Mas, ...



“Vento, ventania,
Me leve pra qualquer lugar”
(Biquini Cavadão)


- Você aceita chá ou café? Tanto faz.
- Você prefere ir andando ou de carro? Tanto faz.
- Você quer ir para o céu ou inferno? ...

Tanto faz um como o outro / Tanto faz uma situação como a outra.

Esse é o tipo de resposta que, particularmente, detesto. Porque é uma resposta cômoda. A partir do momento em que não se escolhe, transfere-se para o outro a responsabilidade da escolha, opção, caminho, negócio, e da dúvida. E a dúvida é a falta de certeza de quem não sabe como agir. A dúvida também poderá causar consequências desastrosas, contrariedades, desentendimentos que poderiam ser evitados. Um exemplo é a dúvida se você acredita numa pessoa ou não.

A dúvida também pode também causar constrangimento. Ao servir o café ao invés do chá, a pessoa pode estar, por exemplo, quebrando uma dieta alimentar. Coisa boba. Parece simples, mas não é. Porque aprender a escolher um caminho, e se responsabilizar pela escolha é uma lição para ser aprendida na infância. Ao expressar sua opinião, mesmo que não seja da maioria dos presentes, a criança expõe a sua individualidade, que deverá ser respeitada. Isso não quer dizer que deve ser aceita. Mas, poderá levá-la a um consenso, ou seja, a um acordo.

E consenso promove harmonia, tranquilidade e paz. Portanto, quando alguém perguntar:

- Você aceita chá ou café? Aceito café. Mas, se for mais fácil fazer o chá, eu posso tomar sem problemas.
- Você prefere ir andando ou de carro? Prefiro ir de carro. Mas, se for perto, desta vez posso ir andando com você.
- Você quer ir para o céu ou inferno? Minha programação é ir para o céu. Mas, o purgatório já é meio caminho andado.

Tenho algumas opiniões que não agradam a todos. Mas, se eu pensasse que agradariam, estaria desejando ser maior do que o Mestre Jesus, porque nem ele conseguiu tamanha façanha.  Tô fora!

Vento, ventania,
Me leve pra qualquer lugar
[Mas], me leve para qualquer canto do mundo
[Da] Ásia, Europa, América
(Biquíni Cavadão)



Bom início de semana.





O que li por aí - 3








Há três causas que retardam a vida e o desenvolvimento do ser humano: 

A INSENSIBILIDADE, que não permite que o amor aflore; 

O ÓDIO, que é uma forma de paixão inversa, mesquinha e destruidora; 

A SUFICIÊNCIA, que causa acomodação, apatia, preguiça, ociosidade e desvalorização.





Há três forças que impulsionam a vida e o desenvolvimento do ser humano: 

O AMOR, para os idealistas; 

A PAIXÃO, para os ambiciosos; 

e A NECESSIDADE, para os acomodados.


(Ruy Patu Júnior, magistrado e escritor)



Nossa antena




Faz muitos anos e aconteceu comigo.

Estava num consultório médico, esperando minha vez de ser atendida. Quando uma senhora ao meu lado começou a contar para mim o porquê de estar também ali. Ela, talvez para dividir a preocupação ou desabafar, começou a desenrolar toda a sua história. Aos poucos, comecei a suar. E o suor foi progredindo para um mal estar, sem que ela percebesse. Comecei a passar mal. Pedi licença, fui ao banheiro e quando voltei procurei um lugar mais afastado. 

Hoje, sei que todo o relato que ouvi misturado com uma alta dose de ansiedade pela consulta que eu iria fazer, foi o tiro que faltava para minha imaginação atravessar as fronteiras da razão e somatizar um problema que não era meu.  O que houve? Fraqueza? Medo? Falta de fé? Ou o somatório de tudo isso? Talvez.

O certo é que a mente é uma grande receptora de energias que desequilibram o nosso eixo espiritual. Esse eixo que está apoiado nas vibrações que recebemos de forma vertical e horizontal, e pode ser representado por uma cruz. Do alto recebemos as energias dos raios cósmicos. Do solo as emanações que nos atingem provêm dos metais e da água. E, finalmente, no sentido horizontal recebemos as energias das plantas, animais e do próprio homem – ou seja, dos nossos amigos, conhecidos, inimigos e pessoas que cruzam em nosso caminho. Estes ensinamentos podem ser mais pesquisados acessando o livro “Passes e curas espirituais”, de Wenefledo de Toledo. (Faça download aqui).


