Bolo Souza Leão










Promessa é dívida.

E hoje estou pagando a dívida a Dôra Moreti, carioca, leitora do Tudo e grande apreciadora da culinária pernambucana. Dôra, por email, me cobrou a receita do Bolo Souza Leão, considerado um Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco, pela Lei nº 357, de 22 de maio de 2008. Esta receita eu tenho anotada no meu caderninho há anos. 






A primeira notícia que se tem do Bolo Souza Leão foi em 1859, quando foi servido ao Imperador Dom Pedro II e sua esposa, Tereza Cristina, numa viagem que o casal fez a Pernambuco. O bolo foi oferecido pela tradicional família Souza Leão, proprietária de vários engenhos de açúcar, nos municípios de Moreno e Jaboatão. Isso justifica também a grande quantidade de açúcar usado no seu preparo.



















O bolo é feito com outros ingredientes típicos da Região Nordeste como a massa de mandioca e o coco. Vale ressaltar que a manteiga que as donas de casa usavam, na época do Império, era feita na cozinha dos engenhos. 

O Bolo Souza Leão tem preparo simples e rápido. Rápido também será a forma em que ele irá desaparecer de sua vista, de tão gostoso. Na minha casa sempre passa poucas horas. Delícia!


Anote os ingredientes:








Faça uma calda com:

½ kg de açúcar
1 xícara de água

120 gramas de margarina






Misture o açúcar com a água e leve ao fogo até ferver, mexendo sempre.


Depois acrescente a margarina. Deixe esfriar um pouco, mas não deixe que a calda engrosse muito.






Em outro recipiente, coloque a massa, as gemas e o leite de coco, misturando com uma colher de pau.













Acrescente a calda





Mexa até a massa ficar uniforme.




Unte a fôrma com margarina e polvilhe com açúcar.




Despeje a massa.




Leve ao forno quente, em banho-maria por 50 minutos.





A história do bolo afirma que era tradição servi-lo em pratos de porcelana ou cristal. Provavelmente, a exigência está ligada a aristocracia da família Souza Leão que batizou esta delícia.






Dôra, agora só não me peça para fazer um bolo de rolo. É super difícil kkk.



Cada um compõe a sua história










A morte do ex-governador de Pernambuco e candidato (PSB) à Presidência da República, Eduardo Campos, que comoveu os pernambucanos e todo o país, descortinou, sem pedir licença e mais uma vez, o véu que disfarça a fragilidade e a brevidade da vida. E o fato também sussurrou nos nossos ouvidos que nem sempre os nossos planos estão de acordo com os de Deus.

Todos nós sempre soubemos que a morte é o destino certo, mas vivemos como se não fossemos passageiros de um trem e obrigados a descer, um dia.

Se por um lado é bom que tenhamos a ideia de sermos eternos aqui na terra, porque isso nos motiva a projetarmos sonhos e desejos para daqui a pouco, por outro lado a morte e a dor nos leva a refletir sobre a importância das pessoas e coisas que estão ao nosso redor. E ponderar sobre a importância do valor que atribuímos ao pequeno, aos melindres, as vaidades, as ganâncias e toda sorte de comportamento que nos desviam do real valor da vida. São as tantas coisinhas miúdas que tomam dimensões maiores do que desejamos e depois nos levam ao arrependimento...

Diante da perda e da dor, muitas de nossas atitudes se tornam mesquinhas. Não é verdade? Então, que tal responder para nós mesmos:

- Como estamos nos sentindo diante da vida?
- Estamos trabalhando para realizar nossos objetivos?
- Estamos satisfeitos com o nosso comportamento ou há um abismo entre o que desejamos ser e o que realmente somos?
- Temos cultivado e valorizado os relacionamentos que protagonizamos ou desprezamos os afetos?

Se depois de responder a essas perguntas sentirmos um bem-estar invadir a nossa alma, estamos de parabéns. Caso contrário, nunca é tarde para recomeçarmos e escrevermos uma nova história.

“Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz”

(Tocando em frente, de Almir Sater)



Um início de semana de paz.







Pernambuco chora




A morte precoce de um líder, de um pernambucano que tinha grandes chances de alterar os rumos do Brasil. Nosso ex-governador Eduardo Campos, deixou o governo de Pernambuco com 80% de aprovação, e agora segue sua viagem para eternidade, levando consigo o agradecimento, principalmente, do povo de seu Estado. 


Montagem imagem/Tudo na nécessaire




Extravagante: quem não é ou foi que atire a primeira pedra




Fazer uma extravagância, ou várias, é algo muito relativo. O que é uma excentricidade para uma pessoa, não será para outra.  Fazer uma extravagância é se dá ao direito de..., é pisar na bola, sair das regras, quebrar a rotina, se dá ao luxo, extrapolar os limites, mudar, driblar o bom senso, perder o equilíbrio e fazer um capricho.

Quando se pensa em extravagâncias, muitas pessoas associam, imediatamente, ao consumo desenfreado, ao estouro do cartão de crédito, ficar com as contas penduradas no banco ou endividado até o último fio do cabelo. Mas, fazer extravagâncias está associado a tudo que sai do seu habitual, que pode está na área financeira, física ou emocional. Afinal, quem é extravagante tem caprichos que podem ser momentâneos ou durar uma vida inteira.

