Meu mundo particular










Brian Roberto Benson, personagem do ator Lázaro Ramos na novela Geração Brasil, depois de provocar uma decepção amorosa na sua mulher Lara Avelar, interpretada por Elisa Pinheiro, sofre com a separação de um jeito inusitado. Ele assume a idade de um adolescente e protagoniza situações super engraçadas. Mas, o que nos chama a atenção é que mesmo ele como um guru, ou seja, mestre espiritual, entra no mundo que é só seu. Um mundo onde os seus ciclos de vida se revelam ora adolescente, ora adulto e guru.

Fiquei pensando se todos nós não temos o nosso mundo particular. Maravilhoso. Quem sabe, preenchido por super heróis, lembranças, sonhos, músicas, risos, cheiros e ... silêncio.

Um silêncio que leva à tranquilidade, à calmaria e ao encontro do eu com vários outros eu[s] bem recheado de nós. Um encontro agradabilíssimo para formarmos um mundo gostoso.

E como se dá esse encontro com o nosso mundo particular?

Perguntamos ao público feminino, que a cada dia está com múltiplas tarefas: 

Onde fica a magia desse encontro?


“Tive paralisia facial e evitava as pessoas porque um lado da minha face não respondia aos estímulos. A comida caia pelo canto da boca e fiquei dependente. Foi nessa época que encontrei o meu mundo particular (e só meu) andando de bicicleta pela Praia de Boa Viagem, com um fone de ouvido escutando as minhas músicas preferidas. Hoje, faço isso sempre no verão e três vezes por semana. Também aprendi a contemplar. E posso passar um bom tempo na varanda de casa olhando a paisagem. Às vezes até tomo um vinho quando estou contemplativa. Já estou recuperada, mas não deixo mais de viver com capricho, ou melhor, fazendo os meus caprichos.”
                                              (C.S. – não quis dizer a idade / estudante)


“Meu mundo particular tem paz. Isso acontece quando fico sozinha e o marido sai para trabalhar. Aí escuto minhas músicas e canto.”
                                               (Meiri Albuquerque – 33 anos/ secretária)



“Encontro-me na leitura, no crochê e na fotografia. Adoro viajar, principalmente, agora que estou aposentada. Fotografo tudo, principalmente as paisagens.”
                                    (Angela Raposo – 57 anos / fotografa e blogueira)



“Meu mundo particular tem muita gente – é a família. Mas, gosto de ler revistas, assistir TV, conversar e namorar muito.”
                                                (Luciene Oliveira – 43 anos / tapioqueira)



“Trabalho muito. O marido já está aposentado e fica em casa enquanto vou trabalhar. Quando chego, ele entende que preciso passar um tempão calada. Aproveito e assisto às novelas antigas que deixo gravando pelo canal fechado de TV. Tira o estresse.”
                                                (Kátia Jatobá – 49 anos / Engenheira civil)


http://marcionilo12.blogspot.com.br/2011/05/desenhos-do-transito.html


“Sou católica. Quando estou comigo mesma, em silêncio, costumo orar. Também sou saudosista e sempre vêm à tona as boas lembranças. Fico rememorando o passado bom, só meu.”
                                                       (Fátima Galindo – 55 anos / bancária)



“Passo a semana fazendo dieta. Quando chega o final de semana, eu tiro um dia para comer o que gosto sem disciplina. Sou formiga, adoro doces. E como nesse dia para compensar tudo. Também gosto quando estou praticando exercícios físicos porque causa um bem estar muito grande. Esse é o meu mundo particular.”
                                                  (Carolina Apolinário – 27 anos / radialista)



“Fico a maior parte do tempo em casa, sozinha. No meu mundo há músicas alegres e tristes, mas sempre MPB.”
                                                     (Luciana Oliveira – 23 anos / estudante)


“Como não tenho filhos e nem responsabilidade casa e tudo mais que isso implica, encontro-me comigo mesma andando de patins pelo bairro do Recife e alguns parques da cidade, como a Jaqueira e isso me faz sentir livre. Também viajando.”
                                                      (Camila Jatobá – 22 anos / estudante)



“Acho que sou a pessoa mais estranha dos dias de hoje. Não tenho facebook, uso pouco o email e internet. Quando estou só, leio. Aliás, gosto de ficar só. Leio um ou dois livros por mês. E esse é o meu momento.”
                                          (Simone Duque – 53 anos / funcionária pública)




Tempestades pessoais




Uma amiga ligou... Está com depressão.

Outro amigo estava “sumido” faz tempo. Liguei. Ele me disse que estava com depressão.

Decepções, angústias, sensação de fracasso, perdas, doenças e tantos outros problemas podem levar o ser humano ao seu limite emocional.

Quem está livre disso? Ninguém. Todos nós estamos no mesmo barco. E a cada parada dessa embarcação, será que estaremos preparados para as surpresas? Surpresas boas, obviamente que sim.  E as más notícias? Para a dor emocional, qual será o medicamento apropriado?

Lembrei-me de uma mensagem e compartilho:

“Quando uma tempestade se anuncia no céu, ficamos com medo, principalmente quando nos lembramos das enchentes e desabamentos tão frequentes nessas ocasiões. Ficamos espantados com a escuridão, a chuva, os raios e trovões, e ao mesmo tempo admirados diante da força que a natureza demonstra.

