Seu Gadelha






Minhas idas ao comércio do centro do Recife estão cada vez mais raras. Mas, quando eu vou, geralmente, aos sábados, costumo guardar o carro com Seu Gadelha.

Há uns meses atrás, eu estava com minha filha, quando ele disse que era conhecido nacionalmente e explicou: - aqui para carro de todo lugar, de Curitiba, de São Paulo... (e foi dizendo as cidades). Achamos engraçado.

Recentemente, fui ao centro com meu marido. E quando fui pegar o chapéu na mala do carro, ele disse: - A senhora parece uma britânica (e ficou repetindo). Ele estava se referindo a cor de minha pele, mas não sabia bem o que era ser britânico.

Então, eu pensei: Seu Gadelha está reconhecido internacionalmente 😄. Aqui deve ter parado um carro, com placa nacional, mas com algum britânico , bem brancão, dentro.

Seu Gadelha trabalha como flanelinha no centro do Recife há 26 anos. Já leva o filho para transmitir seu ofício. Bem se vê, que ele é um homem que não teve chances de frequentar a Escola, e por isso se tornou trabalhador informal, logo cedo. Mas, ele tem orgulho de sua trajetória.

Nacionalmente ou internacionalmente, Seu Gadelha está certo quando faz sua propaganda, gerando confiança nos motoristas. Afinal, aquela história conhecida que a galinha bota ovo e faz um alarde, enquanto a pata fica silenciosa ao parir, é verdade.

Às vezes, o profissional não produz com competência e tem o reconhecimento das pessoas. Ele faz um alarde do que poderia fazer (mas, não faz); se escora no trabalho do colega ao lado; ludibria; é porta-voz das ideias dos outros como se fossem suas; não se envolve em decisões com medo da responsabilidade e faz alianças. São pessoas que sabem escutar muito bem, amacia o ego de seu interlocutor e colhem informações para vender o peixe, ou seja, vender sua imagem como um exímio profissional.

Enquanto outros produzem; se comprometem com os objetivos, dividem responsabilidade pelos bons ou maus resultados; aperfeiçoam ferramentas; induzem à melhoria comum; vestem a camisa; mas trabalham sem alarde. E mesmo que todos saibam de seu profissionalismo, muitos gestores escolhem aqueles que circulam entre todos como um pavão, sem nada fazer.

E viva Seu Gadelha. Vamos aprender com ele.




Quanto custa ser otimista?





Nada, para algumas pessoas. Muito, para outras.

Porque a todo instante se é bombardeado com fatos e situações negativas que levam para baixo e fazem com que, algumas pessoas, se rendam ao pessimismo, a desesperança, ao desânimo e desilusão.

As pessoas que conseguem vencer a onda de negatividade e são otimistas, resolvem seus problemas com mais facilidade. Elas confiam em si mesmo e depositam uma fé, quase inabalável, na força divina que rege o universo. 

Comece a semana com ânimo, com a consciência da própria força interior que é capaz de transformar aquilo que lhe prejudica e quer mal, numa onda de energia positiva, de paz, alegrias e superações.

Afaste o tormento e confie na bondade divina. E nada lhe será mau. Porque o otimista recebe os resultados esperados. Mas, não esqueça que ser otimista exige exercício diário.

Beijo no coração.




Minha bolsa caiu






Há dois dias que eu pensava em ligar para uma amiga e saber da saúde de sua mãe.

O pensamento martelava minha cabeça. Mas, os afazeres diários adiavam e  eu percorria o corredor da falta de atenção com as pessoas. Detesto.

E na correria, quando eu menos espero, minha bolsa caiu da cadeira onde eu a tinha colocado. Diante do barulho, lá estavam todas as necessaires (amo muito), documentos, remédios, papéis (mania) e bugigangas espalhadas no chão.

O que eu fiz? Parei.


Liguei para amiga, rindo do que tinha acontecido. 

Lição aprendida: Se não paramos para dar atenção às pessoas, a vida nos para pela dor ou pelo amor. 






Não te canses!





"Não nos desanimemos de fazer o bem, pois, a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos." Paulo (Gálatas, 6:9)

Quando o buril começou a ferir o bloco de mármore embrutecido, a pedra, em desespero, clamou contra o próprio destino, mas depois, ao se perceber admirada, encarnando uma das mais belas concepções artísticas do mundo, louvou o cinzel que a dilacerara.

A lagarta arrastava-se com extrema dificuldade e vendo as flores tocadas de beleza e perfume, revoltava-se contra o corpo disforme. Contudo, um dia a massa viscosa em que se amargurava converteu-se nas asas de graciosa e ágil borboleta e, então, enalteceu o feio corpo com que a natureza lhe preparara o voo feliz.

O ferro rubro colocado na bigorna, espantou-se sofreu, inconformado. Todavia, quando se viu desempenhando importantes funções nas máquinas do progresso, sorriu, reconhecidamente, para o fogo que o purificara e engrandecera.

A semente lançada à cova escura chorou, atormentada e indagou por que motivo era confiada assim, ao extremo abandono. Entretanto, em se vendo transformada em arbusto, avançou para o sol e se fez árvore respeitada e generosa, abençoando a terra que a isolara no seu seio.

Não te canses de fazer o bem. Quem hoje te não compreende a boa-vontade amanhã te louvará o devotamento e o esforço.

Jamais te desesperes e auxilia sempre.

A perseverança é a base da vitória.

Não olvides que ceifarás, mais tarde, em tua lavoura de amor e luz, mas só alcançarás a divina colheita se caminhares para diante, entre o suor e a confiança, sem nunca desfaleceres.

(XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, s.d. Cap.124.)


Um amigo enviou esta mensagem que compartilho com vocês. 

Boa semana.