Como citar aulas no TCC








Há professores que encantam.

Eles têm uma magia, um domínio na comunicação oral, um empoderamento do conhecimento - fruto de muitos anos de estudos, pesquisas, troca de experiências, análises, dedicação, disciplina, erros e acertos que os fazem emitir opiniões assertivas e reflexivas. Ousam. Eles são formadores e transformadores de opiniões, de curso, de caminhos, de vida...

Esses professores despertam uma vontade de o aluno abarcar rapidamente aquele conhecimento que está sendo transmitido em sala de aula. Impossível. Mesmo porque cada um apreende a informação de maneira diferenciada, singular.

Mas, como citá-los em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), dissertação ou tese?

Vejamos os elementos descritivos essenciais para essas “outras fontes de informação”, segundo a Associação Brasileira da Normas Técnicas (ABNT- NBR-6023).

   Nome do professor;
  Título da aula;
Ano em que o trabalho foi preparado (edição);
Local - instituição onde foi ministrada a aula, disciplina;
Cidade onde a aula foi ministrada;
Data (ano).

Fórmula:

SOBRENOME DO PROFESSOR, prenome. Título da aula. Ano em que o trabalho foi preparado. Local (instituição) onde foi ministrada a aula, disciplina. Cidade onde a aula foi ministrada. Ano.

Exemplo:

PIMENTEL, Alexandre Freire. As alterações do novo Código de Processo Civil (CPC). 2016. Aula magna ministrada no Curso de Mestrado da Faculdade de Direito do Recife. Recife, 2017.

MACHADO NETO, Antônio. Evolução do conceito da cadeia de logística. 2016. Aula ministrada na disciplina de Logística, do curso de Engenharia de Produção da Faculdade Senac Pernambuco. Recife, 2017.

Não sabe o título da aula?

Você sabe o assunto da aula, mas não sabe o título e quando ela foi preparada? 

Não tem problema.

Título é:

“Palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou o conteúdo de um documento”. (Ver NBR – 6023, subseção 3.13)

E a ABNT recomenda usar “Colchetes” sempre que deduzimos uma informação, ou seja, não temos certeza. (ver NBR-6023, subseção 8.2.6)
  
Exemplo:

PIMENTEL, Alexandre Freire. [Reflexões sobre as alterações do novo Código de Processo Civil]. [2016]. Aula magna ministrada no Curso de Mestrado da Faculdade de Direito do Recife. Recife, 2017.

MACHADO NETO, Antônio. [Evolução do conceito da cadeia de logística]. [2016]. Aula ministrada na disciplina de Logística, do curso de Engenharia de Produção da Faculdade Senac Pernambuco. Recife, 2017.

Entendeu?

Então o que está esperando para continuar o TCC? Siga em frente porque o sucesso dependerá do seu esforço e, um dia pode o professor ser você.

Lembre-se:

Nestas referências estão sendo aplicadas o conceito das seções 7.1 e 8.11.4, da NBR -6023. Não se aplica a orientação da Seção 7.6. 

Boa sorte!






Aguarde o momento certo para continuar






                                                       Trecho do livro "Cem dias entre o céu e mar", de Amyr Klink




Bom início de semana.


Contrariado








Foco








Será que Nelson tinha razão?







Estava no aeroporto do Rio de Janeiro, voltando de uma dessas viagens a trabalho. Cheguei cedo para não pegar engarrafamento no caminho e arriscar perder o voo. Portanto, esperei muito para embarcar. 

Uma senhora que me viu sozinha, sentou-se ao meu lado. Puxou conversa. Disse que tinha medo de avião, mas que estava indo ao Recife para rever os filhos. Coincidência ou não, eu também não gosto de avião.

Ela desenrolou a sua história: O marido tinha se aposentado e eles foram morar no Rio. A cada seis meses ela vinha ao Recife ou quando batia a saudade. Em Recife, ficou o casal de filhos. O filho mais velho era divorciado e isso quase lhe custou à vida. Nele, estava toda a sua preocupação desta senhora.

Continuei escutando sua história e vez por outra, interrompia para comentar a narrativa.

Entramos no avião. Para a nossa surpresa, as nossas cadeiras eram juntas – ela na janela e eu no corredor. Blá, blá, blá, blá.

Conversamos do Rio até Recife. Blá, blá, blá, blá. E a viagem pareceu rápida. Nada de turbulências.

Quando o avião aterrissou pensei que tinha feito uma nova amizade. Tirei da bolsa meu cartão pessoal e ao entregar para mantermos contato no futuro, percebi que ela simplesmente recebeu sem expressar, contudo, o desejo de dizer o seu telefone.

Quando saímos do avião, ela se afastou e sequer se despediu.

Então, eu lembrei do que disse o dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues, certa vez, ao ser entrevistado pela escritora/jornalista Clarice Lispector: “O amigo possível e certo é o desconhecido com que cruzamos por um instante e nunca mais. A esse podemos amar e por esses podemos ser amados. O trágico na amizade é o dilacerado abismo da convivência”.

Será que Nelson tinha razão? 




Comprometimento