Outras pessoas estão colhendo o benefício do seu trabalho?



Enquanto eu fazia minhas unhas, comecei a sentir simpatia por minha mão direita. Ela faz a maior parte do trabalho, mas a minha mão esquerda recebe mais atenção.

A minha mão direita aplica esmalte cuidadosamente nas unhas da minha mão esquerda, porém a minha mão esquerda por falta de habilidade e coordenação não retribui o favor.




O esmalte da mão direita está sempre mal passado. Uma das mãos faz melhor trabalho, mas a outra mão recebe toda a atenção e honra.

Enquanto eu trabalhava nas minhas unhas das mãos, os meus pensamentos se voltaram para algo muito importante – as pessoas em minha igreja das quais são extremamente habilidosas em tarefas que fazem outras terem boa aparência. Entretanto, são indivíduos que trabalham duro e raramente são notados, pois o trabalho deles coloca a atenção em outra pessoa. Parece injusto que aqueles que fazem um trabalho tão bom recebam tão pouco reconhecimento.

[...] Mas Deus vê o que os outros não veem e recompensará aqueles cuja obra é invisível para os outros.

Portanto, se outra pessoa estiver colhendo os benefícios de seu trabalho, não desanime. Deus recompensa àqueles que trabalham de modo invisível. [...]

(Extraído do livro Nosso andar diário, Ed.2011)



Um ótimo início de semana para você.





A doçura das avós





Texto de Dayse de Vasconcelos Mayer


(Para todas as avós)


Dizem que as avós têm pouca energia. Não acredito. A palavra energia é um desses vocábulos polissêmicos que abarcam a idéia de vitalidade física e psíquica. Aqueles que já ultrapassaram a faixa dos 50/60 talvez já estejam com o vigor físico diminuído, mas são compensados pelo denodo da alma, viveza do caráter, sabedoria e experiência. Recordo que as minhas avós, cada uma a seu modo, repassaram-me as doçuras da vida. A materna tinha o nome de Anunciada – a mulher serena, afável, terna e de uma simplicidade singular. Acho que este deveria ser o nome de todas as avós do mundo. Significa comunicar alguma coisa e transmitir uma notícia alvissareira. Recordo a mensagem do anjo Gabriel à Virgem Maria anunciando que seria a mãe de Jesus.




Penso na felicidade de uma criança que pode ter avós e conviver com eles. Raquel de Queiroz, em uma das suas crônicas e poesias, acentua que os netos caem repentinamente do céu, num ato de Deus. A dádiva não vem acompanhada das exigências de nenhuma ordem: as dores do parto, as necessidades domésticas, os conflitos entre os cônjuges, etc. Sente-se apenas que o neto nos foi confiado para a redenção dos nossos erros, compensação das nossas perdas e resgate da nossa juventude. São amores novos, profundos, felizes, purificados pelo tempo, purgados de todas as nossas imperfeições ou culpabilidade. Mas a avó possui um importante rival: a filha ou nora. A justificativa é simples: mãe e avó desempenham, respectivamente, o papel de esposa e amante, daí os conflitos por vezes inevitáveis.

Um final de semana na casa dos avós é uma deliciosa fuga à rotina e uma aventura interminável, liberta da disciplina materna: dormir tarde sem escovar os dentes e sem o banho noturno, recusar o leite, comer biscoitos, chocolates e tomar sorvetes, acabar com as resmas de papel do escritório – escondendo desenhos e escritos nos lugares mais improváveis -, ver televisão até altas horas da noite, deixar roupas e toalhas molhadas pela casa inteira, pular em cima das camas, usar canetas, cola, durex e grampeador, quebrar copos e louças e mostrar os cacos com as mãozinhas estendidas e os olhos marejados de lágrimas esboçando as mesmas frases: De novo!, Foi sem querer!