Em nossa vida, às vezes temos de enfrentar tempestades que nos atormentam e nos fazem ver que somos frágeis e indefesos diante das intempéries da existência. Quando isso acontece, tendemos a enxergar apenas a tempestade que está à frente e não vemos nem imaginamos que, depois dela, o tempo se abrirá e a luz surgirá novamente.

Problemas no trabalho, brigas em família, doenças, crises nos relacionamentos – tudo isso são tempestades em nossa vida. Diante dessas situações passamos angústias, sofrimentos, dor e medo. [...]. Esquecemos que existe um ser superior controlando o nossso “barco”.

Não existem ventos fortes, tempestades nem furacões em nossa vida que Deus não possa parar, aquietar e vencer. [...]



Pense nisso: as tempestades chegam a assustar, mas quando vão embora, surge um tempo de paz e alegria. Mas, não devemos esqueça de orar sempre para sermos guiados, abençoados e consolados seja qual for a intensidade da tempestade.”

(Trecho extraído do livro Presente diário, 2013)

Reaja! Reaja! Reaja!

Bom início de semana




Mousse de graviola








Carinho de mãe é assim: afago, puxões de orelhas, olhares que recriminam, um denguinho quando se está doente, um pedacinho de bolo, torta ou qualquer outra coisa que você goste. Carinho de mãe faz uma comidinha especial só para você, mesmo quando ela está atarefada, e pensa em tudo mais que um ser humano possa não imaginar. Porque mãe é assim, faz até o que todos duvidam... e muito mais.

Mamãe mandou pra mim um pedaço de graviola. Adoro! Fazer um suco era muito pouco para uma fruta tão gostosa e daí resolvi fazer um mousse - uma receita fácil.





Usei:

1 lata de leite condensado

2 ½ medida (lata) do suco da graviola, retirada apenas com um pouquinho d’água e depois peneirado.

1 sachê de gelatina sem sabor, dissolvida em 5 colheres (sopa) de água, conforme instrução da embalagem.

Bati todos os ingredientes no liquidificador e, por último acrescentei, a gelatina sem sabor. Levei ao freezer por 1 hora.

Ficou show!





Você poderá usar outras frutas.





Mais qualidade de vida, menos agrotóxicos






*por Amanda Duarte

No último dia útil de cada semana, o pátio ao lado da Igreja Matriz do Espinheiro, no bairro onde moro, é ocupado por nove barracas que compõem a Feira Orgânica do Espinheiro. Os alimentos ofertados são comuns, mas têm um diferencial que atrai muitos fregueses: são produzidos sem agrotóxicos.

De acordo com a engenheira agrônoma Ana Paula Carvalho, para ser chamado de orgânico, o alimento precisa atender a uma série de especificações. “A fazenda ou horta onde vai ser produzido o produto orgânico tem que obedecer a uma cadeia produtiva totalmente livre de insumos externos, caracterizados pelos adubos, fertilizantes e pesticidas”, afirma. Em Recife, esta segurança é passada ao consumidor por meio do cadastro dos vendedores na Prefeitura. Só depois de adquirir o registro eles estão aptos a participar de feiras e comercializar orgânicos em barracas padronizadas e usando uniformes.





A médica Fátima Bogea, frequentadora assídua de feiras orgânicas, garante que pagar um pouco mais pelo produto vale a pena quando se sabe que a fonte é confiável. O feirante Elias Luís comprova. Ele sempre trabalhou na agricultura e comercializava não orgânicos na feira da Ceasa. Há 8 anos resolveu eliminar os agrotóxicos da produção e ressalta os benefícios. “Mudei para os orgânicos porque eles são sadios. E quando nós produzimos uma mercadoria saudável ela vende mais. Nem quando eu trabalhava na Ceasa vendia tanto como agora”, comenta.

Os produtos do Seu Elias vêm da cidade de Pombos, no interior de Pernambuco. Mas é o município de Vitória de Santo Antão, seu vizinho, que fornece os alimentos da maior e mais movimentada barraca da feira. Para o feirante Renato Vítor, a sexta-feira começa cedo. Acompanhado pelo pai, Paulo Maurício, que também é feirante, Renato sai da cidade de Vitória, na Zona da Mata pernambucana, em direção à capital, percorrendo 55 quilômetros. Todos os itens comercializados na barraca são produzidos pela própria família, em casa.




A Feira Orgânica do Espinheiro acontece das 6 às 12 horas da manhã, atraindo pessoas preocupadas com a saúde e qualidade de vida, como Edvaldo Lopes, 62 anos. Ele explica que depois de virar corredor só compra produtos orgânicos e a repercussão na família é grande. “Quando eu preparo o almoço, o gosto do alimento fica bem melhor. O pessoal de casa percebe logo se não foi feito com orgânicos. Se for com os produtos daqui o sabor é outro, bem superior”. O que o paladar do Seu Edvaldo sente é comprovado cientificamente. De acordo com Ana Paula Carvalho, o aceleramento na cultura dos alimentos muda o sabor deles. Como a produção dos orgânicos respeita o tempo natural de amadurecimento, o gosto é melhor.

A agrônoma finaliza recomendando a pré-lavagem dos alimentos sempre, sendo orgânicos ou não. A higienização é necessária para eliminar impurezas que se acumulam com o manuseio das frutas, legumes e verduras. Caso os produtos apresentem resíduos de agrotóxicos, eles serão minimizados no momento da higienização com algum ácido, que pode ser cloro, vinagre ou limão.


*Minha filha.