Pessoa elástica



Quando um problema está martelando a cabeça e quase minando as suas forças, o que você faz?

a) Encara o problema, fazendo um levantamento dos prós e contras. Depois tenta resolver da forma mais rápida e prática possível.

b) Preocupa-se, mas não se entrega. Continua saindo com a galera, conversa sobre o seu problema para escutar outras opiniões, mas não deixa de se divertir.

c) Mesmo atravessando os redemoinhos da vida, você acredita que tudo passa e o seu problema também passará. Portanto, não deixa de planejar o futuro e de se motivar.

d) Faz um esforço enorme para mudar os pensamentos negativos pelos positivos.

e) Pensa que muitas pessoas têm problemas maiores do que o seu e você não quer ser o(a) coitadinho(a). Resolve, então, ser pró-ativo(a) e ajudar àqueles que estão sofrendo mais do que você.

Se você estiver se vendo nas alternativas acima, parabéns. Você é uma pessoa resiliente – qualidade de quem é capaz de sobreviver aos problemas, se moldar às situações, não perder o foco na vitória, sacudir a poeira e dá a volta por cima.

Uma pessoa resiliente é capaz de superar situações traumáticas, dores absurdas, decepções intensas e recuperar a autoestima, a vontade de viver, a alegria sem, contudo, se deixar cair na depressão. Ela é capaz de buscar energia em si mesma, nos amigos, na família e nos fatos para superar tudo e continuar vivendo. Quem é resiliente não contabiliza fracassos porque os transforma em oportunidades de aprendizado para o início de uma nova etapa de vida.

Portanto, num mundo cheio de conflitos, rivalidades, disputas pueris (mas desgastantes) e variados tipos de doença, ser uma pessoa resiliente soa quase como uma obrigação. Encarar a sombra do desassossego, que subtraia a felicidade, pode ser o caminho para torná-la, em pouco tempo, apenas parte de um passado bem distante. Pense nisso ao invés de fugir daquilo que lhe incomoda.


Bom início de semana. 



Recife tem encantos mil...








“Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou um boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral”
[...]
(Leão do Norte, de Lenine)






Não só o Estado de Pernambuco está eternizado nas letras dos poetas e compositores nordestinos, mas sua capital também - a cidade do Recife. Com tantas belezas naturais que incluem praias, rios e parques, não foi à toa que o rei do brega, Reginaldo Rossi, se encantou:

“Hei! Vem cá que eu quero te mostrar
Hei! A minha cidade, o meu lugar
Hei! Recife tem um coração
Hei! Tem muito calor, muita emoção.”
[...]
(Recife, minha cidade, de Reginaldo Rossi)









Porque a cidade, realmente, tem encantos mil que deixam nos turistas a vontade de voltar para este paraíso tropical. São 8 quilômetros de extensão de praia que vão do Pina à Boa Viagem, realçadas por coqueiros, areia limpa, água mansa, arrecifes de coral e um calçadão digno de qualquer atleta que deseje ficar em boa forma física. Aliás, esse calçadão está sendo revitalizado para oferecer ainda mais opção de lazer, ou seja, haverá mais quadras esportivas, pistas de Cooper e skate, academia de ginástica (inclusive para os idosos) e acesso gratuito à internet por meio de wi-fi. Os parques infantis também estão sendo reformados.

Se a mídia fala dos ataques dos tubarões ocorridos nos últimos anos, deve informar também que as áreas de riscos (alguns trechos) são sinalizadas e monitoradas pelo Corpo de Bombeiros, e os acidentes, em grande parte, aconteceram pelo desrespeito dos banhistas aos avisos de perigo.  Afora essas áreas, o turista que desejar voltar à sua cidade com um bronzeamento natural da pele, não deixará de tomar longos banhos de mar. E ao por do sol, ele vai fazer um zigue-zague pelas barraquinhas de artesanato, na tradicional Feirinha da Pracinha de Boa Viagem.







Recife é, de fato, uma cidade lendária, como disse o compositor pernambucano Capiba. Dos seus sobrados e casarios, o turista vai levar a lembrança de ter percorrido ruas e avenidas que contam a história de seus poetas, compositores, pintores e artistas plásticos. No bairro do Recife, urbanizado para o pedestre, há áreas de lazer compostas de bares, restaurantes, ciclovias, centros culturais de empresas como os Correios, Caixa Econômica e Banco do Brasil que apresentam exposições itinerantes e permanentes, de grande diversidade cultural.  

Aliás, pluralismo cultural é o que não falta na cidade. Do Centro de Artesanato de Pernambuco, onde reúne a produção dos maiores artesões do Estado, ao Paço do Frevo, que conta a história deste ritmo secular que pulsa no coração de todo bom pernambucano e faz parte do Patrimônio Imaterial da Humanidade, o turista ainda vai saborear as tapiocas recheadas com dezenas de sabores, a macaxeira com carne de sol e seca, o queijo coalho assado na brasa, a caipirinha ou os sucos de acerola, manga e outras frutas da região.

