Complicamos quando deveríamos facilitar;

Alteramo-nos na fala e nos gestos quando poderíamos falar com equilíbrio;

Aumentamos os fatos quando o silêncio levaria a tranquilidade de todos;

Melindramo-nos e vitimamo-nos exageradamente quando o ideal seria desculpar;

Emolduramos os defeitos alheios quando sabemos que não há perfeição;

E lançamos nas pessoas as nossas expectativas pessoais.


Bom início de semana.