Comprometimento


























Desejo...








Bom início de semana.











Sabe quem não erra?



Lembrança de um tempo bom, em frente a um restaurante em Campos do Jordão (SP)

A Academia de Hollywood errou na entrega da premiação do melhor filme este ano. A imprensa do mundo todo não perdoou. O assunto foi explorado por todas as mídias durante dias consecutivos. É como se todos estivessem lavando a alma com o erro de quem dita normas, regras e exigências para conceder o troféu e não permite imperfeições.

Haverá mudanças na Academia, anunciou a presidente Cheryl Boone Isaacs, esta semana, para que o erro não torne a acontecer ou outros maiores não venham se somar a essa história.

Mas, os envolvidos no episódio, os cineastas dos filmes La La land e Moonlight tiveram atitudes elegantes, civilizadas e se elogiaram mutuamente. Afinal, erros acontecem.

Assim mesmo acontecem com pessoas perfeccionistas. Elas buscam acertar e para isso planejam, tentam envolver e estimular pessoas, não medem esforços para aceitar os desafios, fazem ajustes aqui e acolá, corrigem quantas vezes forem necessárias, recomeçam, se doam para concluir etapas e tarefas, e são verdadeiramente inquietas com o tempo.

Mas, ai do erro!

Ao menor sinal dele, aqueles que convivem com o perfeccionista, geralmente, não perdoam:

 “Você viu? Fulano errou”.
 “Não deu certo”.
 “Foi pouco pra ele (a)". 
 "Vamos ver como sai dessa agora.” 
 “Acha que sabe tudo e errou.” 

São tantas frases... Algumas ditas em tons de ironia, de maneira sarcástica que apenas revelam o fracasso daqueles que não têm forças para construir. São pessoas que vivem fiscalizando o outro, espreitando e com o gatilho no disparador da ironia.

E quando eu falo em construção, quero citar as etapas que envolvem: planejamento, execução, avaliação, correção e recomeço. São etapas que exigem disposição, determinação, renúncia, disciplina, persistência e coragem. Isso, infelizmente, nem todos têm. O erro dói muito mais no perfeccionista ou em quem está executando do que em quem está apenas na plateia, esperando a hora de vaiar.

Uma vez, quando eu estava lamentando um erro ocorrido numa das etapas de editoração de um livro, ouvi de uma pessoa com cargo superior ao meu e que estava feliz com o resultado final do trabalho:

- Sabe quem não erra, Joseane?
- Quem nunca faz.

A frase eu escutei há mais de quinze anos, mas ela continua bem viva na mente.

Avante!  

Frase grafada na parede da Escola de Especialistas de Aeronáutica,  em Guaratinguetá, São Paulo.


Excelente início de semana.





As pessoas que realmente nos amam não nos abandonam




Eu tenho desses momentos de voltar ao útero familiar de proteção, à essência, e de ficar enclausurada dentro da minha casa - cheia de referências da minha terra, do meu povo e das viagens que já fiz...

Desta vez, a parada regulamentar foi para cuidar da saúde e se restringiu, fisicamente, em transitar entre a cama e a poltrona do papai, exercer o total poder sobre o controle remoto da TV da sala e assistir a alguns filmes que tive preguiça de ver, associada à minha falta de tempo, quando ocuparam as telas do cinema.

Conversei com meus amigos e amigas que me visitaram sem me preocupar com os ponteiros do relógio e, dessa vez, controlei minha ansiedade para não responder as mensagens que tratavam de tarefas profissionais. Convalesci!

Não terei saudades, evidentemente, das dores, curativos, medicamentos regulados por horários, tampouco da dependência de terceiros para realizar alguns movimentos, mesmo que os terceiros tenham sido marido, filhos, familiares e auxiliar.




Mas, terei imensamente saudades das visitas da minha mãe que, prestes a completar 87 anos de idade, almoçou em dias alternados comigo e passava a tarde sentada na cadeira ao meu lado só para que eu não me sentisse sozinha, enquanto todos da casa estavam na labuta diária. “A pessoa acostumada ao trabalho, sente falta da rotina”, disse. Verdade! Mais verdade ainda é saber que não existe amor maior do que de mãe.

O corpo sentiu. Mas, a mente reagiu a tantos cuidados e dedicação dos familiares e verdadeiros amigos.

E a cada parada regulamentar, eu me conscientizo que a vida na terra é mesmo um sopro do tempo, e que as pessoas que realmente nos amam não nos abandonam jamais. Pelo contrário, elas arregimentam outras tantas para que juntas possam nos auxiliar. É assim com o mundo visível e invisível.