No marco zero da cidade, e olhando para frente, o turista vai apreciar o Parque das Esculturas de Francisco Brennand, considerado uma amostra da arte deste renomado artista, e ainda vai se surpreender quando olhar para seus pés e perceber que estará pisando na Rosa dos Ventos, uma reprodução da pintura do pernambucano Cícero Dias. Ainda nesta posição, e olhando para o lado oeste, ele poderá observar cinco ruas do entorno que fará uma alusão aos cinco dedos de suas mãos.

“Recife teu céu tão bonito
Tem noites de lua pra gente cantar
Recife de cantadores
Vivendo da glória, em pleno terreiro
Recife dos maracatus”

(Recife, cidade lendária, de Capiba)








São museus, praças, teatros, monumentos históricos tombados e casarios que mesclam a cidade de grandes shoppings, teatros, cinemas, respeitado polo médico e gastronômico, palco de festivais de música e também do Cine PE - festival de cinema anual que reúne películas nacionais e internacionais. Porque ...


“A cidade não pára
A cidade só cresce
 [...]

A cidade, de Chico Science)





Uma paradinha para água de coco... Vem!




Transformar ou transformar-se?





Com quatro anos de seminário na bagagem, um pastor embarcou no seu primeiro ministério com muitas tarefas a cumprir. Como era novato, achou que estava lá para transformar aquele lugar. Ao invés disso, Deus usou esse local para lhe transformar.

Os membros da diretoria lhe apoiavam, mas o que mais lhe impressionava eram os detalhes administrativos que ele precisa cumprir. Ele também tinha que aprender a trabalhar com a liderança leiga, ser cuidadoso em seu trabalho e saber sonhar e se colocar no lugar do outro.

Após longos anos de trabalho, o pastor chegou à conclusão que Deus não havia lhe dado a tarefa de mudar o mundo, mas de mudar a si mesmo. Deus havia lhe proporcionado a oportunidade de transformação espiritual, com o objetivo de prepará-lo para assumir qualquer outra tarefa no futuro. 

O pastor, portanto, aprendeu a preciosa lição:

Várias vezes Deus usa as pessoas mais improváveis, nos lugares mais improváveis, para nos ensinar as lições mais difíceis da vida. E, exatamente, quando achamos que chegamos onde deveríamos, Ele nos instrui a seguir em frente. 

Porque, na vida, se quisermos ser agentes de transformação, não devemos resistir ao verdadeiro agente de transformação - as pessoas que nos cercam. E acredite: Deus  tem  a melhor oportunidade de crescimento espiritual para cada um de nós.

Bom início de semana.




Você é o que compartilha










Nunca foi tão fácil se comunicar. Há cinco anos, quando o cantor Michael Jackson morreu, recebi uma ligação da minha filha Amanda Carolina contando o fato. Os jornais oficiais ainda não tinham divulgado a notícia porque precisavam apurar a veracidade da informação. Minha filha tinha lido o fato numa rede social. Do telefonema dela até ver a notícia estampada nas grandes emissoras de televisão, passou pouco mais de uma hora.

Mas, a velocidade que a tecnologia permite a comunicação não isenta a responsabilidade de quem transmite uma informação. Se estivermos usando as redes sociais como  twitter, facebook, whatApp, emails, blogs entre outros, devemos ter muito cuidado quando formos teclar.

Divulgar conteúdo requer, no mínimo, boa educação. Conteúdos que denigrem, difamam, agridem, incitam comportamentos preconceitos e violentos, mensagens com palavras de baixo calão devem ser evitados, sobretudo, se forem enviados para uma coletividade. Já vi blogueira chamar outra de imbecil no facebook, quando seus desafetos poderiam ser tratados em particular.

Se pretendermos que a mensagem atinja apenas uma pessoa, poderemos enviar apenas para aquele receptor. Todas as redes sociais permitem mensagens individualizadas. 



Responder a algumas perguntinhas básicas poderá nos ajudar:

Para quem estou enviando a mensagem?

Qual o meu objetivo ao enviar esse conteúdo?

Minha mensagem tem clareza e não irá suscitar dúvidas?


"Perco um amigo, mas não perco a piada" - frase infeliz, usada por muitas que pessoas que são munidas de grande senso de humor e menos senso crítico. Geralmente, quando a mensagem vem acompanhada desta frase é porque poderá deixar o receptor constrangido ou ridicularizado, momentaneamente. Mas, se a pessoa tiver muita intimidade e quiser, realmente, arriscar uma amizade, continuará enviando conteúdos com gozações, deboches, ironias e outras brincadeirinhas de mau gosto. Já pensou se seu amigo(a) acordou com um problema íntimo ou familiar? Que desastre, não é verdade? 

Então, a dica é não enviar por escrito aquilo que você não diria pessoalmente. Além disso, as frases (mesmo as bem-humoradas) podem ser mal interpretadas, dependendo do estado de espírito de quem recebe. Considerando que a pessoa não está próxima, as brincadeiras devem ir acompanhadas com sinais que representem a emoção como carinhas alegres, letrinhas, símbolos entre outros.

Se a tecnologia vem conseguindo integrar maior número de pessoas, manter relacionamentos saudáveis ainda está assentado nos pilares que aprendemos desde a infância: educação e boas maneiras.



"As palavras são tecidas a partir de uma multidão
 de fios ideológicos e servem de trama a todas
 as relações sociais em todos os domínios."
(Mikhail Bakhtin, 1895-1975)