A avó – repetindo, metaforicamente, a situação dos amantes -, vive das sobras do tempo. É a mãe que dorme com o filho, veste-o, ensina os deveres de casa, levanta o cobertor todas as noites para que não sinta frio, etc. Felizmente a avó conta com o cansaço e a rotina desfavorável às mães ou pessoas que vivem sob o mesmo teto e acabam por fazer uso de palavras por vezes irritadiças e mal-humoradas. Por isso a avó é tão sedutora. Além de residir em outra casa, está sempre bem disposta, feliz – mesmo quando as articulações diminuem sensivelmente o seu entusiasmo -, perfumada e pronta para a satisfação dos desejos dos seus amados: viajar ou planejar passeios, adquiri presentes, ir ao cinema, ser a confidente idônea nas horas de ressentimento com os pais, colegas e namoradinhos, jantar e almoçar em restaurantes...

Certamente haverá outras distrações que enriquecem o dia da partida final. Mas isso é uma contingência que paira sobre nós todos. Restarão os retratos de um tempo em que precisamos de colo e a recordação doce de um amor sem exigências de cobranças e recompensas.

Texto contido no livro:
“O Risco é o caminho: crônicas”, editado pela Gregory, em 2013.



Parabéns pelo seu Dia - 26 de julho.



Arroz de forno























Você está com água na boca, não é verdade?

Dependendo da hora em que você estiver lendo este post, sairá correndo para fazer um delicioso arroz de forno. Este, foi minha irmã Sineide  quem fez e enviou as fotos. É super prático.

 Você vai usar:

4 xícaras (chá) de arroz cozido
3 xícaras (chá) de frango desfiado, cozido e temperado ao gosto
1 lata de creme de leite
1 caixa de milho verde
250 a 300 gramas de queijo mussarela fatiado
1 pacote de queijo parmesão
½ xícara (chá) de leite integral

Mãos à massa:

Primeiro misture, numa panela, o creme de leite, o leite integral, o frango desfiado e o milho verde.

Depois, arrume numa forma refratária, já untada com margarina, os ingredientes: arroz cozido, o creme de frango e cobrir com o queijo mussarela.

Salpique com queijo a parmesão ralado e leve ao forno por 20 minutos. Sente à mesa e bom apetite!



A Mesa
A mesa continua sendo insuperável em importância, 
dentro ou fora de casa.

É na mesa que as pessoas são colocadas em posição de igualdade, 
frente à frente, para conversar;
É na mesa que se saboreiam os alimentos e se experimenta 
de tudo que agrada o paladar;
É na mesa que se fazem e se consolidam amizades;
É na mesa que se discutem e se amadurecem ideias;
É na mesa que se conversa à vontade e se trocam confidências;
É na mesa que se escoam as mágoas da vida e os lamentos pelo que 
se fez ou se deixou de fazer;
É na mesa que muitos louvam a Deus, fazem suas oferendas e 
agradecem o "pão nosso de cada dia";
É na mesa que o homem se apoia, realiza o seu 
trabalho e expõe a sua criação;
É na mesa, enfim, que os que dela se servem tomam 
grandes decisões, inclusive de virar a mesa...”

(Ruy Patu Júnior)






Nas pequenas coisas...



Imagem:http://outraspalavras.net/blog/2013/11/05/agroecologia-brotam-sementes-livres/




Geralmente, reclamamos muito da vida. Parece ser uma atitude característica da maioria dos seres humanos - ver o lado ruim das coisas.

Veja esta mensagem:


 Alegre-se com pequenas coisas.

Não espere que aconteçam grandes coisas para ficar alegre.

Sua alegria deve despontar a partir de pequenas coisas:

- O olhar;

- o sorriso;

- a mudança agradável de temperatura;

- a chuva que cai;

- o vento leve;

- o cumprimento amigo;

- o encontro com as pessoas conhecidas;

devem ser o suficiente para você se alegrar.


Quanto mais você exercita a alegria nas pequenas coisas mais se capacita a senti-las nas grandes.



(extraído do livro “Sementes de felicidade”, 
de Lourival Lopes, editora Otimismo, 2013)



Bom início de semana.




Aos meus amigos...









Aos meus amigos, com carinho, um trecho da crônica “Ah, os amigos”, escrita por Rachel de Queiroz, sobre esta relação que todos nós temos condições de cultivar: a amizade.


Um abraço virtual no Dia do Amigo.