Perguntamos para cinco homens e cinco mulheres:  

Qual a sua maior extravagância? E as respostas foram surpreendentes...


Os homens...













“Minha maior extravagância está no trânsito, quando estou de moto. Aí eu corro, dirijo em alta velocidade”.
(S.A. – 24 anos)

“Eu sou tão disciplinado em tudo: horário, trabalho, obrigações familiares. Mas, por causa da minha ansiedade, sou muito extravagante na alimentação. Como demais. Ontem, eu estava trabalhando num processo e pela madrugada fui à cozinha e esquentei feijão para comer”.
(J. A. S. – 48 anos)

“Tenho duas extravagâncias: assistir televisão por horas a fio. Perco a noção do tempo. Tenho TV a cabo e assisto, principalmente, a programação esportiva. Quando não consigo assistir televisão fico nervoso. Não gosto de DVDs. Eu gosto da programação de TV mesmo. Outra extravagância é porque gasto muito. Não tenho reserva financeira para um imprevisto. Só uso produtos de qualidade, de marca mesmo. Só uso calças caras.”
(E. Júnior – 40 anos)

“Sou muito controlado. Não sou ansioso. Penso antes de tomar qualquer decisão. E se for uma decisão que envolva negócios, estudo todos os detalhes por alguns dias.  Eu gosto de fotografias e, recentemente, comprei uma câmera bem cara, mas não considerei uma extravagância porque ela é tão boa que posso vendê-la a qualquer momento, se quiser, e ainda não terei prejuízo no valor que investi.”
(A. S. – 27 anos)

“Tenho uma extravagância: Eu gosto de veículos antigos. Tenho um carro com 19 anos, uma moto com 25 anos e outra com 14 anos de uso. Já tive três motos antigas. Mas, posso manter este meu hobbie excêntrico”.
(R.R. – 43 anos)




E as mulheres...


“Já fui mais extravagante financeiramente. Eu comprava sem limites. Estorei muitas vezes o cartão de crédito e ficava doida no final de cada mês. Mas, aos poucos, fui aprendendo a viver dentro dos meus padrões financeiros. E isso foi porque comecei aprendendo a comprar. Comecei a comprar só aquilo que tem utilidade pra mim.”
(P.S. – 35 anos)

“Comer chocolate toooodos os dias. Como uma barra grande de Alpino ou Diamante Negro de segunda à sexta-feira. Aos sábados e domingos como Batom Garoto. Adoro também chocolate ao leite. Se sou ansiosa? Muito e isso compensa minha ansiedade quando estou trabalhando. Antes, eu era viciada em Coca-cola e tomava três vezes por dia, mas agora deixei. Mas, eu penso em cuidar da minha saúde porque estou ficando hipertensa, acho”.
(R.F.S. – 34 anos)

“Sou extravagante na alimentação. Não consigo ficar com pouca comida dentro de casa. Antes mesmo de chegar o dia de fazer a feira novamente, eu vou várias vezes ao supermercado para comprar alimentos. Meu marido diz: tem comida dentro de casa e você não sossega”.
(G.S. – 43 anos) 

"Não sei dançar e não me considero jovem o suficiente para me tornar uma boa dançarina. Eu também costumo sair pouco. Por isso, quando vou para qualquer festa minha extravagância é dançar até ela acabar, sem medo de parecer ridícula”.
(D.F. – 42 anos)

“Minha extravagância é comer doces, mesmo sabendo que eles fazem mal a minha saúde. Mas, eu não consigo me controlar. Depois que como, fico tomando chás, remédios e tudo que diminua o peso da consciência e o empachamento”.
(E.C. – 46 anos)



Meu pai, meu exemplo








Pai é aquele que cria e tem a responsabilidade de prover  as necessidades básicas dos filhos no que se referem à alimentação,  saúde e educação. Mas, é principalmente,  aquele que é amigo, cúmplice nos nossos projetos de vida, e que dá um bom exemplo, diariamente, fazendo com que cada filho queira ser igual ou deseje herdar, nem que seja um pouquinho, sua grandiosidade.

E para ser grande é preciso ser honesto, responsável, íntegro, humano, amoroso, carinhoso e ser honrado por familiares e amigos. Este é o exemplo do meu pai. Posso falar, também, pelos meus três irmãos que somos e seremos eternamente gratos pelas suas orientações seguras.




E se hoje meu pai, aos 88 anos, algumas vezes, não nos chama mais pelos nossos nomes, porque a doença está apagando a sua memória, progressivamente, mesmo assim, ele nos beija e abraça reconhecendo que somos pessoas muito importantes, pessoas que estão lhe cercando de amor, carinho e gratidão. 

Porque ser pai é isso: TORNAR-SE ESSENCIAL AOS FILHOS, EM TODOS OS ESTÁGIOS DA VIDA.

OBRIGADA PAPAI!
Feliz Dia dos Pais!