Figura do livro "Passes e curas espirituais", de Wenefledo Toledo.

Por exemplo, se instalamos uma antena para captarmos os sinais de TV,  da mesma maneira a nossa conduta funcionará para captarmos ou não as energias positivas e/ou negativas. Por isso, sentimentos de medo, ansiedade, angústia, desesperança, inveja, egoísmo, cobiça, orgulho e tantos outros nos levam ao calabouço espiritual e alimentam a nossa imaginação.

E a imaginação é a fábrica onde muitos acontecimentos nascem, tendo como matéria-prima a energia que recebemos. Lembrando que, se recebemos, também transmitimos. Então, quando a nossa mente estiver dando asas às imaginações negativas, é preciso ter força de vontade para reagir, sendo a oração uma grande aliada nessa hora. É fácil? Não. Mas, ao menos sabemos que um dos caminhos para se chegarmos à paz, tranquilidade e equilíbrio, depende muito mais de nós do que dos outros. Depende de onde sintonizaremos nossa antena para recebermos os sinais.


Bom início de semana.


Porque metade de mim é amor... e a outra metade também







Admiro as mulheres que, em pleno século 21, escolhem ficar em casa, cuidar de filhos, marido, cachorro, periquito, papagaio e toda a sorte de ocupações domésticas que envolvem uma casa e filhos.

Mas, com todo respeito que eu tenho as opções de vida, nem uma delas me causa inveja. Desde adolescente, nunca imaginei vivendo nessa condição. Como acredito que esperar provoca desconforto, ficar como #mulher-espera poderia causar em mim uma monotonia e uma vontade de fazer algo mais - que poderia causar um estresse maior do que as cobranças das rotinas profissionais fora do lar.

Esperar o marido chegar em casa para atender as necessidades que passam, desde as metas básicas e  materiais, até definir o rumo dos acontecimentos que estão ligados aos projetos futuros da família, sem ser um dos atores principais na sua execução, é uma escolha para quem já nasceu com essa vontade ou dom. Nada contra. Mas, fico imaginando que além de mãe, essas mulheres conseguem também ser babás em tempo integral. 

Afinal, todo caminho resulta de uma escolha. A escolha é precedida de um sonho. E muitos sonhos não são fáceis de serem concretizados. Dessa maneira, penso que a vida da #mulher-espera não é fácil, e faz parte de um jogo de xadrez onde o rei não deve ser derrubado, exceto se houver uma sacudidela da vida e a realeza seja ameaçada na sua paixão,  amor e status social. Mas também, as sacudidelas da vida fazem parte da realidade de todas, sem exceção. (“Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio” – Oswaldo Montenegro)

Então, sempre me imaginei pelo mundo afora, mas ao mesmo tempo dentro do lar, caminhando ao lado de marido e filhos. Se árduo é o trabalho das donas de casa, na mesma face da moeda está a consequência de quem, após parir escolhe entregar um filho meses depois a uma babá ou creche, para ir à luta e continuar buscando sua independência ao invés de ficar 24 horas chocando sua cria, sem trégua. (“Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade” – Oswaldo Montenegro).

Contudo, passada a fase de adaptação entre mãe e filho da partida a cada manhã (que é relativamente rápido), a mulher que escolhe continuar exercendo sua profissão pode ser movida por uma irresistível paixão pelo que faz e, aos poucos e com muita dor, ir compreendendo que o importante é mesmo a intensidade dos momentos vividos junto aos filhos, o compartilhamento das emoções, o comprometimento com a construção de sua educação e futuro, além da atenção integral que dedica a cada um quando está ao seu lado. (“Porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão” – Oswaldo Montenegro)











Porque, escolher não trocar fraldas todos os dias e o dia todo, nem ajudar em todas as tarefinhas escolares não significará jamais a ausência, a irresponsabilidade ou qualquer outro sentimento que nos tornará menos mãe e mulher.  E nesse contexto, é sempre bom lembrar que nós mulheres dispomos de uma capacidade enoooorme de lidar com os múltiplos papéis e, em cada um deles buscar a perfeição.  Por isso, não me arrependo da escolha de ser mãe e trabalhar fora do lar porque “metade de mim é amor... e a outra metade também” – Oswaldo Montenegro.